Roteiro

O que fazer no feriado de Páscoa: sábado

Opções incluem atrações para crianças, jovens e adultos curtirem

Por: Anna Carolina Oliveira - Atualizado em

A Família Addams - 2258
'A Família Addams': musical com Daniel Boaventura e Marisa Orth (Foto: João Caldas)

Das 20 atrações listadas, cinco são gratuitas. Um exemplo é o espetáculo de dança "Improviso", no Sesc Pinheiros.

+ O que fazer na cidade no feriado de Páscoa

Quem procura um passeio para a família pode conferir o musical "A Família Addams", no Teatro Abril. Os ingressos vão de R$ 70,00 a R$ 250,00.

Veja abaixo seleção de bons programas e escolha o seu para curtir no feriado:

  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: Adaptação de Cássio Pires para conto homônimo de Henry James (1843-1916). O drama mostra uma mulher ansiosa para apresentar dois amigos. Na juventude, ambos viram o fantasma de seus pais. O encontro é constantemente adiado até virem à tona motivos de um deles para sabotar o contato. As atrizes Julia Ianina e Victória Camargo eletrizam o espectador ao dividir-se nos papéis de narradora e dos demais personagens com composições perturbadoras. Estreou em 30/09/2011. Até 06/05/2012.
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  • Com proposta desenvolvida por Morena Nascimento, ex-bailarina da companhia alemã Tanztheater Wuppertal Pina Bausch, a peça Ori Jam! Uma Rapsódia para Antes da Meia-Noite... reúne dez bailarinos. A trilha traz música ancestral africana. Até 31/8/2013
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  • Resenha por Jonas Lopes: Tudo na mostra é monumental, bem de acordo com o local abordado: a população, de mais de 1 bilhão de pessoas, fala 23 línguas oficiais e se divide em cerca de 200 etnias. Foram reunidas pelo curador Pieter Tjabbes 350 peças, entre objetos sacros, estátuas, vestimentas, máscaras, pinturas e fotografias. A sobriedade da montagem é acertada, pois equilibra um pouco o tom exagerado, quase kitsch, intrínseco à cultura indiana. Um altar hindu aparece no hall do CCBB, e até figurinos da novela global Caminho das Índias (2009) estão contemplados. O cinema de Bollywood e o líder pacifista Mahatma Gandhi ganham homenagens específicas. Completam a montagem obras de dois artistas e um coletivo contemporâneos. Destaque para um vídeo de Vishal K. Dar que coloca Gandhi em situações hilárias no mundo moderno, inclusive soltando raio laser em uma nota de dinheiro. De 14/02/2012 a 29/04/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Ao lado de Hélio Oiticica e da xará Lygia Clark, a fluminense Lygia Pape (1927-2004) costuma ser considerada pela crítica o nome mais influente da arte brasileira no cenário internacional. Uma prova disso está na retrospectiva Espaço Imantado, idealizada pelo Museu Reina Sofia, de Madri, e que passou por Londres. Estão reunidos 200 trabalhos, entre pinturas, relevos, gravuras, colagens, poemas, cartazes e ações performáticas em vídeos e fotografias. Lygia iniciou a produção ao integrar em 1954 o Grupo Frente, capitaneado por Ivan Serpa. São dessa época algumas telas e xilos de inflexão geométrica. Logo depois, em março de 1959, a artista assinou o Manifesto Neoconcreto. Nesse momento, passou a se dedicar ao esforço de interagir com o espectador, tridimensionalizar as obras e impregná-las de ironia e caráter experimental. Caso da performance Divisor, na qual um grupo de pessoas coloca a cabeça em buracos feitos num tecido enorme. Exposta na Bienal de Veneza em 2009, a instalação Tteia I, composta de fios de ouro, não foi deixada de fora. De 17/03/2012 a 13/05/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: O MAC-USP abre em seu espaço no Ibirapuera um excelente recorte na coleção do museu. Composta de 150 obras, a seleção discute as relações entre os trabalhos de artistas brasileiros e estrangeiros durante o modernismo. Premiada na primeira Bienal, em 1951, a escultura Unidade Tripartida, de Max Bill, posicionada no início do percurso, deixou rastros decisivos na geração de Lygia Clark e Waldemar Cordeiro. Perto dali, um diálogo parecido ocorre entre o óleo Cabeça Trágica, de Karel Appel, marcado pela dramaticidade e pelo exagero neoexpressionista, e a aterradora série Minha Mãe Morrendo, de Flávio de Carvalho. Outras ligações são abordadas na montagem. Impressiona, por exemplo, a semelhança no uso de formas geométricas em trabalhos de Pablo Picasso e Ismael Nery. E por aí vai: Matisse deságua em Volpi, Kandinsky em Tomie Ohtake, George Grosz em Iberê Camargo. Além das estrelas consagradas, a exposição aproveita para apresentar ao público paulistano nomes brilhantes mas pouco conhecidos por aqui. Caso do gravurista austríaco Alfred Kubin e da escultora mineira Maria Martins. Até 29/07/2012.
