Trânsito

Concessionárias criam plano para evitar congestionamento nas estradas

Estratégia é para que o caos de 15 de novembro não se repita

Por: Silas Colombo - Atualizado em

Trânsito na Imigrantes
A Imigrantes em novembro: oito horas até a Baixada Santista (Foto: Márcio Fernandes/Estadão Conteúdo)

Desde o início do mês, os integrantes do Conselho Municipal de Segurançade Ubatuba, no Litoral Norte, sonham com a implantação de um rodízio “amigo” de placas de veículos para tentar amenizar os congestionamentos nas vias que dão acesso à região. Assim, as rodovias receberiam metade do fluxo por vez. A ideia nasceu depois do trauma do último feriado prolongado de 15 de novembro, quando motoristas levaram até doze horas para ir de São Paulo às praias da cidade (normalmente, o percurso demora pouco mais de três horas). A sugestão do revezamento voluntário de placas foi encaminhada para análise do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER) na semana passada.

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Independentemente do desfecho da discussão sobre a proposta, quem pretende colocar o pé na estrada para relaxar no Natal e no Ano-Novo em praias como a do Félix e a de Itamambuca já tem uma notícia animadora. O governo suspendeu entre 20 de dezembro e 5 de janeiro as obras de duplicação na Rodovia dos Tamoios, uma das rotas de acesso ao Litoral Norte. No último feriado, o engarrafamento no local trouxe reflexos também à Rodovia Oswaldo Cruz, que liga Taubaté a Ubatuba. Por lá, as filas duraram 48 horas. Agora, a estrada terá uma operação descida e subida.

Esquemas de emergência como esse serão adotados em outras estradas para organizar o fluxo dos quase 8 milhões de paulistanos rumo às praias ou ao interior. A concessionária do sistema Anchieta-Imigrantes vai reforçar em 30% o número de agentes de apoio nos gargalos de trânsito, como nos pedágios. A exemplo da Tamoios, o complexo Anhanguera-Bandeirantes ficará livre de obras até o início de janeiro para aliviar os acessos à região de Jundiaí e Americana. O mesmo vale para a Fernão Dias, Ayrton Senna-Carvalho Pinto e Castello Branco-Raposo Tavares.

Na Dutra, a preocupação são as saídas para cidades como Campos do Jordão e Arujá, além da manutenção dos carros que passarão por lá. “A soma de pequenos acidentes é um dos principais complicadores do tráfego”, diz Marcos Brunelli, gestor de operações da CCR Nova-Dutra. Ações do gênero têm como objetivo aliviar o martírio. Pegar caminho livre nesta época será, se valer o retrospecto, tão difícil quanto ter Ano-Novo sem chuva em Ubatuba (chamada de brincadeira de Ubachuva). “Não há como comportar tamanho fluxo de veículos”, afirma Fabiano Adami, diretor de atendimento ao usuário da CCR AutoBAn, responsável pela Anhanguera-Bandeirantes. Já que algum sufoco é inevitável, resta aos motoristas incluir a paciência como item indispensável na bagagem.

Obras na Tamoios
Obras de duplicação da Tamoios: trabalhos interrompidos até janeiro (Foto: Thales Stadler/Folhapress)

OPERAÇÃO EMERGÊNCIA

As medidas especiais para tentar diminuir o congestionamento nas viagens entre o Natal e o Ano-Novo

• Sistema Anchieta-Imigrantes (SP-150 e SP-60): além da tradicional “operação descida”, terá 30% a mais de agentes, e postos de atendimento serão instalados no decorrer dos trajetos.

• Anhanguera-Bandeirantes (SP-330 e SP-348): as obras de recapeamento e duplicação das duas rodovias estão interrompidas até 2 de janeiro. Caminhões que chegam à capital serão direcionados para a Anhanguera.

• Ayrton Senna-Carvalho Pinto (SP-070): a concessionária colocará 65 funcionários para realizar a cobrança de pedágio nas filas para evitar acúmulo de veículos. Trechos como os de acesso a Campos do Jordão e ao sul de Minas Gerais terão faixa reversível para dispersar os carros.

• Castello Branco-RaposoTavares (SP-280 e SP-270): a concessionária estuda paralisar as obras no fim do ano. Promete também pôr todas as cabines de pedágio em funcionamento e deixar atendentes sobressalentes para atender as filas que se formarem.

• Fernão Dias (BR-381): desde o último dia 20, as equipes de apoio da concessionária operam com contingente extra e com auxílio de dispositivos para reforçar asinalização em trechos perigosos. Os canais de atendimento também serão reforçados.

• Presidente Dutra (BR-116): as equipes de atendimento receberão 25% mais agentes e reforço na sinalizaçãonos principais acessos. As obras no trecho paulista devem ser concluídas antes do início das operações de fim de ano.

• Régis Bittencourt (BR-116): nos trechos da Serra do Cafezal —região entre Juquitiba e Miracatu —, o acostamento será liberado para tráfego e faixas reversíveis serão implantadas.

Fonte: VEJA SÃO PAULO