EDUCAÇÃO

PF investiga vazamento da redação do Enem

Estudante do Piauí afirma que recebeu informação sobre o tema antes da realização da prova

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Capa 2255 - Vestibular da Unicamp
Enem: exame foi realizado no último fim de semana (Foto: Werther Santana/Agência Estado/AE)

A Polícia Federal instaurou inquérito nesta quinta-feira (13) para apurar a denúncia de que o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2014 tenha vazado horas antes da aplicação da prova. Um estudante da cidade de Picos, no Piauí, diz ter recebido a informação de antemão.

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A denúncia foi feita pelo candidato Jomásio Barros Santos Filho nesta quarta-feira (12). Segundo ele, a suposta imagem da prova de redação, que teve o tema "Publicidade infantil em questão no Brasil" teria sido enviada a um grupo de Whatsapp às 10h47 do domingo (8). O exame começou a ser feito em todo o país às 13h.

Na tarde de domingo, após sair do local de prova, o autor da denúncia publicou no Facebook. "E agora???????? Como um exame à nível nacional pode ser totalmente seguro e confiável se o tema da proposta de redação já tinha chegado até em mim....", diz a postagem.

Em sua página na rede social, também há críticas ao Enem e ao Partido dos Trabalhadores (PT). Desde o início de novembro, há pelos menos quinze postagens contra a administração da presidente Dilma Rousseff. Em uma delas, há uma imagem da presidente cercada de várias mensagens "Fora Dilma".

Enem movimentação
Movimentação de estudantes na Faculdade Uninove, Campus Barra Funda, antes das provas do Enem (Foto: Fernando Neves/Futura Press/Folhapress)

O celular já foi apreendido pela PF para a investigação e os envolvidos no caso estão sendo ouvidos. Em nota, o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pelo Enem, afirmou que "desde o início do exame outras denúncias foram recebidas e, quando apuradas, todas se mostraram infundadas".

Ainda de acordo com o órgão, "o Inep trabalha em conjunto com a PF para dar, cada vez mais, rigor e segurança à aplicação do exame, garantindo assim a isonomia entre os participantes". A reportagem tentou entrar em contato com o autor da denúncia, mas não teve sucesso.

(Com Estadão Conteúdo)

Fonte: VEJA SÃO PAULO