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  • O cantor Thiaguinho faz show de lançamento do DVD #VamoQVamo, no Espaço das Américas. O trabalho tem músicas inéditas, como a que dá título ao álbum e Palmas, com participação de Lucas Lucco, além de versões para clássicos do pagode, como Marrom Bombom, Mina De Fé e Temporal. Dia 4/6/2016.
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  • Sucesso há 30 anos, a comédia de Marcos Caruso é baseada na suspeita de adultérios múltiplos. Uma empregada (papel de Anastácia Custódio) envolve seus patrões e dois casais em confusões. Com Ivan de Almeida, Carla Pagani, Tânia Casttello, Miguel Bretas e outros. Estreou em 24/8/1989. Até 11/12/2016.
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  • A trupe faz sua última apresentação do ano. Duas equipes se confrontam e a plateia, dividida, funciona como uma torcida que aplaude e incentiva seu respectivo time. Dia 3/12/2013.
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  • Adaptação de Claudio Botelho para espetáculo de Marshall Brickman, Rick Elice e Andrew Lippa. Inspirado nos quadrinhos do cartunista Charles Addams, o musical estreou na Broadway em 2010 e ganha a primeira montagem internacional. Trata-se de uma diversão certa, com uma história cativante, que reúne temas como amor, fidelidade e adaptação às diferenças. A produção traz Marisa Orth e Daniel Boaventura à frente de 27 atores e doze instrumentistas. Na trama, o clã liderado por Morticia (papel de Marisa) e Gomez (Boaventura, impagável) passa por um momento de crise. Vandinha (Laura Lobo) arrumou um namorado “normal” e quer marcar um jantar para apresentá-lo aos pais um tanto esquisitos. Com Nicholas Torres, Iná de Carvalho, Claudio Galvan, Rogério Guedes, Paula Capovilla e outros. Em nove meses de apresentações, o musical vendeu mais de 300 mil ingressos e em janeiro/2013 estreia no Rio de Janeiro. Estreou em 02/03/2012. Prorrogado até 16/12/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Veridiana Toledo. É a própria autora quem protagoniza o monólogo cômico e se divide em seus doze personagens. Veridiana convence os espectadores vivendo situações embaraçosas, engraçadas e até delicadas que envolvem a gravidez. Com verdade e leveza, a atriz traz à tona histórias como a de uma executiva que enfrenta problemas incontroláveis e a de uma mulher com desejos estranhos. Estreou em 05/08/2011. Prorrogado até 21/04/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: Criação coletiva. O Grupo [pH2]: Estado de Teatro partiu do ensaio Narciso ou a Estratégia do Vazio, do filósofo francês Gilles Lipovetsky, para criar o drama. Seis personagens vivem em um mundo no qual a água passou a ocupar todos os lugares. Como se adaptar a essa nova rotina é o desafio de cada um em uma encenação que preza mais imagem que texto e mesmo assim funciona. Estreou em 27/05/2009. Até 08/04/2012.
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  • Adaptação de Hector Babenco e Marco Antônio Braz para romance de Lolita Pille. Dirigida pelo cineasta Hector Babenco, seu marido, a atriz Bárbara Paz brilha no palco na pele de uma garota fútil e arrogante. A transposição do livro, uma espécie de diário, peca ao manter a linguagem em primeira pessoa. Numa aposta verborrágica, a personagem destila preocupações com roupas de grife e ainda sofre após noitadas sem limites. Mesmo depois da entrada em cena do playboy Andrea (vivido pelo ator Paulo Azevedo, que substitui Ricardo Tozzi), o excesso narrativo se mantém e compromete a encenação. Estreou em 07/10/2010.
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  • Resenha por Tatiane Rosset: Adaptação do livro Fábulas por Telefone, de Gianni Rodari, pela Cia. Delas. O Senhor Bianchini é um vendedor de remédios que passa seis dias da semana viajando a trabalho e deixa sua filha em casa. A menina só consegue dormir depois de ouvir a voz do pai. Pontualmente às 21h, ele telefona para a garota e narra fantásticas aventuras. Os contos se tornam tão interessantes que, do outro lado da linha, quatro curiosas telefonistas escutam tudo às escondidas. Fernanda Castello Branco, Julia Ianina, Lilian Damasceno, Paula Weinfeld e Thaís Medeiros, atrizes da Cia. Delas, fazem um ótimo trabalho. Estreou em 17/04/2011.
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  • A piada é velha, o som, renovado. O nome do mais recente disco do Mombojó, Alexandre, faz referência ao barulho esquisito de um teclado nos primeiros ensaios da banda em 2001. O “are you sure?” que o instrumento indagava pela voz robótica soava mais como “alexandre”, para a diversão do grupo, na época ainda uma promessa da música pernambucana. O tempo passou e eles chegaram ao quinto álbum. Com uma pegada mais experimental, Felipe S (voz e guitarra), Chiquinho (teclado e sintetizador), Marcelo Machado (guitarra), Vicente Machado (bateria) e Missionário José (o novo baixista), se arriscaram na instrumentação eletrônica em músicas como Me Encantei por Rosário, Rebuliço e Diz o Leão, esta última em parceria com a cantora Céu. Mesmo com coisas cabeçudas, a exemplo de Ping Pong Beat, vinheta improvisada sobre os ruídos de uma partida de tênis de mesa, o conjunto ganha potência ao vivo. Dia 2/10/2014.
