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Pedestres são quase metade das vítimas no trânsito

Calçadas esburacadas, falta de faixas e semáforos, escuridão e outros desafios enfrentados diariamente por quem anda a pé na cidade

Por: Adriana Farias e Bárbara Öberg - Atualizado em

Avenida Liberdade - projeto piloto - CET - faixa verde para pedestre
O novo corredor na Avenida Liberdade: o projeto piloto pode ser estendido a outras vias (Foto: Fernando Moraes)

No caótico trânsito paulistano, não há nada mais arriscado do que andar a pé. Desde 1979, quando a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) compilou as primeiras estatísticas sobre acidentes, os pedestres são os campeões entre os mortos. Foram 555 atropelamentos no ano passado, quase metade das 1 249 mortes nas ruas.

Esse número é superior ao de motociclistas (440), mais que o dobro do de ocupantes de automóveis (207) e doze vezes o de ciclistas (47) mortos. Há uma ocorrência a cada dezesseis horas, o que garante a São Paulo o título de metrópole mais violenta do país nesse aspecto. Por aqui, ocorrem quase dois atropelamentos fatais a cada 24 horas. Em outras capitais, como Salvador, a média é de um acidente do tipo a cada quatro dias.

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Entre as vias daqui com ficha corrida mais extensa estão as marginais Tietê e Pinheiros, com quinze e dez casos no ano passado, respectivamente, e as estradas de Itapecerica e M’Boi Mirim, ambas na Zona Sul, com sete e seis. Mas pode-se dizer que a liderança no ranking de brutalidade é da Avenida Marechal Tito, em São Miguel Paulista, na Zona Leste. É lá que há a maior proporção entre o número de pedestres mortos e o total de vítimas.

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Esse cenário, historicamente desastroso, piorou recentemente. Após alguns anos de queda nos índices de mortalidade, houve crescimento de 8% entre 2013 e 2014. A situação torna-se mais dramática porque a caminhada é a forma básica de locomoção na cidade, responsável por um terço dos 44 milhões de viagens realizadas por ano. “Há algumas iniciativas interessantes, mas ainda não tratamos as pessoas com o mínimo de respeito”, afirma o professor Creso de Franco Peixoto, especialista em transporte do Centro Universitário FEI.

PSD 2449 PEDESTRE 3 CTI - Cópia
(Foto: Fernando Moraes e Equipe de Arte Veja São Paulo)

Para ajudar a entender os motivos que levam a esse quadro absurdo, VEJA SÃO PAULO foi às ruas identificar as armadilhas mais comuns na rota de quem se locomove a pé. Há um pouco de tudo nessa encrenca, a começar por obviedades como ausência de faixas e semáforos, iluminação deficiente e crateras nas calçadas. Somente a respeito desse último problema, a prefeitura recebeu cerca de 14 000 reclamações em 2014. As regiões campeãs de queixa são Bela Vista (232), centro (225) e Vila Mariana (193), segundo dados obtidos pela Associação pela Mobilidade a Pé.

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“Espaço, mobiliário e sinalização são quase inexistentes para quem caminha”, diz a coordenadora da entidade, Letícia Sabino. A administração municipal iniciou neste ano um programa para reduzir a velocidade nas principais avenidas. Em cerca de 100 vias, o limite baixou para 50 quilômetros por hora. A medida trouxe reflexos positivos: o número de atropelamentos caiu 16% no primeiro semestre em comparação ao mesmo período de 2014.

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Outra iniciativa recente envolveu a implantação de um corredor exclusivo para pedestres na Avenida Liberdade, no mês passado. Pintado de verde e instalado em paralelo com a calçada, tem 750 metros de extensão e 1,5 metro de largura. Não tem prazo para ser ampliado, mas outra forte candidata a recebê-lo é a Rua Domingos de Morais, na Vila Mariana.

Em maio, a gestão Fernando Haddad também anunciou a intenção de reformar 526 quilômetros de passeios, 1,5% do total do município. O investimento será de 40 milhões de reais e 85% das intervenções ocorrerão em frente a logradouros particulares, onde a responsabilidade seria do dono do imóvel. Se o pacote realmente sair do papel, pode nos ajudar a caminhar na metrópole com um pouco mais de tranquilidade.

