Crime

Polícia prende suspeitos de matar motorista do Uber

Osvaldo Modolo Filho, de 51 anos, foi assassinado com tiros e golpes de faca no braço e no pescoço na quinta (22)

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Osvaldo Uber
Motorista do Uber foi morto na última quinta-feira (22) (Foto: Reprodução Facebook)

A Polícia Civil prendeu na noite deste sábado (24) um homem e uma mulher suspeitos de ter assassinado o motorista do Uber, Osvaldo Modolo Filho, de 51 anos.

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Alessandro Silva, de 19 anos, e Luana Pereira, de 18, foram localizados no bairro do Ipiranga e encaminhados para o 95º Distrito Policial, em Heliópolis, também na Zona Sul, onde prestaram depoimento e confessaram o crime de latrocínio.

De acordo com a delegacia, eles queriam roubar o automóvel e vender para um desmanche. A localização de Silva, que já tem passagem na polícia por roubo, e de Luana, foi possível por meio do rastreamento do celular do motorista do Uber, que constavam informações da última corrida.

Osvaldo Modolo Filho foi assassinado com tiros e golpes de faca no braço e no pescoço na noite de quinta-feira (22) quando estava levando um passageiro que pagaria a corrida em dinheiro. O crime aconteceu na Rua Antonio de Lotufo, no Sacomã, por volta às 21h40. Modolo foi socorrido ao pronto-socorro do Hospital Heliópolis, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com testemunhas, um carro se aproximou do local, baleou o homem, lançou o corpo para fora do veículo e fugiu. O caso foi registrado como homicídio simples.

Na tarde de sexta (23), motoristas fizeram uma manifestação pela morte de Modolo na Praça Charles Miller, Pacaembu. O grupo desligou os aplicativos em protesto contra a falta de segurança e transparência do serviço, que passou a aceitar pagamentos em dinheiro em junho (29).

Segundo eles, a modalidade torna o motorista mais vulnerável, uma vez que não registra maiores dados sobre o passageiro. Por volta das 16h30, o grupo saiu em carreata até a sede do Uber, na Barra Funda.

Em nota, o Uber confirmou a morte do motorista, disse que "nossos sentimentos de mais profundo pesar vão para a família de Osvaldo" e adicionou que "vai colaborar com as autoridades nas investigações para levar quem cometeu este crime à Justiça." 

Fonte: VEJA SÃO PAULO