Litoral paulista

Professora afirma ter sido agredida por aluno de 13 anos em escola

O caso aconteceu em um colégio estadual em Santos; Diretoria Regional de Ensino da cidade diz que estudante foi suspenso

Por: Fábio Lemos Lopes - Atualizado em

Professora agredida
Professora de Santos mostra as marcas no rosto que, supostamente, foram provocadas por socos de um aluno (Foto: Reprodução Facebook)

“Nunca mais entro em uma escola para trabalhar. Vou fazer qualquer coisa para sustentar minha família, mas estou com medo de entrar em uma sala de aula.” A declaração é de uma professora com catorze anos de profissão. Demonstrando hematomas no rosto e no pescoço, ela afirma que foi agredida por um aluno de 13 anos dentro da Escola Estadual Zulmira Campos, no Jardim Castelo, na Zona Noroeste, em Santos.

O caso aconteceu na tarde da última sexta-feira (19), quando a professora foi socorrida dentro da escola, registrando posteriormente um boletim de ocorrência na Delegacia da Infância e da Juventude.

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Segundo a professora, os alunos estavam organizados em uma fila para seguir para o intervalo quando o estudante a empurrou por duas oportunidades. Ao chegar no pátio, ela foi repreender o aluno. "Por ser mais alta, coloquei a mão no ombro do menino e baixei a minha cabeça. Não cheguei a falar nada. Logo fui agredida com socos.”

Ainda de acordo com a educadora, outros funcionários ajudaram a conter o aluno.  “Eu desmaiei na sala dos professores. Chamaram o resgate e a polícia, que me socorreram.”

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Após se recuperar, ela registrou um boletim de ocorrência. “Estou com medo. Vou abandonar a profissão. É o melhor a fazer.”

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação disse que a Diretoria Regional de Ensino de Santos vai apurar a conduta dos envolvidos na confusão. A pasta informa que os responsáveis pelo aluno foram convocados para uma reunião e o estudante foi suspenso.

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Ainda de acordo com a secretaria, o Conselho de Escola vai discutir em reunião a possibilidade de transferência do adolescente para outro colégio. Além disso, uma profissional vai estabelecer ações preventivas para evitar outros problemas.

Fonte: VEJA SÃO PAULO