Especial

Sexta-feira 13: onde aproveitar a data

Filmes, peças, exposição e festas para os fãs do terror

Por: Fernanda Bonadia - Atualizado em

Oswaldo Goeldi
Oswaldo Goeldi: tom sombrio e ausência de luz (Foto: Divulgação)

A combinação do 13º dia do mês com a sexta-feira é um terror para os supersticiosos. Em compensação, os fãs de susto encontram nesta data mais uma chance de antecipar (e muito!!!) o clima de Halloween, se divertindo com as atrações espalhadas pela cidade.

Os maisi corajosos, por exemplo, podem aproveitar a companhia de Jason, Freddy Krueger e outros personagens aterrorizantes. Isso porque o Playcenter estendeu a última edição das Noites do Terror até domingo (15), com desconto até esta sexta: a entrada sai por 39 reais pela internet — o valor regular é de 54 reais.

Os cinéfilos, por sua vez, podem passar a madrugada na "Mostra Horror no Cinema Brasileiro", na Cinemateca, ou na "Maratona do Terror", que ocorre no Museu da Imagem e do Som (MIS).  Já no circuito comercial, é possível assistir a "Fausto", "Sombras da Noite" e "Prometheus".

O clima macabro também tem espaço nos palcos. O musical A Família Addams gira em torno do novo namorado de Vandinha, que quer apresentar o garoto "normal" à sua família nada convencional. Outras sugestões são o drama Assombrando Julia, que trata de um pai que não se conforma com o suicídio da filha, e Terror - A Comédia, em que o cientista que deu vida a Frankenstein promete ajudar Drácula, Esqueleto e Fantasma.

Para os baladeiros, o Projeto Autobahn e a Inferno promovem festas com decoração temática. Os apreciadores de arte podem prestigiar a exposição Oswaldo Goeldi: sombria luz, no Museu de Arte Moderna (MAM).

Confira abaixo os melhores programas para esta sexta-feira 13:

  • Construções históricas / Igrejas

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    Atualizado em: 11.Dez.2013

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  • Após a morte acidental da mãe, as jovens Iris (Ambyr Childers) e Rose (Julia Garner) ficam encarregadas de cuidar do caçula (Jack Gore). Os irmãos e o pai, Frank Parker (Bill Sage), levam uma vida muito particular numa pequena cidade americana. Além de se vestirem como no século passado, não se aproximam de estranhos, têm aparência pálida e seguem costumes rígidos. Ocorrem ainda desaparecimentos misteriosos no vilarejo, o que aumenta mais as suspeitas sobre a esquisita família. No desenrolar do drama de terror, dá para notar como sobrevivem os Parker. A última cena, contudo, é estarrecedora. Em constante clima de tensão, o diretor Jim Mickle demonstra estilo ao manter o suspense sem apelar para truques baratos. Estreou em 13/12/2013.
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  • O livro de Stephen King e a realização de Brian De Palma fizeram um casamento perfeito em Carrie, a Estranha, de 1976. Imitado, homenageado e satirizado, o filme de terror virou cult. Quase quarenta anos depois, alguém inventa de fazer uma refilmagem. Nada contra remakes, desde que tragam renovação ou atualização à matriz. O problema aqui é justamente este: ser uma cópia fiel, porém pálida. Em alguns quesitos, mostra-se muito inferior ao original. A começar pela protagonista: Chloë Grace Moretz, de 16 anos, possui aparência de menina de boa família, ao contrário de Sissy Spacek, a primeira Carrie. Embora uma atriz competente em outros trabalhos (como Kick-Ass), Chloë não convence como a esquisita Carrie, a jovem que sofre bullying das colegas de escola. Quando contrariada, tem seu poder telecinético atiçado. O mal vem, em parte, da educação repressora da mãe, uma fanática religiosa interpretada por Julianne Moore. Os efeitos visuais, claro, ganharam um upgrade, mas o sabor requentado prevalece. Estreou em 6/12/2013.
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  • Sobrenatural, de 2010, já não era o suprassumo do cinema de terror, mas tinha um bom ponto de partida, apesar do desenrolar morno. A dispensável sequência tenta “explicar” o que seria inexplicável e, por isso, se embola num roteiro cheio de invencionices do além. Os sustos, portanto, dão espaço para momentos risíveis, sobretudo próximo do desfecho. Na trama, Josh Lambert (Patrick Wilson) foi inocentado da morte da paranormal Elise Rainier (Lin Shaye). A paz voltou a reinar em casa até o momento em que o primogênito Dalton (Ty Simpkins) começa a ver espíritos pelos cômodos. O enredo volta no tempo para mostrar detalhes do passado de Josh e de sua mãe (Barbara Hershey) — ambos têm o dom de ver os mortos e se comunicar com eles. Ou seja: a paranormalidade aqui é genética. Conforme a história avança, mais personagens entram em cena, segredos vêm à tona e Patrick Wilson, emulando Jack Nicholson em O Iluminado, vira um pai demoníaco atormentado por fantasmas que parecem saídos de um Halloween. Estreou em 22/11/2013.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO