Noite

Balada em São Paulo? Confira dezessete perrengues da noite

Fila, bar lotado, banheiro sem trinco... Selecionamos os momentos que só os festeiros de carterinha irão reconhecer

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

bar lotado nove york
O bar: todo mundo quer o barman (Foto: Reprodução)

São Paulo tem uma das cenas noturnas mais instigantes do mundo. Apesar da variedade de trilhas, estilos, valores e regiões, os baladeiros sempre têm uma história para contar sobre algum perrengue que passaram quando encaram uma aventura noturna. VEJA SÃO PAULO listou algumas delas (por ordem de horário em que elas acontecem):

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1) O trânsito da rua, do estacionamento com manobrista...

As baladas normalmente se concentram em poucas vias em um mesmo bairro, como nos arredores da Rua Augusta, no centro, ou na Rua Aspicuelta, na Vila Madalena. Dica: esqueça o carro e peça ao taxista para descer um pouco antes da muvuca. Assim, você evita entrar no trânsito (e nunca mais sair de lá).

fila balada
A fila: o perrengue número dois (Foto: Reprodução)

2) O grupo que fura a fila de entrada porque tem um conhecido lá na frente

A primeira fila que você vai enfrentar na noite é a de entrada na casa noturna. A situação piora quando aquela pessoa que estava bem na sua frente se multiplica em oito, com a chegada dos amigos dela.

3) O tão temido momento do rodízio

O perrengue fica maior quando está chegando a sua vez de entrar, a casa noturna lota e começa o sistema de rodízio (sai um-entra outro).

4) A necessidade de usar a chapelaria

Chapelaria: está frio lá fora, você seguiu o conselho da sua mãe e levou o casaco. Porém, a balada está um forno e a única solução se mostra deixar as camadas de roupa guardadas (e ter que pagar por isso).

5) A ausência de chapelaria

O perrengue maior é quando não há uma. E é preciso passar a noite inteira brigando com o casaco, entre tira-e-pões e amara-e-desamarra.

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O desafio dentro da casa: chegar até o bar e ser atendido (Foto: Reprodução)

6) A batalha para chegar ao bar

Lembra da fila absurda de gente para entrar na boate? Bem, todo mundo entrou e agora a turma está em volta do bar. O desafio é achar um buraco entre a multidão para também conseguir seu drinque.

7) A batalha para falar com o barman

A cena é sempre igual. De um lado, os barmen se desdobram para conseguir ouvir todos os pedidos. Do outro, os baladeiros seguram os cartões para cima esperando os olhos dos atendentes cruzarem com os deles e serem sorteados para receber a sua bebida. Isso pode levar dez segundos a... mais tempo do que se imagina.

8) A bebida que chegou quente

Acontece.

9) A impressão de que se está sempre no caminho

Na pista, as pessoas querem passar através de você e, aparentemente, a educação fica de fora da casa noturna. Palavras como “com licença”, “por favor” e “obrigado” costumam ser substituídas por empurrõezinhos, cotoveladas e pisões de pés.

banheiro balada
O banheiro da balada: fila, trinco quebrado e nunca tem papel higiênico (Foto: Reprodução)

10) O combo de perrengues no banheiro

Sempre cheio: é preciso saber lidar.

Porta sem trinco: as mulheres precisam ter uma prática de contorcionista para segurar a porta com o pé e alcançar o vaso sanitário.

Banheiro sem papel higiênico: sem mais.

Banheiro sem papel para enxugar as mãos: camisa ou calça molhada como resultado.

Banheiro com gente vomitando: muitas cabines ocupadas (e sujas).

11) As selfies incontroláveis

Então, você e seus amigos estão dançando na pista quando um grupo ao lado decide tirar uma selfie com vinte pessoas. Para isso, você precisa sair do lugar (obrigatoriamente) ou então sairá na foto. Sua vibe acaba de ser assassinada. E nem vamos começar com o assunto pau de selfie.

12) O mala da paquera

Aquela pessoa não para de puxar seu braço e pergunta seu nome e pergunta se está sozinha (o) e pergunta e pergunta. E você de olho naquela outra pessoa que está na ponta do balcão do bar quase indo embora.

Fumódromo Clash Club
Agito nos fundos do clube: o fumódromo da Clash Club, na Barra Funda (Foto: Otávio Sousa)

13) A difícil vida de fumante

A solução é se espremer no diminuto espaço que conseguiram separar para os fumantes ou decidir entre o cigarro e a bebida e ficar no "chiqueirinho" montado improvisadamente na calçada.

14) A saída atribulada

Sempre vai ter aquela pessoa na sua frente que deixa os amiguinhos passarem para pagar a conta ou, já muito alterada, discute a cobrança errada com pouca sutileza. Tem também a questão de quem perdeu a comanda, um clássico.

15) A conta com cobranças erradas

Ter de provar que não consumiu o que estão dizendo, que uma dose de uísque não são cinco cervejas. Chá de cadeira para conseguir cancelar os drinques a mais.

16) A volta para casa

É aquele momento da madrugada que a gente procura, procura e nada de taxista - e ir de carro não é a melhor opção, principalmente para quem vai beber. E quando aqueles que chamamos pelo aplicativo desistem no meio do caminho ou pegam outra pessoa? O jeito, mais econômico, é esperar o metrô abrir (ou, se tiver sorte, ter o ônibus da madrugada que te leve até a sua casa).

17) A felicidade do fim de noite

Ok, esse não é um perrengue. Mas a gente só entra nessas roubadas porque costuma valer muito a pena se jogar na noite. Você deu risada com seus amigos, dançou, bebeu até o amanhecer e deu risada de novo ao ver as fotos da festa no grupo de WhatsApp.

Fonte: VEJA SÃO PAULO