Cidade

Plano Diretor passa em primeira votação após acordo entre PT e PSDB

Líderes do governo e da oposição concordaram em discutir emendas ao projeto na segunda votação, que deverá ser feita neste mês

Por: Redação VEJASÃOPAULO.COM - Atualizado em

Sem-teto comemoram votação do Plano Diretor
Manifestantes sem-teto comemoram aprovação do Plano Diretor em frente à Câmara Municipal (Foto: Uol/Folhapress)

O projeto do Plano Diretor foi aprovado em primeira votação com 46 votos na tarde desta quarta-feira (30) pela Câmara Municipal. O texto irá passar ainda por uma segunda votação ainda neste mês, depois de novas audiências públicas. 

O processo de votação foi cercado de polêmicas. Na noite de ontem, depois de uma série de protestos de sem-teto, que terminou em confronto com a Tropa de Choque, líderes do governo e da oposição se reuniram para tentar chegar a um acordo. Vereadores do PSDB e PMDB concordaram em votar favoravelmente ao Plano e deixarem as emendas propostas para serem discutidas na próxima semana.

+ Entenda o Plano Diretor e como ele pode mudar a cidade nos próximos anos

"Não foi tão fácil como gostaríamos, mas avançamos. Até a segunda votação terá muito espaço para discussões e novas mudanças", disse o relator do projeto, vereador Nabil Bondunki (PT).

+ Após confronto, votação do Plano Diretor é retomada hoje

Cerca de 500 militantes dos sem-teto passaram a noite em lonas montadas dentro e fora do Palácio Anchieta, sede do órgão. Uma pista do Viaduto Jacareí permanece interditada.

Confusão

Na tarde de ontem, 3 000 militantes sem-teto acompanhavam a sessão por um telão na parte externa da Câmara. Os pontos de maior interesse do grupo são os que abrem espaço para a construção de moradias populares em diferentes áreas da cidade.

Diante da votação do projeto por meio das comissões como Emprego, Saúde, Justiça, Moradia, entre outras, os partidos de oposição apresentaram dois pareceres contrários aos que já haviam sido votados, os chamados "votos em separado". "É necessário que se faça a correção de determinados pontos, mas temos que votar", disse o vereador do PSD, Police Neto.

Quando vereadores discutiram a possibilidade de adiar a votação por não haver tempo suficiente de ler as emendas apresentadas para fazer ajustes ao texto, começou um quebra-quebra do lado de fora. Pneus foram queimados e barricadas com entulho, rapidamente erguidas. Policiais dispararam bombas de gás lacrimogênio para dispersar a multidão.

Por volta das 18h30, a maior parte dos manifestantes passou a seguir rumo à Praça da Sé. Às 19h30, havia poucos ainda em frente ao prédio, e a limpeza era providenciada por garis.

Fonte: VEJA SÃO PAULO