Cultura

Programação dedicada ao funk custa 138 000 reais a Virada Cultural

Com uma série de shows cancelados, artistas receberam cachês mesmo sem subirem aos palcos do evento, devido problemas como forte chuva e violência

Por: Marcus Oliveira - Atualizado em

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Os funkeiros faturaram na Virada Cultural. Valesca Popozuda, MC Gui e outros artistas do gênero receberam, no total, 138 000 reais em cachês da organização do evento, que aconteceu nos dias 17 e 18 de maior. Os valores foram divulgados na noite de ontem. O investimento total foi de 13 milhões reais, ante 10 milhões de reais no ano anterior. O público estimado foi de 4 milhões de pessoas nas ruas da cidade.

Um dos principais destaques do evento, a funkeira Valesca fez um show de aproximadamente 40 minutos no Palco Arouche e faturou 38 000 reais. A apresentação da cantora foi marcada pela forte chuva de granizo que caiu na cidade e o palco chegou a ser invadido por fãs. Ainda por lá, a exibição da cantora sertaneja Roberta Miranda encerraria as atividades do local e nem chegou a acontecer devido às condições do tempo. Mesmo assim ela recebeu 55 000. Outros destaques foram a cantora Rosana, que levou 20 000 reais, e o cantor brega Falcão, que recebeu 27 000 reais.

valesca popozuda - virada cultural
Show da cantora Valesca Popozuda no Palco Arouche durante a 10° Edição da Virada Cultural de São Paulo, SP, na tarde deste domingo (18). (Foto: J. Duran Machfee/Futura Press/Folhapress) (Foto: J. Duran Machfree/Futura Press/ Folhapress)

Por razões de segurança, outros shows tiveram de ser cancelados. É o caso de nomes como o funkeiro sensação MC Gui (que ganhou 20 000 reais) e a banda teen Pollo (15 000 reais), que se apresentariam no Palco 25 de Março.

Os maiores investimentos musicais ficaram no Palco Júlio Prestes, um dos principais do evento. A banda americana Martha Reeves & The Vandellas, que fecharia a programação do local mas que não ocorreu, recebeu 119 000 reais de cachê. O show das 3h do domingo em homenagem ao cantor Jair Rodrigues, que morreu em 8 de maio deste ano, custou 108 000 reais, enquanto o artista de rua Rafael Pio se apresentou por lá às 18h do sábado pelo cachê mais baixo do evento, 1 250 reais.

Outras apresentações também arrastaram multidões no espaço, como o retorno da banda de rock Ira!, que recebeu 55 000 reais pela apresentação. Já artistas como Baby do Brasil, Vanessa da Mata, Teatro Mágico, Luiz Melodia e Pepeu Gomes embolsaram 60 000 reais cada um.

Perto dali, no Palco São João, o maior cachê do evento foi pago a banda britânica de hard rock Uriah Heep, que recebeu 129 000 reais.

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Artistas da MPB, como Marcelo Jeneci e Tulipa Ruiz receberam 25 000 reais por suas apresentações no Palco Libero Badaró. Ainda por lá, Guilherme Arantes faturou 38 000 reais. No Palco República o destaque dos cachês pagos foi a cantora Fernanda Abreu, que ficou com 45 000 reais.

Outras atrações que tiveram cachês gordos foram o teatro de rua no terreno Júlio Prestes (151 000 reais), o palco de stand up, que teve atuações de diversos artistas durante as 24 horas de atividades (157 600 reais), o circo montado na Praça Roosevelt (240 000 reais), a intervenção Pimp my Carroça (91 000 reais) e o Palco Braços Abertos, dedicado ao dependentes químicos do centro da cidade, que teve investimento de 124 450 reais. Em relação a programação infantil, o evento Cadê Popó? – A Galinha Pintadinha reuniu pais e pequeno na Praça Roosevelt e custou 48 000 reais.

Na edição da Virada Cultural de 2013, o grupo de rap Racionais MC’s foi uma das principais atrações do evento e recebeu o valor de 70 000 reais de cachê pela apresentação. No ano passado, cerca de 6,5 milhões de reais foram investidos somente na programação.

Fonte: VEJA SÃO PAULO