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  • No picadeiro, duas crianças se deparam com vários animais, que são apresentados em números de equilíbrio e de acrobacia. A produção reúne sessenta artistas e agrada pelo visual e pela técnica do elenco. Além das ilusões de Rodrigo Marinhos, sobressai Alfredo Muños, que apresenta um complicado número sobre cinco monociclos. Estreou em 3/3/2012. Até 15/12/2013.
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  • De Cleber Laguna. Tudo o que se sabe da origem da fábula Chapeuzinho Vermelho é que ela se baseia em um conto popular francês difundido no século XVIII, cuja versão mais conhecida foi escrita pelos irmãos Grimm 100 anos depois. Desde então, muitas montagens teatrais já contaram as peripécias da menina pela floresta, a maioria delas aliviando os aspectos sombrios da história original. O espetáculo usa parte do texto para narrar, com bonecos, uma nova aventura cheia de elementos assustadores. Nela, uma garotinha de visual esquisito, mas meiga e apaixonada pela trama, recruta antigos fantoches para recriar passo a passo a saga da personagem, da floresta até a casa da vovozinha. Embora choque um pouco os menorzinhos, a peça agrada à criançada com mais de 6 anos. Em um cenário simples e eficiente, a dupla Cleber Laguna e Marcia Fernandes, da Cia. Mevitevendo, faz um belíssimo jogo de claro e escuro. Os três bonecos um tanto esquisitões, manipulados de maneira graciosa pelos atores, combinam com a atmosfera surreal. Ganham destaque uma delicada cena do sonho da menina e a ótima utilização do milenar teatro de sombras chinês para descrever o encontro da nova aventureira com os animais da floresta. Estreou em 10/03/2012.
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  • De Beto Andreetta. Nos moldes de Bichos do Brasil, de 2001, a companhia Pia Fraus conta com os inventivos bonecos criados por Dino Soto e Sidnei Caria para retratar a relação entre os animais e suas proles. De uma oca de 3,5 metros de altura saem todos os bichos — e até índios —, confeccionados com fibras, bucha vegetal, madeira e outros materiais naturais. Um misto de humor e fofura rege a trama sem diálogos, que inclui um grupo de sapos desafinados. Num dos momentos mais marcantes, a oca se transforma no casco de uma grande tartaruga. Estreou em 26/09/2009. Até 24/02/2013.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Iniciada em 2009, a série Ocupações segue rendendo momentos inspirados. O mais recente deles homenageia o cartunista paulistano Angeli e apresenta cerca de 800 trabalhos. Tanta coisa reunida num pequeno espaço poderia resultar em confusão, mas a curadoria de Carolina Guaycuru e a cenografia de Patrícia Rabbat organizaram tudo muito bem. O visitante pode, por exemplo, abrir gavetas cheias de tirinhas e charges políticas feitas nas últimas três décadas — oitenta delas são desenhos originais. Outra brincadeira é uma geladeira retrô onde foram colocados quadrinhos que envolvem pinguins. Painéis de grande porte relembram alguns personagens carismáticos, a exemplo de Rê Bordosa, Bob Cuspe, Wood & Stock e As Skrotinhas. E há vários outros mimos para os fãs: maquetes feitas para um curta-metragem, cadernos de esboços, entrevistas em vídeo e até o exemplar de um gibi dos geniais Los 3 Amigos, criado em parceria com Laerte e Glauco (1957-2010). De 16/03/2012 a 06/05/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Com curadoria de Rubens Fernandes Junior, a coletiva reúne 170 obras pertencentes ao acervo da Faap. Consta na seleção de 34 artistas um forte núcleo dedicado à moda, com trabalhos de Otto Stupakoff, Jean Manzon, Bob Wolfenson e J.R. Duran. Mas há outros fotógrafos importantes, como Mario Cravo Neto, o viajante Pierre Verger e os modernistas Thomaz Farkas e German Lorca. Completa a mostra um setor composto somente de fotomontagens do esloveno Stane Jagodic.  De 14/02/2012 a 29/04/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Nelson Rodrigues (1912-1980). Ligia Paula Machado interpreta Sônia, garota de 15 anos morta com uma facada, que, em uma reflexão, reconstitui o pouco que viveu e tenta entender a morte. A direção excessiva de Dan Rosseto abusa de recursos cênicos e desvaloriza as sutilezas e a poesia do original com uma movimentação mais interessada em realçar a atriz e o espaço da Casa das Rosas. Estreou em 14/01/2012. Até 29/04/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO