Trânsito

Prefeitura volta atrás e descarta fechar marginais durante a madrugada

Secretário municipal de Transporte, Jilmar Tatto, havia declarado a intenção na manhã desta quinta (30)

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Marginal Pinheiros
Mudança de opinião: prefeitura não pretende mais fechar as marginais durante a madrugada (Foto: Futura Press/ Folhapress)

Após divulgar a intenção de fechar as pistas expressas das marginais durante a madrugada, a prefeitura voltou atrás. Em nota assinada pela Secretaria de Transportes e a Companhia de Engenharia de Tráfego, "não haverá necessidade de efetuar novas operações-piloto, nem em definitivo, de fechamento das pistas expressas das marginais durante a madrugada". 

+ Avenidas Paulista e Bernardino de Campos ficarão fechadas no dia 23

O comunicado destaca ainda que a "CET está concentrada, exclusivamente, no monitoramento dessas novas velocidades e estão descartados futuros fechamentos".

O anúncio do possível bloqueio aconteceu na manhã desta quinta (30). Após a reunião no Tribunal de Contas do Município (TCM), o secretario de Transportes, Jilmar Tatto, disse que a administração municipal pretendia fechar as pistas expressas durante a madrugada para evitar acidentes. "Não tem demanda, ajuda na segurança porque é o momento que os motoristas usam para correr muito, causa muito acidentes, caminhões principalmente".

+ Após série de roubos, Polícia Militar reforça efetivo no Brás

Segundo Tatto, a medida seria implantada ainda este ano, após a prefeitura construir guaritas com cancelas para interditar os acessos paras faixas expressas entre a meia-noite e às 5h. Tatto citou estudos que mostram que a medida não tem impacto no trânsito. "A CET já fez um piloto e está dando certo, está andando", explicou o secretário. No entanto, o prefeito Fernando Haddad (PT) informou, também nesta manhã, desconhecer a medida.

+ Acompanhe as últimas notícias da cidade

Ao longo da tarde, Haddad entrou em contato com Tatto e solicitou os estudos. Os dados estão sob análise do gabinete do prefeito. Dentro do Edifício Matarazzo, sede da prefeitura de São Paulo, a decisão de barrar a medida anunciada por Tatto foi considerada um "acerto de timing". (Com Estadão Conteúdo)

Fonte: VEJA SÃO PAULO