Buraqueira

Quem caminha pela capital sabe que as calçadas são como o front da I Guerra Mundial, pontilhado de trincheiras. Há inclusive crateras “quase” tão antigas quanto o conflito do século passado. Na esquina das ruas da Glória e Barão de Iguape, na Liberdade, uma delas atormenta as pessoas há seis anos.

“É só chover que ela reaparece”, diz o comerciante Domingos dos Santos. A Subprefeitura da Sé diz que o local será incluído na Operação Tapa-Buraco. Estima-se que a reforma de 3 500 quilômetros de passeios na cidade, ou 10% do total, resolveria os problemas de mobilidade de 80% dos paulistanos e custaria 612 milhões de reais, segundo valores de mercado.

“O custo social e médico para cuidar dos acidentados é de cerca de 1 bilhão de reais por ano”, diz o consultor de trânsito Philip Gold. De cada cinco quedas atendidas no Hospital das Clínicas, uma ocorreu em calçadas. “As entorses de tornozelo são as mais comuns”, conta o ortopedista Leandro Ejnisman.

Em 2006, após cair próximo à Estação Praça da Árvore do metrô, na Zona Sul, o publicitário Eric Cunha teve de instalar uma placa de titânio e sete pinos na perna. “Processamos a prefeitura e o caso continua na Justiça”, afirma a advogada Renata Pastorino.

buraco - pedestres - atropelamento - rua da Glória - rua Barão de Iguape - Liberdade
Buraco na esquina das ruas da Glória e Barão de Iguape, na Liberdade, persiste há seis anos (Foto: Fernando Moraes)

Passeio estreito

Circular a pé pela Rua Natingui, na Vila Madalena, significa obrigatoriamente caminhar no meio da rua e dividir espaço com carros e motos. Além de a calçada ter largura irregular, bem menor que o 1,20 metro previsto na lei, o trecho é interrompido por postes e árvores. Em 2011, o administrador Vitor Gurman morreu atropelado ao andar no local.

Na Rua Romilda Margarida Gabriel, no Itaim, onde a situação é semelhante, os automóveis estacionam colados ao meio-fio e seus retrovisores prejudicam a circulação. A Subprefeitura de Pinheiros afirma que vai medir as vias e estudar um plano para readequação.

A nova Lei de Zoneamento, que será votada em novembro na Câmara Municipal, prevê que a largura mínima dos passeios passe para 2,5 metros em áreas residenciais, e para 5 metros em áreas comerciais.

rua Natingui - atropelamento - pedestre
Rua Natingui possui ruas estreitas para os pedestres (Foto: Fernando Moraes)

Calçada compartilhada

Desde o ano passado, quando a prefeitura lançou o projeto SP 400 quilômetros com a proposta de aumentar a malha cicloviária da cidade, várias fotos de irregularidades pipocaram na internet. Apareceram imagens de árvores no meio da via, cruzamentos confusos, pinturas desastrosas. A maioria, no entanto, apresentava o desrespeito da nova faixa com o espaço destinado ao pedestre.

avenida escola politécnica - pedestre - calçada compartilhada
Faixa para ciclistas na Avenida Escola Politécnica toma toda a calçada (Foto: Fernando Moraes)

Muitos pontos foram corrigidos, mas a faixa instalada na Avenida Escola Politécnica, no Butantã, uma das mais divulgadas na época, continua com o mesmo cenário. Lá, a tinta vermelha tomou conta da calçada. Segundo a CET, o passeio dali foi alargado, o que teoricamente permitiria o compartilhamento entre ciclistas e pedestres. Mas quem caminha no local sabe que só há duas opções: andar espremido contra o muro ou arriscar-se no meio-fio, junto aos carros.

politecnica - pedestre - faixa
(Foto: Fernando Moraes)

Cadê a faixa?

Cena comum na cidade, a travessia fora da faixa de pedestres é um dos principais fatores que contribuem para a ocorrência de atropelamentos. Isso se repete a cada minuto em locais como a bifurcação da Rua Baltazar Carrasco com a Rua Cardeal Arcoverde, em Pinheiros, onde as pessoas correm em meio aos carros para alcançar o ponto de ônibus. Não há pintura visível no asfalto em todo o quarteirão.

Questionada sobre o problema, a CET afirma que fará uma vistoria no local. No ano passado, o órgão revitalizou ou criou 3 190 faixas em mais de quarenta bairros, elevando o número de sinalizações do tipo na cidade para 11 000.

A dor de cabeça relacionada ao tema é tamanha que a arquiteta Renata Rabello desenvolveu um site para reunir reclamações. No Desenhe Sua Faixa, o usuário pode informar as irregularidades que encontra. Desde que foi lançada, em 2014, a plataforma já acumulou mais de 500 queixas. “As principais ocorrências estão na área central”, afirma Renata.

Cardeal Arco Verde - faixa de pedestre - atropelamento
Rua Baltazar Carrasco com a Cardeal Arcoverde: sem faixa, pedestres atravessam em meio aos carros para alcançar ponto de ônibus (Foto: Fernando Moraes)

No escuro

No momento em que o sol se põe, sai das sombras outrogrande inimigo do pedestre paulistano: a escuridão. O pontode referência nesse caso é a Rua Alvarenga, vizinha daCidade Universitária, no Butantã. Por ali, é preciso contar coma ajuda de faróis dos carros para iluminar o caminho.

Segundo o Departamento de Iluminação Pública (Ilume), o endereçoteve parte de suas luzes substituída em agosto, após umareclamação à prefeitura. A situação continua crítica, no entanto.

Em abril, a prefeitura publicou o edital do projeto de uma parceria público-privada para a renovação do sistema de iluminação da cidade, propondo a troca de 620 000 lâmpadas de vapor de sódio por lâmpadas de LED, além da criação de 76 000 pontos de luz em até cinco anos. Com custo de 7,3 bilhões de reais, o plano foi suspenso no mês de junho pelo Tribunal de Contas do Município devido a irregularidades.

rua alvarenga - pedestres - USP - trânsito - atropelamento - escuridão
Escuridão em trecho da Rua Alvarenga, vizinha da Cidade Universitária, no Butantã (Foto: Fernando Moraes)

Correria no cruzamento

A implantação da travessia na diagonal do cruzamento da Rua da Consolação com a Rua Maria Antônia, no centro, em março, prometia agilidade e segurança a aproximadamente 2 200 pessoas que passam por hora no local. Mas o resultado foi bem diverso e é comum observar gente sendo obrigada a correr para chegar ao outro lado.

“Não dá tempo de cruzar a rua com tranquilidade, pois o sinal abre para os carros em segundos”, afirma Marcos de Sousa, da ONG Mobilize Brasil. Situação semelhante ocorre na Avenida Rangel Pestana, próximo à Praça da Sé. “Ali o problema é ainda pior porque o período de espera até a abertura do semáforo para o pedestre é grande e muita gente fica no local”, diz Souza. “Com o tumulto, bate o desespero.”

faixa transversal - rua Maria Antônia rua Consolação - sinal que fecha rápido - pedestres
Travessia na diagonal na Rua da Consolação com a Rua Maria Antônia: pedestres atravessam correndo, pois sinal fecha rápido (Foto: Fernando Moraes)

Sem sinal

Em uma avaliação realizada em 2014 pela ONG Mobilize Brasil, nossa sinalização para pedestres recebeu nota 3,7, de um total de 10. A cidade ficou em sétimo lugar entre catorze capitais, atrás de Rio de Janeiro (4,6) e outras. Foram considerados itens como placas, pinturas no solo, semáforos e indicações para deficientes.

Entre os pontos analisados está a esquina da Rua Teodoro Sampaio com a Rua Henrique Schaumann, onde não há sinal para quem está a pé. “Cerca de 90% das sinalizações instaladas na capital são destinadas a carros”, diz Eduardo Dias, coordenador da campanha Sinalize.

Dos 6 294 cruzamentos semaforizados de São Paulo, 4 537 foram reformados na atual gestão. A prefeitura pretende investir 550 milhões de reais em um projeto de revitalização, que incluirá a criação da Central Integrada de Mobilidade Urbana, ainda sem data para ser implantada.

Teodoro Sampaio - Henrique Schaumann - pedestres - atropelamento
Trecho na Rua Teodoro Sampaio com a Henrique Schaumann não há sinalização para pedestres (Foto: Fernando Moraes)

Mar de lixo

As pilhas de sacos de detritos podem parecer inofensivas nos bairros em que o caminhão de coleta passa rotineiramente. Mas na esquina da Rua Barra do Tibagi com a Rua Newton Prado, no Bom Retiro, o descarte ilegal de resíduos toma conta das calçadas de forma permanente.

Esse é um dos 3 345 pontos clandestinos de despejo de entulho e lixo na capital. Além de tornarem a caminhada mais insalubre pelo cheiro e pela poluição visual, os montes bloqueiam o trânsito de pedestres, que muitas vezes são obrigados a circular pelo meio da rua.

Segundo a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), a coleta domiciliar do local está regular e ocorre toda noite. Em 2014, o órgão aplicou cerca de 700 multas por irregularidades, com valores que atingiram até 15 000 reais.

rua Barra do Tibagi - rua Newton Prado - Bom Retiro - lixo - pedestre
Lixo acumulado na travessia da Rua Barra do Tibagi com a Rua Newton Prado, no Bom Retiro (Foto: Fernando Moraes)

A TRAVESSIA MAIS PERIGOSA DA CAPITAL

A Avenida Marechal Tito, em São Miguel Paulista, na Zona Leste, detém um título sinistro. Trata-se do local mais letal para pedestres na capital, em relação ao número total de mortos no trânsito. Segundo a CET, em 2014 ocorreram onze mortes por atropelamento na via de 7,6 quilômetros, ou 73% dos óbitos por acidente de trânsito registrados ali. O índice médio da cidade é de 30% a 50%.

Na esquina com a Rua Valdomiro Gonzaga Silva, a pavimentação está destruída e não há sinalização. “Aqui foi sempre assim”, reclama a dona de casa Verônica Jesus, moradora do lugar há treze anos. “Para atravessar, só correndo, porque vem carro de um lado e ônibus do outro”, conta a vendedora Cristielaine Lucarelli, que diz socorrer acidentados toda semana.

A prefeitura afirma que vem realizando intervenções de recuperação asfáltica e fará vistoria para a implantação de faixas de pedestres. No mês passado, parte da avenida teve a velocidade máxima reduzida de 50 para 40 quilômetros por hora.

Avenida Marechal Tito - atropelamento -
Avenida Marechal Tito, em São Miguel Paulista: 15 mortes registradas em acidentes de trânsito em 2014, 73% ocorreram por atropelamento e 7,6 km é a extensão total da avenida (Foto: Fernando Moraes)

O LADO MAIS FRACO

Alguns casos de pedestres que morreram recentemente na capital

Embriaguez ao volante

Dois funcionários terceirizados da CET foram atropelados no último dia 18, na Zona Norte. A motorista, a assistente jurídica Juliana Cristina da Silva, dirigia alcoolizada e foi presa em flagrante. Dois dias depois, pagou uma fiança e acabou sendo liberada.

No Minhocão

Em agosto, Florisvaldo Carvalho da Rocha, de 78 anos, morreu ao ser derrubado por uma bicicleta na Avenida General Olímpio da Silveira, próximo à ciclovia do Minhocão. O ciclista foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e aguarda o processo em liberdade.

Área estreita

A aposentada Cícera Teles do Nascimento, de 72 anos, morreu ao ser atingida por um carro em uma calçada estreita da Avenida Marechal Tito, em São Miguel Paulista, em agosto. A polícia investiga se o condutor do veículo sofreu mal súbito no momento do acidente.

Álvaro Teno - corredor - pedestres - USP - trânsito - atropelamento
Detalhes do carro que atropelou e matou o corredor Álvaro Teno, de 67 anos, na Cidade Universitária, em agosto do ano passado (Foto: Giba Bergamim Jr./Folhapress)

Treino na USP

O corredor Álvaro Teno, de 67 anos, foi atingido por um carro enquanto treinava na Cidade Universitária, em agosto de 2014 (foto). Outras cinco pessoas ficaram feridas no episódio. O motorista, que estava embriagado, foi preso em flagrante, mas neste mês obteve um habeas-corpus.

