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O prefeito Fernando Haddad está sozinho em campo

Longe de entregar suas promessas de campanha, o político enfrenta baixa popularidade, isolamento no partido e resistência dos vereadores

Por: Daniel Bergamasco e Mauricio Xavier [Colaboraram Silas Colombo e João Batista Jr.]

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Ao assumir a principal cadeira do Edifício Matarazzo, em janeiro de 2013, Fernando Haddad frustrou a maior sanha dos vereadores: indicar subprefeitos. Aos poucos, acabou cedendo a pressões para a indicação de chefes de gabinete e de ocupantes de outros cargos, mas não dava brecha nas nomeações para as vagas mais cobiçadas. Nos últimos tempos, esse muro caiu. Sob forte pressão dos parlamentares famintos de influência em órgãos recheados de poder e bons contratos, trocou, desde maio, doze desses chefes. Entre outros recompensados, Antonio Goulart (PSD) emplacou o titular da Vila Mariana, Orlando Silva (PCdoB), o do Jabaquara, Arselino Tatto (PT) e Milton Leite (DEM), o do M’Boi Mirim.

 

Dar um passo para trás foi crucial na governabilidade do petista, que viu sua base rachar na Câmara, está escanteado por boa parte do PT, tem problemas sérios de orçamento e recebeu, na última semana, mais um golpe. Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada na segunda (30) manteve praticamente inalterado seu baixo índice de aprovação popular, o que representou uma péssima notícia para Haddad. Após um ano e meio de mandato, apenas 17% dos paulistanos consideram sua gestão boa ou ótima. Na comparação do mesmoperíodo com prefeitos das últimas três décadas, onúmero só é superior ao de Jânio Quadros (1986-1988), com 9%, e ao de Celso Pitta (1997-2000),com 11% (veja o quadro abaixo).

tabela - Haddad
(Foto: VEJA SÃO PAULO)

Haddad bem que tentou minimizar a história.“Todo governo de mudança passa por isso. É preciso esperar um pouco até que as pessoas asimilem uma nova cultura”, afirmou. Nos bastidores, sua reação é dúbia. Se tem tomado providências para manter algum diálogo com vereadores, ele tenta não demonstrar grande apego ao cargo — costuma dizer aos aliados que o importante é implantar as medidas necessárias para a cidade. Ao mesmo tempo, põe na ponta do lápis a conta da reeleição: se elevar a aprovação de 17% para 25% ao fim do mandato e conquistar um terço dos que o consideram regular (44%), teria fôlego para continuar na poltrona. Para isso ser possível, porém, avalia que precisa de empenho de Dilma Rousseff. Por questões políticas, a presidente pediu ao Senado que travasse um projeto de lei que aliviaria muito a sufocante dívida do município (leia mais abaixo).

Votação na Câmara dos Vereadores
José Américo (ao microfone), no dia em que os vereadores rejeitaram a criação de feriado em dia de jogo: o prefeito sente falta de apoio mais enfático (Foto: Rafael Arbex/Estadão Conteúdo)

 

Com o ex-presidente Lula, a relação é melhor: os dois se falam sempre e almoçam uma vez por semana. Enquanto continua bem na foto com o padrinho político, está desgastado com o restante do PT. Internamente, é acusado de agir contra os interesses do partido, ao ter criado, por exemplo, a Controladoria-Geral do Município, cujas investigações da máfia do ISS culminaram na saída do secretário de Governo, Antonio Donato, após um dos denunciados ter declarado que pagava mesada a ele para manter o esquema. Donato pediu afastamento jurando inocência e reclamando da falta de uma defesa enfática por parte do chefe. Esse clima, somado à impopularidade, fará com que Haddad tenha participação discreta na campanha de Alexandre Padilha para o governo estadual. O partido elegeu não a ele, mas a senadora Marta Suplicy para circular com o candidato ao redor da capital.

Haddad, Dilma e Alckmin
Com a presidente Dilma Rousseff: ajuda para atenuar a dívida do município é vista como crucial (Foto: Werther Santana/ Estadão Conteúdo)

Para piorar, a relação com o também petista José Américo, presidente da Câmara dos Vereadores, não é das melhores. Nos bastidores, ele costuma criticar o prefeito e um de seus nomes mais próximos, o secretário de Comunicação, Nunzio Briguglio, a quem chama de “Nunzio Bagulho”, pela dificuldade em ter seus pleitos atendidos. Uma das últimas desavenças envolveu a recusa dos quinze convites para a abertura da Copa do Mundo, no Itaquerão, enviados pela administração. Américo queria embarcar todos os membros do plenário no evento. O pior estaria por vir. Haddad avaliou que não houve empenho do suposto aliado na aprovação na Câmara de um feriado em 23 de junho, planejado para evitar o caos nos congestionamentos nesse dia: a metrópole receberia Holanda x Chile e o Brasil enfrentaria Camarões em Brasília. Não ficou barato. Uma propaganda de rádio criada pela equipe de Haddad cravava: “A Prefeitura de São Paulo está buscando alternativas para minimizar os problemas de trânsito (...), uma vez que a Câmara Municipal não aprovou o feriado para esse dia”. Américo ligou furioso e, após dois dias no ar, a peça teve a provocação suprimida — segundo a Secretaria de Comunicação, a mudança do conteúdo estava planejada desde o princípio.

 

Em março, o prefeito havia revoltado os vereadores ao subir em carro de som do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e incitar os militantes apressionar os políticos para a votação do Plano Diretor, o conjunto de diretrizes de longo prazo do desenvolvimento da cidade (veja o quadro abaixo).

Copa do Povo - Itaquera - MTST
A invasão Copa do Povo, em Itaquera: novas áreas para moradia popular (Foto: Peter Leone/Estadão Conteúdo)

Em paralelo, o tom sereno do prefeito tem mudado desde a derrocada da popularidade. Em um gesto considerado como de desespero pelos opositores, teria feito acenos amigáveis a alguns deles. “Ele me chamou há algumas semanas em sua sala durante um evento e propôs uma trégua”, relata o tucano Floriano Pesaro. Segundo a assessoria de Haddad, o encontro ocorreu, mas por motivação diferente. De acordo com essa versão, o prefeito apenas pediu que questões de Estado, como a votação do Plano Diretor, não fossem partidarizadas (o pedido não foi atendido, na visão dos governistas).

Com dois anos e meio pela frente, enquanto espera que a negociação da dívida alivie seus problemas de caixa e tenta implantar seu programa de governo, o gestor deve lançar mão de projetos com baixo custo de implantação e boa repercussão na classe média. O próximo da série, que Haddad estuda ao lado do secretário Fernando de Mello Franco, de Desenvolvimento Urbano, é uma reformulação do coração da Vila Madalena. Pelo estudo, ruas como a Aspicuelta, cheias de bares, poderiam ser fechadas para o trânsito, ao menos nos fins desemana, e receberiam uma série de parklets, pracinhas que ocupam o lugar de carros na via, com bancos e vagas de bicicleta. Sem uma grande virada, porém, o jogo do prefeito continua duro.“Os serviços precisam melhorar muito, o que é difícil, porque São Paulo é problemática”, diz o cientista político Rubens Figueiredo, do Centro de Pesquisa, Análise e Comunicação. “Não lembro de um prefeito ter começado mal e depois se recuperado.”

Copa do Mundo - Vila Madalena
Vila Madalena na Copa: aposta em que projeto para o bairro repercuta bem entre os eleitores (Foto: Fernando Moraes)

 

AS RAZÕES DO MAU HUMOR

A quebra de expectativa em relação às promessas de campanha e os frequentes dias de caos na cidade entram na conta da impopularidade

