Abastecimento

Novo presidente da Sabesp diz que Cantareira pode secar em março

Recém-nomeado, Jerson Kelman afirma que vai diminuir a quantidade de água retirada diariamente dos reservatórios para as casas dos paulistanos

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Sistema Cantareira edição 2374
Antes da crise, 31 000 litros de água por segundo saiam do Sistema Cantareira. Kelman ordenou que esse número caia para 13 000 litros por segundo (Foto: Luis Moura / Estadão Conteúdo)

No mesmo dia em que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) admitiu que há racionamento em São Paulo, o recém-empossado presidente da Sabesp, Jerson Kelman, afirmou que a água que abastece a capital pode acabar em março. 

Em entrevista ao telejornal SPTV, o presidente da Sabesp disse que não há uma "situação sistêmica" de racionamento em toda a Região Metropolitana". "Tem uma epidemia de gripe em São Paulo? Não. Mas tem gente com gripe. A pessoa que não tem água está sendo racionada, mas não é toda a população". 

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Questionado se a água do Sistema Cantareira vai secar em março, Kelman disse que essa possibilidade é real. "É possível que sim. Por isso estamos fechando (diminuindo a vazão). Em condições normais, se tira do Cantareira 31 000 litros de água por segundo (para abastecer a população de São Paulo). Ontem, estavam saindo 16 000 litros de água por segunda. Hoje, já orientei para que saiam 13 000 litros por segundo", revelou. 

Para ele, que é professor de recursos hídricos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a diminuição do fornecimento de água "não é por maldade". "O que estou dizendo é que, se não chover (e não houver economia agora), o sofrimento da população vai aumentar"

O Sistema Cantareira abastece 61% da Grande São Paulo e está na segunda cota do chamado volume morto - espécie de "reserva do tanque" armazenada nas profundezas das represas. Nesta quarta (14), o nível dos reservatórios está em 6,3%, apesar de ontem ter chovido na região. 

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Fonte: VEJA SÃO PAULO