Cinema

"Piratas Pirados!" agrada a crianças e adultos com humor e inteligência

Animação conta com figuras ilustres como Charles Darwin, Jane Austen e a Rainha Vitória

Por: Miguel Barbieri Jr.

Piratas Pirados! - 2269
Capitão Pirata, a rainha Vitória (ao fundo) e Charles Darwin: deliciosa anarquia (Foto: Divulgação)

Em 1995, o estúdio Pixar e seu “Toy Story” provocaram uma revolução: foi o primeiro desenho animado integralmente feito por computadores cujo roteiro espertíssimo agradou à criançada sem deixar os pais entediados. De lá para cá, os traços se sofisticaram e outras produtoras passaram a disputar o mesmo público. Uma delas é a inglesa Aardman, especializada em animações com massinha, entre elas a talentosa “A Fuga das Galinhas” (2000). Depois do admirável “Operação Presente”, lançado no fim do ano passado, a Aardman dá nova prova de vigor. Embora “Piratas Pirados!” tenha ação e graça para deixar a garotada vidrada, há piadas direcionadas aos adultos — a começar pelo maluco enredo trazendo, além dos piratas, personagens como a Rainha Vitória, Charles Darwin, a escritora Jane Austen e até Joseph Merrick, o Homem Elefante.

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Na trama, ambientada na Inglaterra de 1837, o decadente Capitão Pirata pretende ganhar um troféu cobiçado por todos os corsários. Quem fizer a maior pilhagem leva a estatueta de Pirata do Ano. Nos ralos saques pelos mares, o protagonista e sua tripulação encontram Charles Darwin, cientista cuja riqueza vem da sabedoria. O naturalista faz, então, uma revelação estarrecedora: o papagaio de estimação do Capitão é, na verdade, um dodô, uma ave rara e em extinção. A seguir, vem a proposta. Todos devem ir a Londres e levar o pássaro para disputar um valioso prêmio numa feira de ciências.

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Eis mais um ótimo exemplo de vida inteligente no universo animado. Do período escolhido (o primeiro ano da era vitoriana) à vilã glutona saída do Palácio de Buckingham, os saborosos ingredientes, combinados à técnica impecável, tornam o longa-metragem um passatempo anárquico e irresistível para todas as idades .

AVALIAÇÃO ✪✪✪✪

Fonte: VEJA SÃO PAULO