Criminalidade

Polícia vai investigar liberação de integrante do PCC de delegacia

Márcio Geraldo Alves Ferreira foi liberado mesmo com mandado de prisão e portando documento falso. Ele é suspeito de articular plano de fuga de chefes do PCC

Por: Redação VEJASAOPAULO.COM - Atualizado em

A Corregedoria da Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a liberação de Márcio Geraldo Alves Ferreira, o “Buda” do PCC, do 73º DP no dia 12 de janeiro deste ano. Na ocasião, ele portava um documento falso. Além disso, a justiça havia expedido um mandado de prisão contra ele em 2010.

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“Buda” foi detido por suspeita de uso de documento falso e levado até o 73º DP, no Jaçanã, no início do ano. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, ele admitiu usar uma carteira de habilitação em nome de Aleksandro Marcelino Soares para esconder da polícia que havia fugido do Centro de Progressão Penitenciária de São José do Rio Preto em 2010.

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De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o documento “supostamente” falso foi “encaminhado para perícia no Instituto de Criminalística da Polícia Técnico-Científica”. Para o delegado do DP, não haveria, antes do fim da perícia, “elementos para autuá-lo em flagrante pelo porte do documento supostamente irregular”.

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A secretaria também confirmou o mandado de prisão emitido em 2010, mas disse que, no mesmo ano, ele foi anulado por uma nova ordem judicial e, por isso, foi liberado da delegacia. A pasta informou que foi aberto um inquérito policial para investigar o crime de uso de documento falso ou de falsa identidade.

Plano de fuga

Márcio Geraldo Alves Ferreira é suspeito de ter sido um dos principais articuladores de um plano audacioso do PCC para resgatar Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, Claudio Barbará da Silva, Célio Marcelo da Silva, o Bin Laden, e Luiz Eduardo Marcondes Machado, o Du Bela Vista. Todos eles estavam detidos em Presidente Venceslau (SP).

A fuga deveria ter ocorrido em 27 de fevereiro, mas o plano foi descoberto pela polícia. Os bandidos pretendiam pilotar um helicóptero Esquilo, mesmo modelo usado pela Polícia Militar, e tirar o grupo da cadeia usando um cesto blindado. Um segundo helicótero estaria à espreita para dar proteção, com criminosos de metralhadora em punho.

Na terça-feira (11), Marcola e mais três integrantes da facção foram transferidos da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) em Presidente Bernardes. Por causa da mudança, policiais de todo o estado estão em alerta contra possíveis ataques de integrantes da quadrilha em retaliação às transferências.

Fonte: VEJA SÃO PAULO