CRIME

Polícia usa vídeo para achar assassino de advogado

Leandro Balcone foi morto com 13 tiros na manhã de terça (22), em seu escritório, no centro de Guarulhos

Por: Estadão Conteúdo

Leandro Belcome
(Foto: Facebook)

Imagens de câmeras de segurança que mostram o suspeito de assassinar o advogado Leandro Balcone Pereira andando na calçada é a única prova da polícia até agora. Balcone foi morto com 13 tiros na manhã de terça (22), em seu escritório, no centro de Guarulhos. As imagens mostram o suspeito antes de praticar o crime.

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O advogado criminalista era suplente de vereador pelo PSB e participava de grupos contrários ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT).Nesta quarta (23), o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, disse que a hipótese de crime motivado por questões políticas está praticamente descartada. Ele entrou em contato com Marcos da Costa, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo, que também não relatou nenhuma ameaça contra Pereira. "Uma eventual vendeta política, contratação para que ele fosse morto, (o assassino) não faria em plena luz do dia, indo até o escritório dele, facilitando de ser filmado, chegando no local marcando antes e com duas testemunhas presenciais. As características afastam a probabilidade de uma contratação para que ele fosse executado por motivação política", afirmou Moraes.O assassino é apontado como um homem branco, com cerca de 50 anos, gordo, calvo, que usava óculos de grau, camisa azul e calça jeans. Segundo uma testemunha, ele se apresentou como cliente e a própria vítima abriu a porta do escritório para o suspeito. Aos policiais, a testemunha afirmou que nunca havia visto o homem frequentar o escritório.A Delegacia de Homicídios de Guarulhos apurou que Balcone abriu a porta para o criminoso e os dois conversaram por menos de cinco minutos. Em seguida, começaram os disparos. O advogado estava sentado quando recebeu o primeiro tiro. Depois, caiu em cima de um papel que tinha uma lista de clientes que estava atendendo.A polícia está tentando localizar esses clientes para prestar depoimento.

Fonte: VEJA SÃO PAULO