Roteiro

O que fazer no feriado de Páscoa: domingo

Opções incluem mostras, atividades para crianças, shows e outros programas para curtir a cidade

Por: Anna Carolina Oliveira - Atualizado em

Os Monólogos da Vagina
Chris Couto, Fafy Siqueira e Adriana Lessa em Os Monólogos da Vagina (Foto: Marco Máximo)

Das 20 atrações listadas, três são gratuitas. Um exemplo é a atividade para crianças "Maratona Infantil MIS", que traz brincadeiras e oficinas o dia todo.

+ O que fazer na cidade no feriado de Páscoa

Já para rir, uma opção é a comédia "Os Monólogos da Vagina", no Teatro Brigadeiro.

Veja abaixo seleção de bons programas e escolha o seu para curtir no feriado:

  • Para comemorar duas décadas de carreira, a artista relembra criações. A escolha da vez é Deslocamentos. Realizados em figurinos que juntam os corpos do elenco, os movimentos são lentos e introspectivos. Até 28/5/2016.
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  • Resenha por Carolina Giovanelli: O coreógrafo mostra Objeto Gritante, sobre a imagem que temos de nós mesmos. Também aparece em cena junto com ele o bailarino Ditto Leite. O cenário é composto de bonecos de espuma criados por Duda Paiva que funcionam como extensões corporais. Dias 07 e 08/04/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Flávio Marinho. Estrela da chanchada, a atriz Zezé Macedo (1916-1999) participou de uma centena de filmes, foi poetisa e, na televisão, fez sucesso como a Dona Bela, da Escolinha do Professor Raimundo, nos anos 90. Protagonizada por Betty Gofman, a montagem ultrapassa o limite da biografia e é ambientada nos bastidores de um teatro, onde uma companhia prepara um espetáculo sobre a comediante. O autor demonstrou sensibilidade e consciência de que parte do público pouco sabe sobre Zezé. Para isso, as quebras narrativas servem para o elenco explicar fatos e abrir uma discussão sobre os estereótipos alimentados no meio artístico. Estreou em 09/03/2012. Reestreia prometida para 12/9/2013.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Joe Calarco. Escrito em 1997, o drama faz uma releitura de Romeu e Julieta. A trama se passa num colégio para rapazes, em que quatro estudantes oprimidos começam a encenar o texto de Shakespeare como válvula de escape. Aos poucos, eles mergulham na peça e fazem paralelos com a própria vida. A direção de João Fonseca tira proveito dessa metalinguagem e, apoiada em sutilezas, oferece múltiplas possibilidades ao elenco. Rodrigo Pandolfo, na pele de Julieta, confirma que é um dos mais promissores talentos da atualidade e cativa o público ao lado de Felipe Lima, João Gabriel Vasconcellos e Pablo Sanábio. Estreou em 14/01/2012. Dia 06/05/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Com curadoria de Guido Clemente, professor da Universidade de Florença, a mostra reúne 370 relíquias que nunca saíram da Itália provenientes de instituições importantes, entre elas a Galeria Uffizi, de Florença, e o Museu Nacional Romano. Há na seleção joias, mosaicos, esculturas, vestimentas e outros objetos que desvendam a trajetória do império surgido um século antes de Cristo. Dividida em quatro núcleos, a mostra aborda desde o impacto de líderes poderosos, a exemplo de Augusto, Nero e César, até as peculiaridades do dia a dia dos moradores, seus métodos de trabalho e hábitos religiosos. Sobressaem as estátuas de deuses como Fortuna, Júpiter, Marte e Vênus, embora anônimos também apareçam retratados. Foram trazidas três paredes com afrescos de Pompeia. E não ficaram de fora peças de uso diário. Elas surpreendem pela atualidade da forma: são anéis, talheres, pinças, lanternas, bisturis e um anzol de pesca. Até 22/04/2012.
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  • O drama ganhou projeção graças ao filme de Sidney Lumet, em 1957. A história de uma dúzia de sujeitos encarregados de chegar a um veredicto é montada sob direção de Eduardo Tolentino de Araújo. O réu foi acusado de assassinar o pai, e a decisão precisa ser unânime para executá-lo ou absolvê-lo. O conflito começa quando um dos doze jurados (o ator Norival Rizzo) opta pela dissonância e abala a convicção do grupo, decidido pela condenação. Com Fernando Medeiros, Brian Penido Ross, Ricardo Dantas, Rodolfo Freitas e outros. Estreou em 19/11/2010. Até 27/11/2016.
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  • Com adaptação de Miguel Falabella, a tragicomédia da americana Eve Ensler é sucesso há mais de uma década. Adriana Lessa, Cacau Melo e Maximiliana Reis protagonizam um painel da feminilidade, tratando da primeira menstruação, da maternidade e do orgasmo, entre outros temas. Estreou em 9/3/2001. Até 25/9/2016.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.:    De Tennessee Williams (1911-1983). Capitaneado por Eduardo Tolentino de Araújo, o grupo Tapa promove uma mostra de repertório que se estende até 13 de maio. Este drama, formado por três peças curtas do autor americano e que abre a agenda, resulta em um competente exercício de interpretação e encenação. O Quarto Escuro (1939), Verão no Lago (1939) — o mais bem-acabado dos episódios — e A Dama da Loção Antipiolho (1942) trazem personagens em crise diante de suas condições sociais e da falta de perspectivas, temas caros ao dramaturgo que se consagraria com Um Bonde Chamado Desejo (1947). Estreou em 20/05/2011. Até 28/7/2013.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Paulistano de apenas 16 anos, o pianista atua em temas de Beethoven, Bach, Chopin e Rachmaninov. Dia 08/04/2012.
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  • Resenha por Carol Pascoal: O projeto Outro Repertório convida bandas e cantores para interpretar canções de outros artistas. Na edição que começa na quinta (05/04), os participantes exploram faixas conhecidas na voz de Roberto Carlos — não necessariamente de sua autoria. A paulistana Célia, que ao longo da carreira registrou diversas músicas do Rei, entre elas Detalhes, sobe ao palco para entoar essa e outras pérolas. Parceira da época da Jovem Guarda, a ternurinha Wanderléa se apresenta na mesma ocasião. O público pode esperar por Como É Grande o Meu Amor por Você e Além do Horizonte. Dias 05, 07 e 08/04/2012.
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  • De Woody Allen. Muitos filmes do cineasta americano têm ligação estreita com o teatro. Escrita em 1995, esta comédia integrou uma coletânea de três histórias de um ato e, ambientada em Nova York, centra-se no inusitado confronto entre dois sujeitos. Enquanto espera pela amante (a atriz Carol Mariottini), o roteirista Jim Swain (vivido pelo ator Norival Rizzo) conhece Fred (interpretado por Fábio Assunção), um morador de rua que o acusa de roubar suas ideias para um longa-metragem. O diretor Alexandre Reinecke respeitou o estilo do autor sem tentar reproduzi-lo. Ele pôs em cena uma história simples e enxuta, quase sem brechas para improvisos. Rizzo, como sempre, transita sem esforço na pele do roteirista, extraindo graça naturalmente sem reforçar gestos nem entonações. Fábio Assunção, por sua vez, transmite no tempo certo o desequilíbrio mental do personagem e tira proveito das sacadas bem-humoradas. Estreou em 08/07/2011. Até 24/03/2013.
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  • Adaptação de Bruno Lara Rezende para o romance de Cristovão Tezza. O livro vendeu 52.000 exemplares e consagrou o autor. Tamanha inspiração veio à tona calcada em uma experiência pessoal: a chegada do primeiro filho, portador da síndrome de Down, no final do anos 70. O monólogo dramático mantém o caráter desesperado do homem desapontado diante da cilada do destino. A interpretação enérgica e comovente de Charles Fricks, no entanto, faz do espectador um cúmplice mesmo diante de desabafos cruéis. Da aceitação até o momento de orgulhar-se do rebento, o protagonista percorre um árduo caminho. A emoção vem justamente dos episódios alegres, quando o amor paterno supera a adversidade. O diretor Daniel Herz faz muito com pouco. Uma cadeira, um ator iluminado e uma história pertinente mostram-se suficientes. Estreou em 17/03/2012. Dias 8/8/2013 e 9/8/2013.
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  • Resenha por Tatiane Rosset: Adaptação de Mariana Veríssimo. Escrita em 1936 pelo compositor russo Sergei Prokofiev (1891-1953) para apresentar uma orquestra às crianças, a fábula musical traz um menino que desobedece ao avô e foge para a floresta na companhia de um pato, um gato e um passarinho. Lá, ele encontra um feroz lobo e tem de usar a inteligência para se safar e salvar os amigos. O grande atrativo da obra são os sons dos instrumentos musicais que dão “voz” aos animais e aos personagens. Daí a importância da competente Orquestra Almeida Prado, de 23 músicos, formada especialmente para a peça e liderada pelo maestro Carlos Moreno, ex-regente da Osusp. Outro destaque é a presença em cena da atriz Giulia Gam, que narra a história de maneira eloquente enquanto os nove bonecos concebidos por Marco Lima e manipulados por doze pessoas desenvolvem a ação em cenário escuro e minimalista — há apenas uma árvore de metal contorcido no centro do palco. A escolha se mostra acertada e faz brilhar o verdadeiro protagonista do espetáculo, a música. Estreou em 17/03/2012. Prorrogado até 24/06/2012.
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  • Resenha por Carol Pascoal: Uma das musas do badalado grupo de marmanjos Orquestra Imperial (a outra é Thalma de Freitas), Nina conta com os cantores China e Moreno Veloso para explorar o cancioneiro de Lamartine Babo, como Joujoux e Balangandãs e Infelizmente. A banda que acompanha a moça é composta de Pedro Sá (guitarra), Bartolo (guitarra), Eduardo Manso (baixo) e Thomas Harres (bateria e percussão). Dias 07 e 08/04/2012.
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  • Resenha por Tatiane Rosset: Dez montagens integram a terceira edição do evento. Antes das peças, as crianças podem participar de uma oficina de artes com temas inspirados nos enredos dos espetáculos. Neste fim de semana, a Cia. Vagalum Tum Tum mistura circo com os clássicos textos de William Shakespeare. No sábado (05/05), tem vez O Bobo do Rei, adaptação de Rei Lear, que conta como a filha mais carinhosa do rei foi expulsa do reino e seu retorno como bobo da corte do próprio pai. Ocupa o palco no domingo (06/05) Othelito, paródia de Otelo, o Mouro de Veneza, sobre o ciumento marido e os planos que acabaram com o seu amor e o de Desdêmona. Até 06/05/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Nova edição da tradicional mostra baseada em um acervo iniciado há 21 anos. São dez artistas, no total. Entre os presentes estão figuras consagradas, como o grande Geraldo de Barros e José Medeiros, autor de belos registros de cenários do Rio de Janeiro. Dois contemporâneos sobressaem: Miguel Rio Branco, sempre caracterizado pelo uso de cores saturadas e por imagens de erotismo poético, e Rosângela Rennó, de pegada mais experimental. Prorrogada até 08/07/2012.
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  • Sob a guarda do MAC-USP desde 2005, a coleção que pertenceu ao Banco Santos ganha um recorte na mostra. Foram reunidas 63 imagens representativas de cinquenta artistas, realizadas de 1954 a 2003. Elas investigam o momento em que a fotografia começa a abandonar a teoria do instante decisivo, de Cartier-Bresson, e passa a apostar em territórios mais experimentais, nos quais as técnicas de montagem e encenação adquirem atenção especial. O tema das pessoas na praia, por exemplo, é abordado com cores e excessos por Daniel Klajmic e em preto e branco sóbrio por Claudio Edinger. Um dos núcleos da montagem dedica-se ao erotismo. Entre os nomes está o do italiano Oliviero Toscani, pivô de uma recente e polêmica campanha envolvendo personalidades políticas aos beijos. Jeff Wall e Olafur Eliasson também integram a seleção. Prorrogada até 10/03/2013.
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  • No domingo, dia 19, acontece mais um edição da Maratona Infantil do MIS, que mensalmente oferece uma programação completa e gratuita para crianças e famílias, que inclui espetáculos, contações de histórias, oficinas e feirinha gastronômica. Dia 19/6/2016. Confira a programação: Área Externa 10h às 16h - Espaço de troca de figurinhas 10h às 16h - Intervenções Circenses, com Carolipa e Bartô 10h às 16h - Instalação Desenho no Ar, com a Casa do Brincar 10h, 11h, 12h, 14h, 15h e 16h - Espetáculo 13 Gotas, com a Cia BuZum! 11h e 14h - Espetáculo As Aventuras de Peter Pan e Sininho, com a Cia Evoé 12h e 15h - Oficina Histórias Dobradas 12h30 e 15h30 - Histórias Pra Cantar, Músicas Pra Brincar, com a Cia A Hora da História Sala Educativo 10h às 16h - Ateliê de Criatividade, com Núcleo Educativo do MIS Sala de Interfaces 10h, 11h, 13h, 14h, 15h - Oficina de Light Painting, com Matiz Filmes Auditório LabMIS 11h, 13h e 15h - Contação de Histórias, com a Cia Mapinguary Auditório MIS 11h e 14h30 - Sessão cinema: Cassiopeia, de Clovis Vieira
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  • Trata-se de mais uma adaptação da obra do francês Julio Verne montada pela Cia. Solas de Vento. Na Inglaterra, Mr. Fog (Ricardo Rodrigues) pretende atravessar o mundo em um prazo apertadíssimo. Para isso, encarrega seu ajudante francês, Passepartout (o ótimo Bruno Rudolf), de providenciar os meios de transporte. Com sucatas e outros itens, ele cria no chão um trem para dar início à aventura. A grande sacada do espetáculo, dirigido por Carla Candiotto, da premiada Cia. Le Plat du Jour, é colocar uma câmera no teto para captar os movimentos dos atores deitados e projetá-los num telão no fundo do palco. As quinquilharias ainda dão forma a embarcações, montanhas e até um elefante, enquanto os aventureiros percorrem Itália, Egito, Índia, China, Japão e Estados Unidos desviando-se das armadilhas do vilão, Mr. Fix (também interpretado por Ricardo Rodrigues). Recomendado a partir de 5 anos. Estreou em 16/7/2011. Até 3/4/2016.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: Adaptação de Claudio Botelho para peça de Gerome Ragni e James Rado. Lançado em 1967, o musical tornou-se um sucesso mundo afora. A trilha composta por Galt MacDermot, que traz 35 canções, como Aquarius e Good Morning Starshine, habita até hoje o imaginário do público. Remontada pela dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, a ode à liberdade, lançada em 1968, mantém o encanto graças ao profissionalismo dos adaptadores e diretores. Em cena, surge uma tribo de hippies de Nova York, levando a vida no estilo sexo, drogas e rock and roll. A Guerra do Vietnã bate à porta de Claude (Hugo Bonemer), convocado para o conflito. Seus amigos, Berger (Fernando Rocha), a grávida Jeanie (Kiara Sasso) e a idealista Sheila (Carol Puntel), também desafiam universos particulares em nome do coletivo. Como conjunto, a enceencenação se engrandece. Os trinta atores formam um significativo grupo no qual todos cantam e dançam com técnica e afinação. Estreou em 13/01/2012. Até 29/04/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO