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Primeira sala Imax, com tela de 21 metros de largura, chega à capital

Sensação de imersão no filme é maior do que em qualquer outro cinema, segundo a crítica

Por: Sara Duarte - Atualizado em

Imagine um cinema em que a tela se estende do chão ao teto e os personagens do filme parecem avançar sobre a plateia. Assim é o Unibanco Imax, no shopping Bourbon Pompeia, a mais nova sala da cidade, cuja inauguração está prevista para sexta (16). Ali, ao assistir a um documentário como Fundo do Mar 3D, do oceanógrafo Howard Hall, tem-se a impressão de que os tubarões e as tartarugas marinhas estão ao alcance das mãos e que o barulho do movimento dos peixes ecoa por todos os cantos. "A sensação de imersão no filme é maior do que em qualquer outro cinema", explica o crítico Rubens Ewald Filho. Isso acontece pela combinação de uma série de aparatos tecnológicos. Em primeiro lugar, a tela monumental, que será a maior do Brasil. Ligeiramente curva e inclinada para a frente, tem 21 metros de largura (quase o dobro da de uma das outras salas do complexo). A altura é de 14 metros – contra 4,7 metros de uma tela padrão. Cinco caixas de som com 12.000 watts de potência tornam o ambiente de 450 metros quadrados uma espécie de concha acústica, conferindo mais realismo às cenas de ação.

Criada no Canadá, em 1967, a Imax mantém 295 salas de cinema em quarenta países. Seu diferencial é trabalhar com películas de 70 milímetros (o dobro do tamanho habitual) e utilizar dois rolos de filme ao mesmo tempo nas exibições. Nesse sistema, os óculos de lentes cinza funcionam como filtros polarizados e produzem a sensação de que as imagens saltam do plano da tela. O grupo Cinearte, que administra a sala, investiu 6 milhões de reais na construção do Unibanco Imax. "Essa nova tecnologia vai ajudar a renovar nosso público", afirma Adhemar Oliveira, diretor da empresa. Depois de Fundo do Mar 3D, a sala partirá para a exibição de animações como Monstros vs. Alienígenas e fitas como Star Trek e Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Com 327 lugares, terá sete sessões por dia, a partir das 13 horas. O preço dos ingressos é equivalente ao cobrado em Nova York (30 reais). Às quintas, cai para 20 reais.

Fonte: VEJA SÃO PAULO