A campanha de Fernando Haddad à prefeitura, em 2012, insistiu na tese de que a proximidade política com a presidente Dilma Rousseff, também do PT, ajudaria a atrair recursos federais. Com eles, seria possível implanta rsua principal bandeira eleitoral, o Arco do Futuro, uma reforma urbana com a construção de novos eixos viários e moradias populares. Um ano e meio após a posse, o prefeito não conseguiu renegociar a dívida com a União e enfrenta dificuldades para viabilizar o maior projeto de sua agenda política. “Ele passou a impressão de que realizaria bem mais nesse período”, diz o cientista político Rubens Figueiredo, diretor do Centro de Pesquisa, Análise e Comunicação.“Para se recuperar até o fim do mandato, será necessário criar algo simbólico de grande apelo, como foi o Cidade Limpa para o Gilberto Kassab”, completa. Somem-se a essa expectativa frustrada os dias de caos ocorridos de um ano para cá, ora por manifestações, ora por greves, e o endêmico problema do trânsito. Sua solução para o problema de mobilidade, a proliferação recorde de faixas exclusivas de ônibus (338 quilômetros desde o início do mandato), ainda não é unanimidade entre a população. Confira a seguir os detalhes desses e de outros motivo sque colaboraram para a baixa aprovação do atual prefeito.

O frustrado reajuste do IPTU

Ainda que a tentativa de aumento do imposto predial e territorial urbano (IPTU) em até 20% para os imóveis residenciais e 35% para os comerciais tenha sido barrada em dezembro pela Justiça após ação movida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o episódio deixou marcas negativas na administração. Nessa época, opositores políticos tentaram disseminar o pejorativo apelido de “Malddad” para estigmatizar o prefeito. “Era um reajuste considerável e, caso tivesse sido aprovado, iria ferir mais a classe média e o segmento produtivo”, afirma o professor Rui Tavares Maluf, da Fundação Escolade Sociologia e Política de São Paulo.“Causou a sensação de que, para viabilizar algumas das promessas eleitorais, seria preciso atacar o dinheiro do contribuinte”, completa.

As recentes greves e protestos de classe

Entre maio e junho, a capital sediou uma série de protestos de entidades de classe, como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), agreve dos professores municipais e a paralisação de motoristas de ônibus e de empregados do Metrô. Em alguns dias específicos, quando os serviços funcionaram mais precariamente, a metrópole viveu horas de desordem absoluta, com estações e terminais abarrotados e trânsito recorde. “Nem todas aquelas greves podem ser debitadas na conta do município, como a do metrô, porexemplo, que é da esfera estadual”, explica o cientista político Rubens Figueiredo. “Mas, sempre que há caos, a população tende a achar quea cidade está sem comando, e isso repercute diretamente na figura do prefeito”, afirma.

Grreve no metrô
Greve do metrô: respingos no prefeitoa pesar de o problema ser estadual (Foto: Sergio Castro/Estadão Conteúdo)

 

Trânsito e faixas exclusivas de ônibus

A pesquisa do Datafolha traz números contraditórios sobre o assunto. Mais paulistanos sentiram uma melhora no tráfego após a ampliação das faixas de ônibus: 64% contra 55% em setembro. Mas o apoio ao programa diminuiu de 88% para 84%, ao mesmo tempo em que aumentou o número de entrevistados que acham o trânsito ruim ou péssimo: eram 74% e hoje são 81%. A análise é que boa parte da população é a favor da prioridade ao transporte público, mas o consequente transtorno para os automóveis particulares (que têm menos espaço para circular) causou irritação. Entre 2013 e 2014, a média de lentidão na cidade caiu no pico da tarde, de 140 para 136 quilômetros, mas subiu bastante no da manhã, de 83 para 100 quilômetros. Muitos criticam também a subutilização dos corredores. “A impressão é que ele quer tornar insuportável a vida de quem anda de carro”, diz o professor Edison Nunes, do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas da USP.

Faixa exclusiva na Avenida Tiradentes
Faixa exclusiva na Avenida Tiradentes: o prejuízo ficou com os carros (Foto: Luis Guarnieri/Estadão Conteúdo)

As manifestações de junho de 2013

Ao anunciar um reajuste de 20 centavos no preço das passagens de ônibus (de 3 para 3,20 reais) em junho do ano passado, Haddad encarou uma onda de protestos organizados pelo Movimento Passe Livre. “Sua intenção era até razoável, mas a maneira como ele lidou com a questão foi errada”, diz o professor Rui Tavares Maluf. “Insistiu muito que essa era a única forma de manter o sistema viável e depois recuou. A postura foi pior do que um aumento abusivo. ”A princípio centradas na tarifa, as manifestações evoluíram para demandas mais amplas, como a exigência de melhorias na saúde e na educação. Seis meses após a posse, o episódio derreteu a imagem do prefeito. Àquela altura, sua aprovação era boa para um início de mandato, 34%. Poucos dias depois, havia despencado para 18%, patamar que se mantém quase idêntico até hoje.

Arco do Futuro

O plano de revitalização urbana, para levar“ emprego onde tem moradia e moradia onde tem emprego”, foi o carro-chefe da campanha eleitoral. Um de seus pontos centrais previa a construção de duas vias de apoio à Marginal Tietê, ao norte e ao sul. Mas, em agosto, a secretária de Planejamento, Leda Paulani, anunciou que as obras não seriam mais realizadas por falta de recursos. “Ainda que o projeto não tenha sido totalmente abandonado, vendeu-se algo que não se confirmou”, diz o professor Rui Tavares Maluf.

Negociação da dívida

Em 2013, a cidade pagou 2,5 bilhões de reais de dívidas com a União. Ainda assim, o saldo devedor passou de 53 bilhões para 61 bilhões de reais desde que Haddad assumiu, por juros. O prefeito confiava na proximidade com Dilma Rousseff para renegociar a correção, calculada pela variação de um índice de preços, mais taxa de 9%. A princípio, a presidente demonstrou que apoiaria a alteração na lei. Mas, como a apreciação do projeto pelo Senado ficou para 2014, ano eleitoral, pediu para interromper seu andamento. Ela teme ser acusada de favorecer aliados ou rivais políticos.

tabela - Haddad
(Foto: VEJA SÃO PAULO)
tabela - Haddad
(Foto: VEJA SÃO PAULO)

 

  • Cartas da edição 2380

    Atualizado em: 3.Jul.2014

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    Atualizado em: 9.Out.2015

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    Atualizado em: 3.Jul.2014

    Sabonetes, aromatizadores de ambiente, espumas e muito mais
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  • Cantina / Trattoria / Italianos

    La Pergoletta - Itaim Bibi

    Rua Doutor Renato Paes de Barros, 435, Itaim Bibi

    Tel: (11) 2158 1957

    VejaSP
    2 avaliações

    As toalhas xadrez e o serviço de estilo lá em casa dão o tom acolhedor ao programa. Sessão nostalgia, as receitas, sempre para dividir, vão da cozinha às mesas em carrinhos. O filé à parmigiana (R$ 120,00), para duas pessoas, ganha a companhia de nhoque de batata recheado de mussarela. Além da matriz, no Tatuapé, e da filial no Itaim Bibi, há uma terceira unidade, menor e focada nas sugestões individuais, também no Itaim (Rua Doutor Renato Paes de Barros, 435, ☎ 2158-1957).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Cozinha contemporânea

    Miya

    Rua Fradique Coutinho, 47, Pinheiros

    Tel: (11) 2359 8760

    VejaSP
    15 avaliações

    Um dos expoentes de sua geração de cozinheiros, Flávio Miyamura faz alguns pratos atrevidos como a sardinha grelhada com fatias finas de limão, brioche, tomate e sorbet de iogurte (R$ 29,00). Outra delicinha, a moela ao curry com polenta cremosa (R$ 27,00) tem um aroma delicioso. Por outro lado, o chef escorrega no ovo perfeito com espuma de queijo que não conversa com o cogumelo eryngui de complemento (R$ 19,00). O melhor do menu é a fideuà de frutos do mar (R$ 59,00), preparada com macarrão crocante, lula, camarão e vieira ao aïoli. No ponto final, torta de chocolate com caramelo salgado (R$ 23,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bares variados

    Rock'n Cycles

    Rua Aspicuelta, 176, Pinheiros

    Tel: (11) 2614 9446 ou (11) 2985 5458

    2 avaliações

    Dos 133 lugares que o Rock’n Cycles comportava no Itaim, onde funcionou até 2013, sobraram apenas 71 nesta encarnação, da Vila Madalena. Entre as novidades, aparece um aguado chope Brahma (R$ 7,80). Prefira uma cerveja, como a argentina Quilmes (R$ 22,00, 960 mililitros), ou um coquetel. A carta traz apenas clássicos, entre eles o mojito e o bloody mary (R$ 25,00 cada um). Na hora de beliscar, a porção de asinhas de frango fritas ao molho barbecue sai por R$ 25,00. Apesar de pouco picante, ao contrário do que indica o menu, funciona como um bom tira-gosto. O mesmo não pode ser dito do hambúrguer new orleans (R$ 34,00). Coberto de queijo fontina, cebola-roxa e tomate, o bifão chegou passado demais. A saber: a oficina de customização de motos que, no endereço anterior, dividia o espaço com o salão agora ocupa o piso superior.

     

    Preços checados em 2 de julho de 2014.

     

     

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  • Botecos

    Bar do Seu Zé - Itaim Bibi

    Rua Manuel Guedes, 281, Jardim Europa

    1 avaliação
  • Bar-restaurante

    Endereços para saborear caldinhos quentes

    Atualizado em: 6.Nov.2015

    De sabores clássicos como feijão e mandioquinha até receitas mais diferentonas, conheça os botequins que servem bons caldos
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  • Rotisserias

    Red Boutique Gourmet

    Rua José Maria Lisboa, 1320, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3872 2993

    VejaSP
    1 avaliação

    Desde que foi escolhida a rotisseria campeã na edição especial VEJA COMER & BEBER do ano passado, a casa passou por uma reformulação em quase todo o cardápio. Restaram poucas receitas antigas, como a focaccia tradicional (R$ 9,00 cada uma) e a cheesecake (R$ 68,00 o quilo). Entre as novidades, a berinjela tostada com alho, limão e romãs faz bonito como antepasto. Nos pratos principais, o filé-mignon ao molho de shimeji e vinho tinto (R$ 94,00 o quilo) vem rosadinho por dentro. Essa carne cai bem aolado do arroz integral com legumes picadinhos, ervas e nuts (R$ 36,00 o quilo). A bauletti recheada de queijo brie e amêndoa precisa de apenas alguns minutos no forno regada a molho de tomate assado (R$ 19,50; 500 mililitros) para ser uma massa perfeita. Das guloseimas, merece destaque a torta ópera romeu e julieta (R$ 60,00 o quilo), que intercala catupiry e goiabada cremosa.

    Preços checados em 11 de dezembro de 2015.

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  • Atração rara no circuito, A Montanha Matterhorn vem da Holanda e traz um tema original tratado de forma leve, divertida e não menos comovente. No início, a trama mostra a rotina metódica do cinquentão viúvo Fred (Ton Kas). Ele mora numa pequena cidade e tem como distração marcar presença na igreja calvinista. Janta pontualmente sempre a mesma refeição: carne, batatas e vagem. Algo, porém, vai modificar a vida de Fred. A princípio, ele considera Theo (René van’t Hof) um golpista. Percebe, contudo, que o estranho possui problemas mentais e apenas balbucia algumas palavras. Decide, então, abrigá-lo em sua casa, comprando, assim, uma briga com a comunidade. O que dois homens maduros fazem sob o mesmo teto, perguntam-se os curiosos? Até então apático e solitário, Fred renasce. Ao quebrar preconceitos e tabus com uma história insólita a partir de uma união improvável, o diretor e roteirista Diederik Ebbinge também acerta na despretensiosa mistura de humor e drama. Estreou em 3/7/2014.
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  • Para vergonha de seu bando, Khumba nasceu sem as listras, marca característica das zebras, em metade do seu corpo. O machinho, portanto, acaba culpado pelo fato de o deserto onde vivem estar sem chuvas há tempos. Quando cresce, vai atrás de uma fonte que, segundo uma lenda, basta se jogar em suas águas para as riscas voltarem. No caminho até lá, Khumba faz amizade com a gnu Mama V e o avestruz Pernudo. A animação produzida na África do Sul não prima pela originalidade e, sem ir muito longe, notam-se “influências” de Madagascar e O Rei Leão. Em história pouco cativante e humor comedido, o desenho animado ganha pontos pela técnica apurada, sobretudo ao reproduzir com rigor as paisagens africanas. Estreou em 3/7/2014.
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  • Mesmo sem ser um tipo bonitão, Valentín (Eugenio Derbez, também diretor) possui uma coleção de mulheres de uma noite só. Ele vive em Acapulco, no México, foge do casamento e tem aversão a ser pai por causa de um trauma de infância. Seu destino, contudo, sofre um revés quando Julie (Jessica Lindsey), ex-namoradinha riponga, bate à sua porta e deixa com ele o bebê que tiveram. Valentín entra em parafuso e, aconselhado por amigos, decide pegar a estrada e ir atrás de Julie em Los Angeles. Sem encontrá-la, o mexicano arranja emprego de dublê no cinema e se estabelece nos Estados Unidos. Detalhe: ele não fala inglês e, sete anos depois, ainda se comunica em espanhol. A filha Maggie (papel da fofa Loreto Peralta), para o orgulho do papai, virou uma garota encantadora. Porém, a mãe dela ressurge, e a história, até então levada no humor, ganha ares tensos. Comédia melodramática é a melhor definição para o longa-metragem de estreia do protagonista como cineasta. Há ingredientes que forçam o riso e um desfecho triste para arrancar lágrimas. Embora um programa agradável, fica difícil se envolver na história inverossímil. Estreou em 3/7/2014.
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  • Tim Russell (Brenton Thwaites), de 21 anos, saiu de uma instituição psiquiátrica uma década depois de ter matado o pai e quer ficar em paz após os traumas sofridos na infância. Sua irmã, Karen (Kaylie Russell), contudo, tem outros planos para ele. A jovem acredita que o irmão foi induzido ao assassinato por influência de um espelho amaldiçoado. Depois de pesquisar bastante, ela chegou a uma conclusão: o objeto vitimou mais de quarenta pessoas ao longo dos séculos. Para demonstrar a tese, instala câmeras na casa onde moravam e carrega Tim para a mórbida aventura. A história, então, volta no tempo e mostra como o desentendimento dos pais deles resultou num destino para lá de trágico. Levado em clima de mistério, o terror surpreende pelos toques de criatividade — entre eles, abandonar os sustos fáceis e dar uma cadência mais contemplativa à ação. Passado e presente se alternam numa trama de fundo psicológico e final amargo. Diante da mesmice no gênero, já é alguma coisa. Estreou em 3/7/2014.
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  • Uma produção de 12 milhões de dólares já rendeu mais de 90 milhões — e só nos Estados Unidos. Dá para explicar o sucesso deste drama inspirado no livro autobiográfico homônimo. Além de uma história verídica explicitamente sentimental, a direção tende a tornar tudo lacrimoso ao extremo, seja pela trilha sonora emotiva ou pelo retrato cafona do céu. Tiro certo: as plateias vão às lágrimas. Na trama, Todd Burpo (Greg Kinnear), autor do best-seller, é pastor da igreja de uma pequena cidade de Nebraska, marido de Sonja (Kelly Reilly) e pai do esperto Colton (Connor Corum). A família atravessa uma crise financeira e, para piorar, o garotinho precisou ser internado às pressas. Na mesa de cirurgia, Colton quase morre, mas sobrevive pela fé inabalável de amigos e familiares. Dias depois, o pai se surpreende com as conversas do filho. Colton revela ter estado no céu, sentado no colo de Jesus e visto parentes mortos. Há uma boa reflexão sobre os conflitos religiosos afligindo um evangélico descrente de outras vidas no além. A virtude, contudo, para por aqui. Estreou em 3/7/2014.
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  • Não basta ter o grande ator Michael Caine no elenco para um filme ficar acima da média. Embora a presença do inglês dê dignidade, o longa-metragem da alemã Sandra Nettelbeck (Simplesmente Marta) está aquém das expectativas pelo roteiro frouxo e desfecho pessimista. Caine interpreta Matthew Morgan, um professor americano de filosofia aposentado que vive em Paris. Há mais de três anos viúvo, ele ainda sente a falta da mulher e, turrão, pouco consegue se comunicar em francês. Ao conhecer num ônibus a graciosa professora de dança Pauline (Clémence Poésy), Mr. Morgan encontra maneiras agradáveis de enxergar o futuro. A amizade íntima, contudo, chega aos ouvidos dos filhos dele (papéis de Justin Kirk e Gillian Anderson), com quem Morgan nunca se deu bem. A história jamais se aprofunda naquilo que seria original: o amor entre duas pessoas com bastante diferença de idade. Prefere o conservadorismo e o registro de uma velhice como se não houvesse amanhã. Estreou em 3/7/2014.
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  • Com uma câmera enérgica e histórias sendo rapidamente contadas, o drama baiano (primeiro longa-metragem de ficção de João Rodrigo Mattos) tem início bastante promissor. Mas não demora para a trama desandar, se afundar em clichês e, por trás de um suposto realismo social, surgirem belas cenas de cartão-postal. O foco está nos meninos e meninas de Salvador que penam para sobreviver na pobreza, a exemplo dos amigos Déo (Lúcio Lima) e Felizardo (Adailson dos Santos). Enquanto um saiu de casa após ser abandonado pela mãe, o outro vende picolés na praia. O roteiro faz uma crítica aos pastores evangélicos, registra a prostituição precoce e divide os protagonistas entre honestos e trombadinhas. Há, claro, uma boa intenção nas denúncias, mas, se fosse menos tendenciosas, o resultado seria melhor. Estreou em 3/7/2014.
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  • Qué, qué, qué. A barulhada atrás da cortina denuncia o que está por vir e agita a plateia do Teatro Alfa. O Nosso Grupo de Teatro começa assim sua montagem de O Patinho Feio, baseada no clássico de Hans Christian Andersen. Nesta versão da história, um ovo foi abandonado perto de um lago onde habitam diversos animais. Para protegê-lo de uma raposa faminta (papel de Marília Grampa), três patos amarelos (interpretados por Roberto Welter, Rafael Anastasi e Arthur Arnaut) fazem divertidas estripulias. Entre elas, fantasiar-se de macieira falante e de monstro assustador. Nessas brincadeiras, biombos entram e saem do palco representando várias partes da floresta e empolgam o público. Em segurança, o tal ovo então é adotado por um casal de patos (Eddy Stefani e Laura Carvalho), logo se rompe e descobre ser preto, e não da mesma cor dos irmãozinhos. Ele se sente diferente, mas conclui algo fundamental: por dentro, todos são iguais. Direção de Tony Giusti. Estreou em 7/6/2014. Até 27/7/2014.
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    As cinco músicas mais tocadas na Javali

    Atualizado em: 4.Jul.2014

    Noitada cheias de hits tem como lema "exageros são bem-vindos"
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  • Um livro gigante, cujos relevos saltam das páginas, traz em suas folhas de 5 metros de altura as estampas digitais do estilista santista Bruno Basso e do inglês Christopher Brooke, da marca Basso & Brooke. A dupla ficou conhecida por manipular imagens em computador e criar matrizes de roupas, que desfilam nas semanas de moda pelo mundo. Na exposição Cores do Brasil, em cartaz no último andar da Oca, eles convidaram 64 crianças carentes para fotografar cidades brasileiras, enquanto eram orientadas num workshop. Das 12 000 fotos produzidas, saíram os desenhos que cobrem azulejos, peças de um quebra- cabeça interativo e engrenagens giratórias de um relógio, presentes na mostra. Um exemplo do processo criativo pode ser visto acima, no qual pés e chinelos de couro se transformaram em um padrão caleidoscópico. O Masp e o bairro da Vila Mariana também serviram de inspiração para novas estampas e enchem os olhos dos visitantes. A divertida instalação ainda conta com seção musical, na qual se ouve uma música do pianista pernambucano Vitor Araújo composta especialmente para a Oca, manequins com alguns dos modelos de passarelas e outros designs que o duo produziu em sua carreira. Até 1º/8/2014.
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  • Michelle Ferreira escreveu Sit Down Drama em 2008, bem antes de um comediante gaúcho se envolver numa polêmica com a gravidez de uma cantora. Na trama da autora de Os Adultos Estão na Sala e Tem Alguém que Nos Odeia, o humorista Alves De (papel de Danilo Grangheia) entrou em depressão e não cria piadas capazes de cair no gosto do público. Ele só fica plantado no sofá de casa e questiona o sentido da vida. Sua mãe (a atriz Noemi Marinho), a ex-mulher (a atriz Tania Castello, que substitui Chris Couto) e o grande amigo (Caco Ciocler) cobram reação e o expõem a vários constrangimentos. Dirigida por Eric Lenate, a montagem peca pelo excesso de personagens, intervenções e fusões de linguagem. A história se arrasta em cenas longas e citações dispensáveis. É difícil, no entanto, não se divertir com a atuação de Danilo Grangheia, o melhor da peça, que dosa melancolia. Estreou em 27/6/2014. Até 14/9/2014.
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  • Trair e Coçar... É Só Começar está na lista
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  • Em 1996, Bruno Beltrão, então com 16 anos, formou na cidade de Niterói um coletivo de dançarinos de break, o Grupo de Rua. Desde 2001, quando fez sua primeira estreia oficial, a companhia ganhou fama internacional e já passou por 29 países. Em duas sessões, catorze bailarinos mostram Crackz, peça apresentada na temporada de dança do Teatro Alfa de 2013, marcada por giros e saltos bastante rápidos. São notados ali elementos de hip-hop, dança contemporânea, capoeira e artes marciais. O cenário simples ganha vida com jogos de luzes. Dias 11 e 12/7/2014.
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  • Vale viajar até Campos do Jordão para acompanhar o trabalho de uma orquestra brasileira em ascensão: a Filarmônica de Goiás. Criada em 1989, a companhia teve idas e vindas até se firmar, em 2012, e começar turnês pelo país (só no ano passado, foram cinquenta apresentações). Desde 2014 sob a regência do inglês Neil Thomson, o grupo é esperado na 47ª edição do Festival de Inverno. Eles executam Concerto para Piano e Orquestra Nº 1, de Sergei Rachmaninoff, com o brasileiro Jean Louis Steuerman no solo de piano, e Retirada da Laguna, de César Guerra-Peixe. A programação ainda tem no mesmo auditório a Osesp com Giancarlo Guerrero, no sábado (9/7), por R$ 88,00, e a Orquestra Sinfônica de Heliópolis, com regência de Isaac Karabtchevsky, no domingo (10/7/2016), por R$ 22,00. Na Praça do Capivari, no centro da cidade, haverá uma série de concertos grátis. Recomendado a partir de 7 anos. Local: Auditório Cláudio Santoro. Endereço: Avenida Doutor Luís Arrobas Martins, 1800, Alto da Boa Vista, Campos do Jordão. Tel.: (12) 3662-2334. Data: Sexta (8/7), 20h30. Valor: R$ 50,00. Bilheteria: a partir das 17h30 (sexta).
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  • Autora de um dos melhores discos do ano passado, A Mulher do Fim do Mundo, Elza Soares apresenta-se sempre sentada numa imponente poltrona. Só com o vozeirão, preenche o palco e emociona a plateia. Nesta apresentação, ela comemora o bom momento e lança o vinil do disco em três apresentações. Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Rodrigo Campos, Romulo Fróes, Felipe Roseno e Guilherme Kastrup,que assina a produção do álbum, acompanham a cantora no palco. 27, 28 e 29/10/2016.
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    Atualizado em: 3.Jul.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO