Educação

Professores fazem protesto contra fechamento de escolas

Ato acontece na Praça da República, em frente à Secretaria do Estado da Educação, na manhã desta terça (27)

Por: Veja São Paulo

Protesto professores
Ato de estudantes no último dia 13, em frente à Secretaria da Educação (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

O sindicato dos professores realiza na manhã desta terça (27) protesto contra o fechamento de escolas da rede pública estadual. O ato, que contará ainda com a participação de pais e alulnos, acontece a partir das 8h na Praça da República, em frente a Secretaria do Estado da Educação.

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Nesta segunda (26), o governo do Estado divulgou a que a reorganização do ensino escolar resultará na "entrega", ou fechamento, de ao menos 94 escolas da rede, ocupadas atualmente por alunos do ensino básico e médio do estado de São Paulo. Dessas, 66 ficarão à disposição dos municípios para uso de Educação de Jovens e Adultos, Centro Educacional Unificado (CEU) ou creche. Outras 28 ainda têm destino incerto.

A mudança, anunciada em setembro pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB) prevê um arranjo nas escolas para que tenham apenas um ciclo de ensino (anos iniciais do ensino fundamental, anos finais do fundamental e ensino médio). Com isso, cerca de 311 000 alunos serão transferidos para outra unidade no próximo ano. Pela manhã, Alckmin afirmou que 754 escolas passarão a ter ciclo único - hoje são 1,5 mil -, um aumento de 52%. 

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Segundo o secretário de Educação, Herman Voorwald, o ensino fundamental 1 ganhará 54 escolas de ciclo único, passando das atuais 778 para 832; o ensino fundamental 2 terá 360 unidades a mais neste formato (de 206 para 566); e o ensino médio, 340 (de 459 para 799).

A medida foi tomada após diagnóstico da secretaria que identificou 2 900 classes ociosas (sem turmas) em todo o Estado. Esse é um dos principais argumentos do governo estadual a favor da alteração. A estratégia, segundo a pasta, também é baseada em estudos que apontam melhora de até 10% no desempenho de escolas de ciclo único.

Fonte: VEJA SÃO PAULO