Política

Confira o perfil médio dos 1 247 candidatos à Câmara Municipal

Conheça quem está tentando a reeleição e a galeria de famosos e personagens curiosos que desejam ingressar na política

Por: Adriana Farias [Colaboraram Gabriel Bentley e Larissa Faria]

Capa 2497 Camilo Cristófatro
Camilo Cristófaro, do PSB, com parte de sua frota de VW: "Quero devolver a cidade aos carros" (Foto: Leo Martins)

Trata-se de um belo emprego. Não bastasse o salário de 15 000 reais, um vereador paulistano dispõe de verba mensal de 165 000 reais para o pagamento de funcionários e demais custos do gabinete. É também uma ocupação com relativa estabilidade. O “contrato” mínimo prevê quatro anos, e esse período pode ser prorrogado indefinidamente: há político instalado na Câmara Municipal desde os anos 80.

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Não é de estranhar, portanto, que as 55 vagas disponíveis na casa legislativa atraiam interessados dos mais variados tipos. Muitos, inclusive, mais focados na própria independência financeira do que em resolver os intrincados problemas da metrópole. Até a semana passada, havia 1 247 pessoas inscritas para o pleito do próximo dia 2, número recorde nos últimos vinte anos. Infelizmente, nesse caso, a quantidade está longe de significar qualidade.

Vereadores
(Foto: Lezio Junior)

A partir dos dados socioeconômicos disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), VEJA SÃO PAULO traçou o perfil médio dos candidatos na cidade. Um total de 51% deles não tem nível universitário. Ainda que esse número esteja bem acima da média da capital, onde 21% da população é formada em faculdade, segundo dados do IBGE, seria de esperar para um cargo tão importante uma quantidade maior de diplomados.

Algumas profissões consagradas na administração pública também são raras. Há apenas sete economistas e um sociólogo. “Com o desenvolvimento tecnológico, os temas que chegam às mãos de um vereador se tornam cada vez mais complexos”, afirma o cientista político Fernando Schüler, professor do Insper. “Ele precisa dominar assuntos como contabilidade e modelos de gestão, entre outras coisas.” Para piorar o cenário, 42% dos postulantes a vereador não passaram do ensino médio. Há até mesmo 24 que declararam só saber ler e escrever.

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De acordo com as informações do TSE, é possível fazer o seguinte retrato do candidato típico: homem, branco, casado, na faixa de 50 anos, empresário e com patrimônio de cerca de 460 000 reais. “Decidi concorrer para representar a Lapa na Câmara”, explica Armando Inglês (PDT), dono de uma academia de ginástica e natação no bairro e exemplo de todas as características listadas acima.

Esse perfil médio é bem diferente do que mostra a população paulistana. Segundo o IBGE, o tipo de morador mais recorrente na capital é mulher, solteira, na faixa de 20 a 30 anos, comerciária, com o ensino fundamental incompleto e renda mensal de 2 000 reais.

Armando Inglês
O empresário Armando Inglês (PDT): “Quero ser um representante da Lapa” (Foto: Alexandre Battibulgi)
Quadro vereadores
(Foto: Veja São Paulo)

Entre os dez candidatos mais ricos, três já ocupam um posto na Câmara: Adilson Amadeu (PTB), Wadih Mutran (PDT) e Ricardo Nunes (PMDB). A relação inclui ainda outro veterano na área, Eduardo Suplicy (PT). O primeiro colocado, no entanto, é um neófito na política.

Com patrimônio declarado de 14,7 milhões de reais, o empresário do ramo do café Diogo da Luz (Partido Novo) foi um dos idealizadores dos cartazes contra a Lei de Zoneamento espalhados no ano passado por ruas dos Jardins. “Batalhei para juntar uma poupança, criei meus filhos e agora quero me dedicar à cidade”, diz.

Diogo da Luz
O empresário Diogo da Luz (Novo): o maior patrimônio registrado, 14,7 milhões de reais (Foto: Leo Martins)
Quadro vereadores
(Foto: Veja São Paulo)

Na outra ponta, há um contingente de 505 candidatos que dizem não possuir nenhum bem ou que revelaram quantias irrisórias, como Bia Taxista (PP), que sustenta ter juntado apenas 1 centavo ao longo de seus 31 anos de vida. “Na verdade, não tenho nada. Usei esse valor para cadastrar um táxi do qual sou a segunda motorista”, explica ela, cuja bandeira será lutar por um sistema de transporte que una taxistas e Uber.

Bia Taxista
Bia Taxista (PP): apenas 1 centavo em sua lista de bens (Foto: Alexandre Battibugli)
Quadro vereadores
(Foto: Veja São Paulo)

Há aqueles que incluíram itens peculiares entre seus bens. A empresária Tarsila do Amaral (PSD), por exemplo, sobrinha-neta da pintora homônima, tem um quadro da artista plástica avaliado em 270 000 reais. Mas o campeão dessa lista insólita é o advogado Camilo Cristófaro (PSB), dono de 24 Fuscas guardados em uma garagem na Vila Mariana.

“Comecei a coleção em 1996, e meu xodó é um raro modelo inglês, verde, de 1953”, afirma ele, sobrinho do famoso piloto conhecido como “o Lobo do Canindé”, que morreu na década de 90. Sua plataforma na disputa pela Câmara é polêmica: a desativação parcial das ciclovias da capital entre segunda-feira e sábado. “São Paulo é a cidade dos carros. Bicicleta só serve para o fim de semana”, decreta. 

Camilo Cristófaro
O advogado Camilo Cristófaro (PSB): coleção de “besouros” (Foto: Leo Martins)
Quadro vereadores
(Foto: Veja São Paulo)

Como se repete a cada eleição, há a “bancada” dos famosos. Um deles é o ex-goleiro Waldir Peres (PRP), dono da camisa 1 no célebre esquadrão canarinho da Copa de 1982. “Quero fazer algo para o povo e decidi tirar as crianças das ruas por meio do esporte.” O ex-cantor da Jovem Guarda Ed Carlos (PRP) é outro com um objetivo ligado a sua trajetória pessoal. “Há mais de vinte anos sofro de uma doença degenerativa, a ataxia, e quero ajudar pessoas com esse mal”, conta ele, que tem dificuldade na fala.

Ed Carlos
O músico Ed Carlos: a doença degenerativa motivou a candidatura (Foto: Rodrigo Capote/Folhapress)
Quadro vereadores
(Foto: Veja São Paulo)

Existem ainda candidatos com discurso associado às mais variadas faixas etárias. “Quero colocar bondes no lugar das ciclovias”, diz o aposentado Mr. Morgan (PV), de 88 anos, o mais velho da lista. “Precisamos de renovação na política”, devolve a estudante de sociologia Carol Protesto (PT), a mais nova, com 19 anos. 

É possível pinçar algumas exceções no caleidoscópio de santinhos espalhados pelas ruas. A advogada criminal e ambiental Luiza Nagib Eluf (PSD), por exemplo, foi procuradora de Justiça do Ministério Público Estadual de São Paulo de 1983 a 2012 e participou da elaboração da Lei do Feminicídio (2015), que criou agravantes para crimes de homicídio caso o motivo envolva questões de gênero, como violência doméstica. “Eu vejo tanta incompetência e inaptidão no gerenciamento público que decidi me candidatar”, diz.

Já o cientista político e produtor cultural Marcio Black (Rede) é ligado a movimentos negros e trabalhou na organização do Carnaval de Rua e da Virada Cultural. “Atuo há catorze anos com a ocupação cultural de espaços públicos e quero fortalecer isso dentro da política”, afirma.

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O baixo nível dos candidatos não é um problema exclusivo daqui. “No mundo inteiro, os partidos se transformaram em entidades oligárquicas distantes das pessoas comuns, o que causou decepção generalizada”, entende o cientista político Sérgio Abranches. “O planeta tornou-se digital e o sistema político continuou analógico.” No Brasil, a situação é ainda mais aguda em função da salada de legendas apresentada ao eleitor.

Só na atual campanha municipal, 39 disputam atenção nas urnas. “É impossível distinguir diferença entre as ideologias. O cidadão acaba votando em quem defende uma proposta que lhe interessa de forma particular”, explica a professora Maria do Socorro Braga, doutora em ciência política pela USP.

Como esses problemas não têm solução em curto prazo, resta ao paulistano analisar com paciência e cuidado a miríade de nomes em busca daqueles com propostas mais sérias para a importante missão que os aguarda na Câmara Municipal.

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  • Italianos

    Attimo

    Rua Diogo Jácome, 341, Vila Nova Conceição

    Tel: (11) 5054 9999

    VejaSP
    14 avaliações

    Ao contratar o chef Paulo Kotzent em julho, o restaurateur Marcelo Fernandes reafirma a disposição em oferecer um cardápio italiano cada vez mais clássico já que o novo cozinheiro tem passagens como titular do Piselli, do Santovino e da Bráz Trattoria. Petisco de origem romana, o suppli al telefono (bolinho de arroz recheado de mussarela; R$ 26,00) vai à mesa em porção com quatro unidades. Uma das massas frescas revisadas pelo cozinheiro é o ravióli de pera e ricota ao molho de gorgonzola doce e redução de vitela (R$ 60,00). Com a cremosidade ideal, o espaguete à carbonara (R$ 74,00) leva queijo grana padano, ovo, pancetta e pimenta-do-reino. Variação de uma receita da Toscana, a paleta de cordeiro recebe a parceria de lentilhas (R$ 84,00). Cozida em espumante asti, a pera vem com creme de caramelo e calda de frutas vermelhas (R$ 25,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Latinos

