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Haddad lança projeto para construção de calçadas e moradores pagarão pelas obras

Até o final do ano, serão construidos 1 milhão de metros quadrados; 85% dos endereços são particulares

Por: Ana Luiza Cardoso - Atualizado em

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Lei das calçadas: dinheiro que retornar dos passeios privados será aplicado em outras obras de melhorias e mobilidade, diz a prefeitura (Foto: Fernando Moraes)

Na manhã desta sexta-feira (15), o prefeito Fernando Haddad (PT) anunciou um plano para construir um milhão de metros quadrados de calçadas na cidade até o final do ano. O foco são as regiões vulneráveis, onde não há calçadas ou essas necessitem de reformas. O custo previsto do projeto é de 40 milhões de reais.

Há um porém: de acordo com a Prefeitura, 85% dos endereços das regiões selecionadas são particulares. Portanto, são os moradores que deverão pagar pelas obras, medida amparada pela Lei municipal 54.039 de 2013. O dinheiro que retornar dos passeios privados será aplicado em outras obras de melhorias e mobilidade, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura,  

Prefeito promete fazer 1 000 quilômetros de calçada

“Você multa o proprietário cujo passeio esteja em desacordo com a legislação e dá a ele sessenta dias para fazer o reparo”, afirmou o prefeito Fernando Haddad (PT), na coletiva de imprensa. “Se ele fizer, a multa cairá porque o objetivo não é arrecadar. Porém, se ele não arrumar, a prefeitura pode fazer o reparo e cobrar.”

Os outros 15% das obras, referentes a calçadas de prédios públicos como parques, escolas e hospitais, serão pagos totalmente pela prefeitura. “Faz parte do plano de mobilidade que dá preferência ao transporte público, transporte individual não motorizado e aos pedestres”, disse o prefeito.

Calçadas de São Paulo serão reformadas com asfalto

Um dos principais objetivos do projeto é ajudar as pessoas que possuem algum tipo de deficiência em São Paulo. Segundo a secretária da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti, mais de 2,5 milhões de deficientes físicos vivem na cidade e entre eles, 800 000 são casos graves. “É um universo de cidadãos que merecem inclusão em todos os espaços”, diz.

Os endereços selecionados para receberem as obras foram indicados a partir da análise de todas as subprefeituras. Segundo Haddad, os moradores das regiões também foram ouvidos. Os bairros Capela de Socorro, por exemplo, receberá 244 803 metros quadrados de calçada e o Itaim Paulista, 112 536 metros quadrados. De acordo com a prefeitura, as obras na Avenida Bento Guelfi, na Zona Leste, já começaram.

Moradores apelidam pista para bicicleta de 'ciclomorte'

Em fevereiro de 2013, a reportagem de VEJA SÃO PAULO percorreu setenta ruas da capital e avaliou suas condições. Cinco critérios foram analisados: buracos; degraus e inclinações; obstáculos (como postes, vasos e mesas); largura mínima (1,20 metros de faixa livre); e rampas de acesso para cadeirantes. Cada quesito rendeu notas de 1 (péssimo) a 5 (excelente). Do total de lugares, cerca de 70% obtiveram média inferior a 3. Quase 20% deles receberam avaliações entre “ruim” e “péssimo”.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO