Criminalidade

Policial militar é preso suspeito de participar de chacina na Grande SP, diz TV

Segundo o SPTV, da Globo, soldado trabalhava no setor administrativo da Rota; ele prestou depoimento e diz que estava em casa com a namorada no momento da chacina

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

missa-chacina-osasco
Cartaz erguido em frente ao estabelecimento de Juvenal, dono de bar onde oito foram assassinados (Foto: Adriana Farias)

Um policial militar foi preso administrativamente nesta segunda (24) suspeito de integrar o grupo que participou de chacina nas regiões de Osasco e Barueri, onde dezoito pessoas foram mortas no dia 13 de agosto. O nome do soldado não foi informado. Ele atuava no setor administrativo das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e foi detido no prédio da Corregedoria da corporação. As informações são do SPTV, da Rede Globo.

+ “Encontrei meu irmão caído sobre o próprio sangue”, diz dono de bar onde oito morreram

A emissora informa que obtido depoimento em que "a testemunha narrou ter visto o rosto do seu agressor e, depois de observar fotografias apresentadas pelo DHPP (Delegacia Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoa ), apontou, com clareza, o homem como sendo autor de um dos disparos". O acusado nega o crime e diz que estava com a namorada no horário da chacina.

Chacina Osasco
Dono de bar em Osasco onde dez pessoas foram mortas (Foto: Avener Prado/Folhapress)

Ao todo, 54 policiais foram ouvidos, sendo que dezoito são investigados: onze soldados, dois cabos e cinco sargentos. Entre eles estão sete PMs de Osasco que chegaram ao mesmo tempo num bar da capital paulista depois de sair do serviço na noite da chacina.

Mais seis mortes podem estar relacionadas com a chacina

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a principal linha de investigação é que a sequência de assassinatos tenha sido uma vingança por duas mortes: a de um policial militar num posto de combustíveis, uma semana antes da chacina, e a morte de um guarda civil de Barueri, dois dias antes dos crimes.

+ O que acontece de mais importante na cidade

Ainda segundo a emissora, o soldado preso também prestou depoimento. “Ele estava afastado das ruas e contou à Corregedoria que já foi indiciado por cinco homicídios, além de ser suspeito de integrar um grupo de extermínio. O homem acrescentou, porém, que a Justiça o inocentou em dois casos”, informou o G1.

Chacina
Enterro de Rodrigo Lima da Silva: mãe do rapaz de 16 anos desejou a “morte” dos assassinos do filho (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

'Nunca ouvi tanto tiro na vida", diz filho de vítima de chacina

Ele contou o que fazia na noite da chacina: "O declarante foi para a sua casa onde ficou até as 18h, depois saiu para buscar sua namorada no trabalho, e depois, foi levá-la para casa, lá chegando por volta das 18h30. Na residência de sua namorada, comeram pizza, e assistiram a um filme e ele dormiu".

No início desta tarde, durante coletiva de imprensa sobre roubos de cargas, o secretário Alexandre de Moraes disse que emitiu dezoito mandados de busca e apreensão. “Apreendemos diversos celulares, documentos, provas que podem ser utilizadas ou não dependendo do cruzamento das investigações”, afirmou.

Fonte: VEJA SÃO PAULO