Roteiro

O que fazer no feriado de Páscoa: sexta

Baladas, musicais e peças são algumas das opções de bons programas

Por: Anna Carolina Oliveira - Atualizado em

As Troianas - Vozes da Guerra
Patricia Vieira e Inês Aranha em 'As Troianas — Vozes da Guerra': tragédia (Foto: Lenise Pinheiro)

Das 20 atrações listadas, seis são gratuitas. Um exemplo é a peça "As Troianas - Vozes da Guerra", em cartaz no Teatro do Núcleo Experimental.

+ O que fazer na cidade no feriado de Páscoa

Veja abaixo seleção com bons programas e escolha o seu para curtir no feriado:

  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: Adaptação de Claudio Botelho para peça de Joseph Stein, Sheldon Harnick e Jerry Bock. Lançado na Broadway em 1964, o musical é centrado em Tevye, um leiteiro judeu que vive em um vilarejo russo. À frente de 43 atores e dezessete músicos, José Mayer surpreende como o protagonista em permanente luta pela sobrevivência ao lado da mulher (Soraya Ravenle) e dos cinco filhos. O conflito se inicia quando três filhas (Rachel Rennhack, Karina Mathias e Julia Fajardo) se rebelam contra as tradições e rejeitam os casamentos arranjados. Mais um acerto de Charles Möeller e Claudio Botelho, mostrando que a dramaturgia nos musicais pode, sim, estar sobreposta às canções sem comprometer o gênero. Estreou em 16/03/2012. Até 15/07/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: O processo de urbanização ao longo de 100 anos e a beleza natural do país são os principais temas da mostra, que reúne 280 trabalhos pertencentes à coleção do IMS e datados de 1820 a 1920. A montagem é um destaque em si. Foi reconstituída cenograficamente, por exemplo, uma rotunda. Essa construção cilíndrica, bastante popular nas cidades europeias durante a virada do século XVIII para o XIX, possibilita a exibição de imagens em forma de grandes panoramas. Os estrangeiros viajantes marcam o início da seleção. Johann Moritz Rugendas e Carl Friedrich von Martius, ambos alemães, além do inglês Charles Landseer, foram pioneiros ao retratar o país. Suas aquarelas e gravuras, por servirem em primeiro lugar para ilustrar livros, possuíam forte elemento iconográfico, mais com o intuito de documentar do que de proporcionar prazer estético ao espectador. Com a virada para a modernidade, a industrialização abre novos caminhos. E essa transição pode ser observada, em particular, nas transformações sofridas pela capital paulista entre as fotografias de Militão Augusto de Azevedo e as de Guilherme Gaensly, quando a cidade começa a ganhar a cara pela qual costuma ser reconhecida até nossos dias. De 01/04/2012 a 17/06/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Um dos nomes incontornáveis do século XX, o suíço Alberto Giacometti (1901-1966) tem uma ampla porção da carreira abordada na extraordinária retrospectiva em cartaz na Pinacoteca, desde já uma séria concorrente a melhor exposição de 2012. A mostra, cuja maioria das obras vem da Fundação Alberto e Annette Giacometti, de Paris, reúne 280 trabalhos, espalhados por doze salas, além do octógono, onde foram posicionadas algumas de suas célebres figuras esguias. Giacometti desempenhou na arte uma função semelhante à do irlandês Samuel Beckett na literatura e no teatro: explorou a fragmentação psicológica e sentimental do homem moderno, marcado por guerras sem sentido e por uma relação dúbia com a natureza. Despia, assim, as esculturas ao máximo, até transformá-las em meros fiapos, tão agônicos quanto inertes, embora repletos de nuances, principalmente nos bronzes. Há ainda desenhos, gravuras, peças decorativas e pinturas de cunho expressionista. A admirável curadoria de Véronique Wiesinger recupera trabalhos da juventude, traça paralelos com as máscaras africanas e apresenta ao espectador fotografias que capturam o dia a dia no ateliê do gênio. De 24/03/2012 a 17/06/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Não faltam na cidade exposições de Candido Portinari (1903-1962), devido principalmente ao fato de o modernista ter legado à posteridade cerca de 5.000 obras. Poucas montagens, contudo, possuem a importância de 'Guerra e Paz'. O foco central da mostra está na rara — talvez única — possibilidade de apreciar os dois painéis feitos pelo paulista de Brodowski entre 1952 e 1956. Tratava-se de uma encomenda do governo brasileiro para presentear a Organização das Nações Unidas, em cuja sede nova-iorquina os trabalhos estiveram expostos de forma permanente nas últimas décadas. Como indicam os títulos, extraídos do clássico romance de Tolstói, um dos murais representa a guerra e o outro a paz, e neles Portinari explora a herança cubista sem cair no aspecto apelativo e algo derivativo da série Retirantes. Por causa das dimensões enormes (cada um tem 14 metros de altura por 10 de comprimento), eles estão num espaço chamado Salão de Atos. A Galeria Marta Traba, por sua vez, reúne cerca de 100 estudos preparatórios. De 07/02/2012 a 20/05/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Fonte de revelações da arte brasileira, o programa bienal Rumos Artes Visuais, do Itaú Cultural, apresenta sua mais recente seleção. Doze curadores, coordenados pelo crítico Agnaldo Faria, viajaram país afora para mapear o melhor da produção atual. Do total de 1.770 nomes inscritos, restaram 45 artistas. Convite à Viagem reúne 126 obras deles, em suportes variados. Nem a ausência de um tema central forte atrapalhou o bom resultado da montagem, valorizada pela eficiente cenografia de Marta Bogéa, labiríntica sem ser confusa. Logo no início do percurso, Thiago Honório intriga o espectador com a instalação Imagem. Nela, a cabeça de uma estátua de roca do século XVIII está num cubo de vidro, sobre um espelho. O visitante enxerga seu corpo com outro rosto. Há ótimos resultados também na pintura. Regina Parra aborda os limites da representação visual ao criar a partir de cenas captadas por câmeras de segurança, enquanto Fábio Baroli impressiona pela técnica na série Sujeito da Transgressão, inspirada no conceito de voyeurismo. De 09/02/2012 a 22/04/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Nascido na Grécia, Giorgio De Chirico (1888-1978) naturalizou-se italiano e viveu períodos em países como Estados Unidos e Alemanha. Consagrou-se na década de 10 do século passado ao realizar a chamada “pintura metafísica”. Nela, figuras solitárias aparecem em pose de meditação em espaços vazios, sobretudo praças, em uma mistura de elementos antigos (colunas e edifícios grecoromanos) e modernos (fábricas, robôs). O artista abandonou o estilo para investir numa fase neoclassicista, mas no fim da vida voltou ao gênero que o tornou conhecido. Várias obras desse período tardio integram O Sentimento da Arquitetura. A montagem reúne 45 telas, onze esculturas e 66 litografias mais antigas, dos anos 30, todas pertencentes à Fundação Giorgio e Isa De Chirico, de Roma. De 22/03/2012 a 20/05/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: Adaptação de Zé Henrique de Paula para peça de Eurípides. Em 2009, o também diretor Zé Henrique de Paula e seu grupo, o Núcleo Experimental, causaram estranheza com essa versão da tragédia. Em um paralelo entre a Guerra de Troia e a II Guerra Mundial, ele transformou as sobreviventes troianas nas judias arrasadas pelo holocausto em uma encenação em que as mulheres não falavam e os homens trocavam frases em alemão. Agora, a montagem sofreu reformulações, entre elas os diálogos traduzidos para o português. No elenco de quinze atores, entre eles Inês Aranha, Norma Gabriel, Alexandre Meirelles e Fábio Redkowicz, a novidade é Patricia Pichamone. Estreou em 12/06/2009. Até 11/06/2012.
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  • Comédia dramática

    Vermelho
    VejaSP
    3 avaliações
    De John Logan. Antonio Fagundes um dos nossos mais respeitados atores, e seu filho Bruno Fagundes estão frente a frente no palco. A comédia dramática confronta o artista plástico Mark Rothko (1903-1970) com seu jovem assistente Ken, um aspirante a pintor com os ideais típicos da juventude e ainda ingênuo para saber que só a experiência ajusta algumas equações. A direção firme de Jorge Takla rege e segura os dois lados dessa história. Tanto o equilíbrio ficcional como o embate entre pai e filho (ou entre artista veterano e iniciante) são conduzidos de forma inteligente para seduzir e inquietar a plateia. Estreou em 30/03/2012. Até 4/12/2016.
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  • De Alan Ayckbourn. Um exemplo de que o bom teatro resulta da comunhão de um texto de qualidade levado à cena por um diretor seguro e um elenco afinado. Escrita em 1985, a tragicomédia é centrada em uma mulher (Denise Weinberg) que enfrenta uma crise. Enquanto imagina a família ideal, com um marido carinhoso, um irmão protetor e uma filha atenciosa, o que vê são pessoas incapazes de lidar com a realidade. Entre a loucura e a lucidez, ela mascara a frustração. Acomodada no palco que reproduz um jardim, a plateia compartilha da intimidade desses conflitos e, principalmente, do irretocável desempenho de Denise. Com Maristela Chelala, Clarissa Rockenbach, Eduardo Muniz, Francisco Brêtas, Flávio Faustinoni, Mário Borges e Mário César Camargo. Estreou em 24/02/2012. Até 28/10/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Emilio Boechat. O ator Marcelo Médici dá mais uma tremenda prova de seu talento e versatilidade ao se desdobrar em nove personagens e dez caracterizações nesta divertidíssima comédia. Após dez anos de casamento, Samuel (Ricardo Rathsam) é surpreendido com o pedido de divórcio. Ele busca amparo em sua mãe e nos amigos, mas não é aceito. Andando pelas ruas, cruza com um bêbado, um assassino e uma prostituta gaúcha, entre outras figuras, todas interpretadas por Médici. Estreou em 17/09/2011. Até 22/07/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: Adaptação de Pedro Vasconcelos e Marcelo Faria para romance de Jorge Amado. É difícil apagar da memória a imagem de Sonia Braga, José Wilker e Mauro Mendonça no filme dirigido por Bruno Barreto em 1976. Cientes da força do cinema, os adaptadores inovaram ao transpor para o palco a história — sobre a viúva de um malandro que, casada com um farmacêutico, se diverte quando o fantasma do falecido a visita. A dupla investiu em referências musicais e parte dos quinze atores canta. Estreou em 19/03/2009. Prorrogado até 20/05/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Alessandro Baricco. Publicado em 1994, o romance do escritor italiano inspirou o filme A Lenda do Pianista do Mar (1998) e surpreende ao conservar o caráter múltiplo de fábula no palco. Isio Ghelman arrebata na pele de um trompetista que relembra a história de um amigo, considerado o melhor pianista de todos os tempos. O detalhe é que o artista nasceu e passou a vida em um navio, sem jamais ter colocado os pés em terra firme e, para ele, isso foi suficiente. Estreou em 16/03/2012. Até 28/04/2012.
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  • Com seu novo álbum, "Presente", o grupo se apresenta no próximo sábado (14/5/2016).
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  • Sucesso desde 2008 com diferentes elencos, a comédia traz personagens portadores de TOC, o transtorno obsessivo-compulsivo, na antessala de um consultório. Como o médico nunca aparece, a solução é iniciar uma terapia grupal. Com Dulcineia Dibo, Dídio Perini, João Bourbonnais, Luciana Caruso e outros. Estreou em 10/5/2008. Até 29/3/2015.
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  • Danilo de Moura interpreta o cantor e compositor Sebastião Rodrigues Maia (1942-1998) no musical escrito por Nelson Motta. À frente de dez atores e sete instrumentistas, ele canta 25 canções, como Azul da Cor do Mar e Sossego, e empenha-se ao dar vida ao personagem, recriado dos 12 aos 55 anos. Nesse tempo, surgem detalhes da vida familiar, o encontro com Roberto Carlos e Elis Regina (Reiner Tenente e Izabela Bicalho), as drogas e o estouro na década de 70. Estreou em 9/3/2012. Até 16/3/2014.
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  • Resenha por Carolina Giovanelli: Trata-se de uma edição da festa Picnic que tem os doces como tema. Durante a madrugada, os convidados poderão saborear balas, pirulitos, biscoitos e jelly shots (gelatinas de pinga ou vodca). Três DJs cuidam da discotecagem, baseada em rock, que inclui algumas músicas inspiradas pelo tema da balada. Dia 06/04/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Iniciada em 2009, a série Ocupações segue rendendo momentos inspirados. O mais recente deles homenageia o cartunista paulistano Angeli e apresenta cerca de 800 trabalhos. Tanta coisa reunida num pequeno espaço poderia resultar em confusão, mas a curadoria de Carolina Guaycuru e a cenografia de Patrícia Rabbat organizaram tudo muito bem. O visitante pode, por exemplo, abrir gavetas cheias de tirinhas e charges políticas feitas nas últimas três décadas — oitenta delas são desenhos originais. Outra brincadeira é uma geladeira retrô onde foram colocados quadrinhos que envolvem pinguins. Painéis de grande porte relembram alguns personagens carismáticos, a exemplo de Rê Bordosa, Bob Cuspe, Wood & Stock e As Skrotinhas. E há vários outros mimos para os fãs: maquetes feitas para um curta-metragem, cadernos de esboços, entrevistas em vídeo e até o exemplar de um gibi dos geniais Los 3 Amigos, criado em parceria com Laerte e Glauco (1957-2010). De 16/03/2012 a 06/05/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Sérvia radicada em São Paulo desde 1999, a fotógrafa explora a memória dos conflitos em seu país natal na série Réquiem. As cenas registradas por Gordana nas imagens aparecem desfocadas e fantasmagóricas. Gordana consegue, assim, transformar horror em poesia. De 08/03/2012 a 22/04/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Expoente da fotografia moderna no México, Manuel Álvarez Bravo (1902-2002) tinha tudo para não escolher o caminho da arte. Nascido numa família pobre, um entre oito irmãos, perdeu o pai cedo e foi obrigado a começar a trabalhar para ajudar nas contas da casa. Estimulado por um colega de escola, contudo, acabou se apaixonando pelas câmeras e chegou a abandonar uma trajetória promissora no funcionalismo público para investir na carreira. O resultado desse esforço pode ser conferido na retrospectiva Fotopoesia. Estão reunidas 150 obras clicadas entre as décadas de 20 e 50. A produção inicial do artista ainda deriva bastante dos trabalhos de certos surrealistas e formalistas como Weston e Ródtchenko: fazia closes aproximados de objetos com o intuito de fortalecer o impacto abstrato e geométrico. Bravo atingiu identidade própria ao investir nas figuras humanas, em especial os índios, e nos aspectos documentais. Há nas imagens uma fuga do realismo, alcançada por meio de flertes com o subconsciente. Prorrogada até 08/07/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Santiago Carlos Oves. Beatriz Segall interpreta uma senhora de 82 anos. Herson Capri, por sua vez, é Jaime, o filho cinquentão que pouco convive com a mãe e só tem notícias dela por telefone. Um encontro deles para resolver uma crise rende momentos divertidos e emociona ao trazer temas como afeto, companheirismo e afastamento. Com sensibilidade, a diretora Susana Garcia supera os clichês do texto. Beatriz Segall confere um tom cômico irresistível à sua personagem. Apoiado por ela, Capri retrata com rigor o constrangimento de um homem fracassado e ao mesmo tempo surpreso com a cumplicidade perdida ao longo da vida. Estreou em 02/09/2011. Prorrogado até 15/04/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO