Polícia

Polícia prende suspeito por ataques com seringas na cidade

Homem está na carceragem do 77º Distrito Policial e vítimas serão chamadas para fazer seu reconhecimento.

Por: Redação

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(Foto: Veja São Paulo)

No sábado, 30, a polícia deteve um suspeito de atacar jovens com uma seringa na região central e oeste da cidade. Ele se encontra em regime de prisão temporária na carceragem do  77º Distrito Policial e, na próxima semana, vítimas serão chamadas para fazer seu reconhecimento. No último dia 26, a polícia havia divulgado o retrato falado do suspeito, com base no perfil descrito por suas vítimas (homem de aproximadamente 40 anos,moreno, de porte médio e barba e olhos castanhos). 

Em nota divulgada sobre o caso, a Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo informou que o suspeito já havia sido detido na quarta, 27,mas liberado em seguida, pois uma das vítimas não o reconheceu. No sábado, porém, ao ser abordado na rua por policiais, foi pego com uma seringa no bolso e levado novamente à delegacia. Depois de passar pelo 78º DP, responsável pela investigação dos ataques, o homem acabou encaminhado ao  77ºDP. 

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As investigações começaram após o caso ocorrido no dia 22 de junho. Uma das vítimas, uma médica estrangeira, caminhava com uma amiga na altura do cruzamento da Paulista com a Rua Pamplona, por volta das 17h, quando foi picada pelas costas. Ela quem forneceu as informações para o retrato falado. "Os policiais fizeram buscas na região e abordaram alguns suspeitos", diz. A médica afirma que correu para alcançar a outra mulher e alertou que ela havia sido atingida. "Ela viu que eu também estava ferida, então resolvi ir para o hospital." Segundo conta, as duas se separaram e não tiveram mais contato. Ela também diz que não falou com nenhuma outra vítima um mês após o caso.

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Com risco de infecção, a médica buscou tratamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, que atendeu outras ocorrências parecidas desde o primeiro ataque. Ela passou 28 dias à base de comprimidos e apresentou sintomas de icterícia por causa da medicação. Após exames, os testes deram negativo para HIV, sífilis e hepatite B e C. "Foi um evento um tanto traumático. Agora, ando com mais receio na rua, olhando sempre ao redor", diz.

 

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO