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Câmara discute na terça (28) liberação de publicidade em bancas de revista

Projeto deve incentivar a modernização dos espaços, que se transformarão em áreas de convivência

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Na rua Dona Antônia de Queirós, a banca de jornal ganha um colorido a pedido do proprietário
Banca na região da Consolação: locais devem ganhar bancos e carregadores de energia (Foto: Fernando Moraes)

 A Câmara Municipal de São Paulo fará na terça (28) uma audiência pública do projeto que permitirá a volta da inserção de publicidade nas cerca de 3 500 bancas de jornais da capital, o que havia sido vetado pela Lei Cidade Limpa, implantada em 2006. No encontro, serão ouvidos urbanistas e representantes do setor. A ideia já foi aprovada em primeira votação no plenário do legislativo municipal em junho, por 33 votos a 3, e deverá ser apreciada em segundo turno pelos parlamentares até o final da próxima semana.

A iniciativa, que partiu do prefeito Fernando Haddad, é vista entre jornaleiros como um ponto de virada na qualidade do serviço oferecido. A decisão de adotar ou não essa fonte extra de receita ficará a cargo do jornaleiro. Os interessados deverão obrigatoriamente modernizar o espaço - com critérios a serem definidos no momento da regulamentação. "Nossa intenção é de criar um agradável espaço de convivência, com bancos, tomadas que possibilitem o público carregar celular, cilindros para amarrar a bicicleta e mapas com pontos turísticos", afirma José Antônio Mantovani, do Sindicato dos Vendedores de Jornais e Revistas de São Paulo (Sindjorsp). 

Pela proposta, cada banca disponibilizará até quatro espaços para anúncios, cujos tamanhos não poderão exceder 90 centímetros de comprimento e 1,8 metro de altura. O projeto vem provocando discussão na capital por ser visto por alguns especialistas como uma brecha perigosa na atual lei contra a poluição visual.  "Não há motivos para se preocupar, a Cidade Limpa vai continuar vivinha", garante José Américo, Secretário de Relações Governamentais. Ele representa o poder executivo nas discussões do projeto na Câmara e, nos bastidores, é o principal articulador da ideia. "As bancas hoje estão caindo aos pedaços. Elas serão modernizadas e o espaço público ficará mais bonito e organizado", completa Américo.

Fonte: VEJA SÃO PAULO