    Osaka - Rua Amauri

    Rua Amauri, 234, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3073 0234

    VejaSP
    4 avaliações

    Descende de uma rede originária de Lima e é o melhor representante da culinária peruana na cidade. Com cozinha do chef Carlos Alata, segue o estilo nikkei que funde o Peru ao Japão. Tanto que o ceviche é reinterpretado até num sushi, o enrolado de camarão e abacate ao caldo de leite de tigre (R$ 32,00). Uma das receitas mais interessantes atende pelo nome de paiche kabayaki (R$ 32,00) e é o pirarucu amazônico marinado em missô e conftado na manteiga de coco. O tradicional suspiro limeño (R$ 18,00), perfumado com capim‑ ‑santo, vem com uma granita de chicha morada, suco extraído do milho‑roxo.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Carnes

    Dinho's

    Alameda Santos, 45, Paraíso

    Tel: (11) 3016 5333

    VejaSP
    8 avaliações

    Depois de uma paradinha no bar, onde se pode apreciar uma caipirinha de cachaça (R$ 22,50), ocupe uma das mesas do amplo salão que se divide em vários ambientes. No cardápio, encontra-se uma seleção de carnes de primeira qualidade. O king beef (R$ 237,00, 700 gramas) compõe-se de duas tenras fatias de novilho na companhia de arroz biro-biro e batata suflê que poderia ser um pouco mais sequinha. Antes, passe pelo bufê de saladas, incluído no preço. Há um caprichado mix de cogumelos, palmito e berinjela salteada, além de dispensáveis sushis de salmão.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Drinques

    Frank

    Alameda Campinas, 150, Bela Vista

    Tel: (11) 3145 8000

    VejaSP
    2 avaliações

    Para chegar à excelência do que mata a sede — etílica — da clientela, o barman Spencer Amereno Jr. trabalha como se fosse um chef de cozinha. Seleciona os melhores produtos e pensa com carinho na apresentação das criações e releituras de clássicos. À sua disposição, ele tem a estrutura da cozinha do Hotel Maksoud Plaza, onde fica o bar. Uma bartender-cozinheira o assiste no preparo de infusões, sucos e tinturas enquanto outro auxiliar o ajuda a esculpir o gelo, peça fundamental na coquetelaria. O resultado é encontrado no copo em delícias como o the crusher (R$ 33,00, o preço de todos os drinques), que junta brandye rum envelhecidos, vermute tinto e pimenta-da-jamaica. E esse é só um dos muitos componentes do banquete que se tem por lá. Líquido, no caso.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

     

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  • Drinques

    Barê

    Alameda Lorena, 1892, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3564 2016

    VejaSP
    3 avaliações

    Boa parte do público, na faixa dos 30 e poucos anos, vai ao endereço em busca de agito. No salão da frente, fica o sofá com mesinhas bem próximas umas das outras. A parte de trás tem clima mais intimista e é adorada pelos casais. Depois de um curto período fora, o bartender Rafael Pizanti retornou ao endereço com status de sócio. Incluiu ótimos drinques, como o tranquilim (vodca, Cointreau, pitanga, limão e hortelã; R$ 30,00). Da cozinha comandada por Rodrigo Einsfeld, participante do programa Master Chef Profissionais, escolha o delicado ceviche com tucupi acompanhado de chips de batata-doce (R$ 34,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • No próximo fim de semana, a atriz e cantora Maisa Silva, musa pop mirim dona de um canal na internet com quase 2 milhões de inscritos, apresenta Maisa no Ar. A jovem interpreta canções do seu mais recente disco, Eu Cresci, como o sucesso-chiclete Nhenhenhem e a faixa que dá nome ao CD. Mas o evento não é apenas um show. No enredo do musical, Maisa conta com a ajuda de Galileu (Fabio Neppo) para realizar o sonho de cantar em uma rádio, mas Priscila Helena (Monique Hortonali), a vilã, promete acabar com seus planos. Dias 1º e 2/10/2016.
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  • Por mais de trinta anos, as atrizes fingiram esquecer da personagem Joana, provavelmente em respeito ao desempenho de Bibi Ferreira. O musical Gota d’Água, escrito por Chico Buarque e Paulo Pontes em 1975, só voltou à cena na segunda metade da década passada, com Georgette Fadel e Izabella Bicalho em peças distintas. Adaptada e dirigida por Rafael Gomes sob o título de Gota d’Água [A Seco], a atual versão mostra que a trama — inspirada no mito de Medeia — resiste ao tempo. Além disso, a presença da atriz e cantora Laila Garin reafirma o impacto da tragédia, equilibrando a vingança amorosa e os contornos sociais. Com dois filhos, Joana foi abandonada pelo marido mais moço, o sambista Jasão (representado por Alejandro Claveaux, convincente ator e regular cantor), que vai se casar com a filha do empresário Creonte. Reduzida aos dois personagens principais, a encenação traz na trilha, além de Basta um Dia, Bem-Querer e o tema-título, canções que não integraram o original, como Cálice, Pedaço de Mim e Mulheres de Atenas. Na pele de Joana, Laila caminha entre a amargura e a opressão e dá um show nas canções executadas por cinco instrumentistas sob a direção musical de Pedro Luís. Estreou em 9/9/2006. Até 13/11/2016.
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  • Comédia

    Selfie
    VejaSP
    1 avaliação
    Escrita por Daniela Ocampo, a comédia Selfie é um exemplo de espetáculo moldado para se comunicar com o público sem ser oportunista nem raso. Ancorada em um tema contemporâneo — o vício em tecnologia e a exposição nas redes sociais —, a montagem dirigida por Marcos Caruso é um digestivo que também propõe uma reflexão sobre os exageros nossos de cada dia. O carisma de Mateus Solano, na pele de Cláudio, garante a simpatia da plateia. Ele é um profissional de informática que perde o conteúdo armazenado no celular e, assim, a memória pessoal e afetiva. Bem mais desafiado, Miguel Thiré divide-se entre os onze demais papéis — homens e mulheres de diferentes idades e um menino — e, se não se sai bem em todos, pelo menos encara o teste, inclusive corporal, com disposição. Estreou em 2/9/2016. Até 18/12/2016.
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  • Quase quarenta anos depois da última apresentação por aqui, a Orquestra Filarmônica de Hamburgo retorna à capital pela Cultura Artística. Criado em 1828, o grupo figura entre os mais importantes do mundo. Em quase 200 anos, nomes como Mahler, Prokofiev e Stravinsky passaram pela regência e Brahms, pela direção artística. Seus 125 artistas exibem composições em sua maioria de autores alemães. Sob a regência do maestro Kent Nagano, no primeiro dia executam Strauss e Brahms com o violoncelista francês Gautier Capuçon; na segunda data, têm vez peças de Wagner e Bruckner com a japonesa mezzo-soprano Mihoko Fujimura como destaque. Dias 26 e 27/9/2016.
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  • imagine encontrar as obras mais marcantes dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira reunidas em um só local. Esse é o resumo literal da exposição Os Muitos e o Um, formada por 300 peças espalhadas por todos os ambientes do instituto tomie ohtake. A mostra resulta do bom gosto do dono da coleção, José olympio pereira (presidente do banco Credit suisse no Brasil), aliado ao olhar do curador americano Robert storr, que trabalhou ao lado do paulistano paulo Miyada. A parte mais impressionante está no 1° andar, no qual a primeira sala recebe instalações de grandes dimensões assinadas por Waltercio Caldas e tunga, além de fotografias de Anna Maria Maiolino, e a segunda conta com a bela Azulejaria com Incisura Vertical, de Adriana Varejão, que mostra feridas vermelhas entre azulejos portugueses, numa referência às marcas deixadas pela colonização aqui. De 3/9/2016. Até 23/10/2016.
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  • No ano em que Hollywood recriou o épico bíblico Ben-Hur como uma fita de ação para as novas gerações, nada mais natural que uma versão 2.0 de Sete Homens e Um Destino. Sinal dos tempos: o faroeste americano de 1960 — inspirado no clássico japonês Os Sete Samurais (1954), de Akira Kurosawa — é repaginado como um blockbuster casca-grossa, barulhento e politicamente correto, em sintonia com os “textões” sobre diversidade tão populares nas redes sociais. Multicultural, a gangue de foras da lei liderada pelo atirador sam Chisolm (Denzel Washington) enfrenta a tirania de um explorador de terras (um afetado e impagável Peter Sarsgaard). Não há sutilezas no conto moral narrado pelo diretor Antoine Fuqua, de fitas violentas e sem firulas como Dia de Treinamento e O Protetor. Desta vez, o cineasta pega leve tanto na carga de ambição quanto na de brutalidade, engatilhada em um clímax explosivo. Até lá, ele apresenta os justiceiros da cidade de Rose Creek, convocados para ajudar cidadãos expulsos do próprio lar. São ora caricaturais, como o índio Red Harvest (Martin Sensmeier), ora enigmáticos, caso do veterano Goodnight Robicheaux (Ethan Hawke). Entre um e outro extremo, é Chris Pratt, como o truqueiro Josh Faraday, quem se movimenta com mais gingado no tiroteio. Astro da vez, atua como se mandasse um recado ao espectador mais sisudo: isto é apenas entretenimento. E dos eficientes. Estreou em 22/9/2016.
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  • A loteria do amor

    Atualizado em: 23.Set.2016

Fonte: VEJA SÃO PAULO