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  • Pizzarias

    Bráz - Perdizes

    Rua Piracuama, 155, Perdizes

    Tel: (11) 2366 9894 ou (11) 2366 9895

    VejaSP
    Sem avaliação

    Com cinco unidades na cidade, tornou-se uma das pizzarias favoritas dos paulistanos. Contam pontos para isso os ambientes de carona vintage, o atendimento cordial e a seleção de boas coberturas para a massa média e de bordas largas. Somam-se à versões clássicas, como a margherita (R$ 64,00), bem-vindas novidades. É o caso da imigrante, com embutido artesanal soppressata, tomate e mussarela de búfala (R$ 78,00). Antes, a berinjela gratinada (R$ 29,00), uma espécie de lasanha do vegetal com abobrinha e tomate, continua a pedida para começar a refeição. Se quiser provar o tiramisu (R$ 21,00), que costuma acabar cedo, peça para reservar. Mas, se o doce faltar, a panacota (R$ 18,50) proporcionará a mesma felicidade em açúcar.

    Preços checados em 4 de novembro de 2015.

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  • Bar-restaurante

    Taberna 474

    Rua Maria Carolina, 474, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3062 7098

    VejaSP
    6 avaliações

    O bar-irmão da rede Adega Santiago também aposta em atmosfera descontraída e menu elaborado. O polvo à tasquinha (R$ 93,00) é fatiado e guarnecido de cebola e batata. Mostra-se tentadora a costela bovina com discos de mandioca frita, farofinha e folhas de agrião (R$ 64,00). Vá de espresso europeu (brandyde jerez, licor de café, expresso, Fernet-Brancae especiarias; R$ 30,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bares variados

    BTNK

    Rua Visconde de Parnaíba, 1253, Mooca

    Sem avaliação

    O BTNK tem uma localização pra lá de inusitada: ocupa um antigo vagão de trem desativado no mesmo complexo do Museu da Imigração, na Mooca. Cervejas long neck (Heineken, R$ 12,00), além de drinques clássicos como o bloody mary (R$ 29,00), molham a garganta da clientela. Na parte de fora, DJs e uma banda transformam o programa em baladinha.

    Preços checados em 20 de maio de 2016.

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  • Bares variados

    Jack Daniel's Saloon

    Avenida Brigadeiro Faria Lima, 724, Pinheiros

    Sem avaliação

    Antiga casa de shows de Pinheiros, o Aero-Anta vai reabrir em dezembro como Z Saloon, nas mãos do empresário Facundo Guerra. Enquanto isso não ocorre, o espaço é ocupado pelo Jack Daniel’s Saloon, bar temporário da marca de uísque. Até 22 de novembro, o palco recebe apresentações musicais de quinta a domingo. A entrada é gratuita, mas é preciso colocar o nome nas concorridíssimas listas disponíveis no Facebook da casa.

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  • Empórios ou mercados gourmet

    Varanda Gourmet

    Rua General Mena Barreto, 794, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3050 4595

    VejaSP
    Sem avaliação

    Foi aberto no fim de 2012 como uma espécie de showroom da distribuidora Intermezzo, de Sylvio Lazzarini, que se consolidou abastecendo restaurantes. O açougue fica em frente à churrascaria Varanda, também do empresário. No salão, os refrigeradores exibem o porterhouse de black angus (similar ao t-bone; R$ 124,90 o quilo) e uma variedade de picanhas: entre as quais, a clássica (R$ 87,40 o quilo) e a uruguaia (R$ 91,70). Mesas na área externa acomodam quem está a fim de comer um sanduíche. São nove opções, entre elas o hambúrguer com mussarela, rúcula, pancetta, barbecue de goiabada e redução de balsâmico (R$ 27,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Com uma proposta diferente da que rendeu sucesso à montagem A Rainha Procura, baseada em jogos de improviso, a Cia. do Quintal volta aos palcos com um enredo fantasioso e completamente sem falas. O Maestrino conta a história de um palhaço (Igor Canova) que adormece depois de um dia infeliz. A partir daí, a direção de Cesar Gouvêa conduz a história para uma série de esquetes nos quais três atores mascarados (Beto Souza, Dênis Goyos e Elisa Rossin) se revezam nas mais improváveis situações. Em uma delas, os músicos de uma miniorquestra se desentendem na hora de decidir quem fcará com as partituras. Uma jogadora de tênis que só pensa em se exibir para o público durante a partida também rende boas risadas. Se por um lado o roteiro de tramas curtas deixa a peça mais leve e dinâmica, por outro fca difícil sacar aonde a história vai chegar. O espetáculo não permite aos pequenos compreender tudo, mas tem a grande qualidade de deixar a caracterização física dos doze personagens bem marcada. Mesmo sem mostrarem o rosto, todos fcam expressivos e cativantes. A trilha sonora e o jogo de luzes completam a diversão no picadeiro comandado por esse palhaço de poucas risadas. Estreou em 4/10/2015. Até 20/12/2015.
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  • Para quem gostou da exposição de Ron Mueck na Pinacoteca, vale ficar de olho em Com-Ciência, uma mostra dedicada à australiana Patricia Piccinini que ocupará o CCBB a partir de 12 de outubro. Estudiosa da engenharia genética e da biotecnologia, Piccinini cria esculturas gigantes de criaturas bizarras e seres humanos usando fibra de vidro e silicone. Trata-se de sua primeira exposição individual no país. Entre as obras que serão exibidas estão Big Mother, um bicho enorme que se assemelha a uma macaca e amamenta um bebê, The Conforter, uma menina coberta de pelos, e The Observer, um curioso menino que observa o mundo do alto de uma pilha inclinada de cadeiras. Apesar de desenvolver seres grotescos, numa técnica que mistura hiper-realismo (aos moldes do conterrâneo Mueck) e surrealismo, a artista preocupa-se em passar uma doçura no olhar de suas esculturas. Ela não quer que o público se assuste com elas, mas fiquem curiosos. Piccinini nasceu em Serra Leoa, em 1965, e vive na Austrália desde os 7 anos, onde mantém um estúdio em Melbourne. A curadoria é de Marcello Dantas. De 12/10/2015 a 4/1/2016.
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  • Escrita por Hugo Possolo, a peça Até que Deus É um Ventilador de Teto é vendida sob o carimbo de comédia dramática. Mais exato seria defini-la como um pungente drama contemporâneo sobre um homem angustiado e impotente diante da realidade. As poucas risadas que o público dá resultam da tensão que envolve um jornalista (muito bem representado pelo autor) em crise pessoal e profissional. Os problemas não são poucos. O trabalho ficou medíocre, o casamento perdeu o encanto e o filho, um tanto indiferente, está prestes a voltar de uma temporada fora do país. Para completar, o protagonista vive atormentado pela insegurança nas ruas. Diariamente, ele avista em um semáforo um mendigo de olhos claros (papel de Raul Barretto), que, em sua fantasia, poderia ser Jesus Cristo disfarçado na terra. A aproximação entre os dois personagens faz a história tomar um novo caminho, que surpreende o espectador e aumenta ainda mais o caráter melancólico da reflexão proposta. A direção de Pedro Granato é uma embalagem inteligente para o texto e tem como principal acerto limpar qualquer traço cômico de Possolo, tão marcado pelas montagens de palhaços do grupo Parlapatões. Na sequência do monólogo tragicômico Eu Cão Eu (2013), Possolo mostra como autor e intérprete a inquietação de se renovar. Mais que isso, a disposição de se entregar às orientações de um diretor em um terreno em que não costuma transitar com tanto conforto, o dramático. Estreou em 27/8/2015. Até 26/3/2016.
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  • Por mais de um ano e meio, os atores da Mundana Companhia e a diretora Cibele Forjaz peregrinaram pela cidade com o objetivo de recriar um clássico dá década de 20. Eles circularam por escritórios da Avenida Luís Carlos Berrini, conversaram com profissionais das boates da Rua Augusta e observaram os arredores da Ceagesp. O objetivo era encontrar conexões entre a obra-prima homônima do alemão Bertolt Brecht (1898-1956) e os contrastes do cotidiano paulistano. No centro da trama, o virtuoso George Garga (interpretado por Lee Taylor) vê sua família se corromper com base em um jogo proposto pelo capitalista Shlink (representado por Aury Porto). A namorada (papel de Luiza Lemmertz) vira prostituta, a irmã (a atriz Luah Guimarãez) se apaixona pelo vilão, enquanto seus pais (os atores João Bresser e Carol Badra) são facilmente seduzidos pelo dinheiro. O resultado é louvável e mostra um exemplo de dramaturgia que enriquece a encenação e as interpretações graças a uma apurada pesquisa. Mergulhe sem medo nas três horas de duração. Mesmo sem intervalo, elas fluem bem por causa do ritmo com que as onze cenas são apresentadas e aos desempenhos do uniforme afiado elenco conduzido por Cibele Forjaz. Com Guilherme Calzavara, Mariano Mattos Martins e Vinícius Meloni. Estreou em 19/3/2016.  Até 15/5/2016.
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  • A cantora pop americana Ariana Grande virá ao Brasil pela primeira vez no dia 25 de outubro. A bem-sucedida artista pop de 22 anos vai apresentar o show da turnê mundial The Honeymoon em São Paulo, no Allianz Parque. O repertório da artista inclui sucessos dos dois álbuns:  My Everything (2014) e Yours Truly (2013). Não faltam faixas como The Way, Break Free, Love Me Harder, Bang Bang (gravado com Jessie J e Nick Minaj) e Problem (gravado com Iggy Azalea). Ingressos estarão disponíveis para o público em geral a partir de 26 de agosto no site www.ticketsforfun.com.br), na bilheteria do Citibank Hall e nos pontos de venda.
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  • A balada mineira Push! chegou no ano passado por aqui e faz agora sua terceira edição. Em clima de Halloween, a noitada é dedicada ao Día de los Muertos, festa mexicana que celebra os mortos (como o nosso Dia de Finados, só que mais alto-astral). Os convidados de honra são Zegon e Laudz, do Tropkillaz, um dos grandes destaques da música eletrônica underground. Com batidas que misturam trap, twerk e funk, a dupla tem esgotado ingressos das baladas por onde passa. Entre as faixas de destaque estão Bang e Mambo, que estourou e garantiu sua turnê pelo Leste Europeu. Dia 31/10/2015.
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    Com recriação de época fabulosa, o drama de suspense começa em 1957, flagrando o penoso trabalho do advogado Jim Donovan (Hanks). Empregado de um escritório em Nova York, ele pegou uma batata quente nas mãos. Sua missão será defender Rudolph Abel (Mark Rylance), um pintor russo acusado de espionagem. No auge da Guerra Fria, entre Estados Unidos e União Soviética, o imigrante, claro, é massacrado pela imprensa e vira inimigo da opinião pública. Há um desenrolar tortuoso no roteiro dos irmãos Ethan e Joel Coen. Sem estragar as surpresas, dá para contar que Abel servirá de moeda de troca, levando Donovan até a Alemanha para uma negociação tensa. Spielberg mantém a mesma sobriedade de Lincoln, seu filme anterior, sem abrir mão da emoção, trazendo à tona importantes momentos históricos para melhor entendimento das novas gerações. Além de melhor filme, Ponte dos Espiões concorre no Oscar a melhor ator coadjuvante (Mark Rylance), roteiro original, trilha sonora, desenho de produção e mixagem de som. Estreou em 22/10/2015.
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  • Na comédia romântica, Dell e Kimberly se conhecem no momento em que observam uma chuva de meteoros. Eles viajam no tempo ao longo de uma história de amor que dura seis anos, numa relação intensa e complicada. Estreia prometida para 8/10/2015.
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  • No filme anterior, Adriana (Giovanna Antonelli) fisgou o estilista André (Reynaldo Gianecchini) num cruzeiro e agora vive uma eterna lua de mel com o namorado. Mesmo ele insistindo para que ela o acompanhe em seu desfile de estreia num navio, da rota Miami-Cancún, Adriana prefere ficar no Rio de Janeiro e trabalhar. Uma confusão, causada por Anita (Rhaisa Batista), bela top model e ex-noiva de André, vai provocar uma crise de ciúme na protagonista e, claro, levá-la de volta a bordo. Adriana estará amparada pela irmã (Fabiula Nascimento) e pela ex-empregada (Thalita Carauta). De um roteiro canhestro, que inclui uma absurda perseguição policial nos Estados Unidos, nasceu uma comédia preenchida com muito merchandising, passagens divertidas, locações de cartão-postal e narrativa fluente. Estreou em 22/10/2015.
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  • Quinze anos atrás, o diretor Steven Soderbergh explorou a guerra do narcotráfico em Traffic, vencedor de quatro prêmios no Oscar. Sicario — Terra de Ninguém segue a mesma trilha, igualmente tenso, porém com uma narrativa mais linear. No centro da trama está Kate Macer (Emily Blunt), uma agente do FBI que, após liderar uma investigação no Arizona, é escolhida para missão complexa: atuar junto a uma força-tarefa para localizar um poderoso traficante na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Kate tem como chefes o arrogante Matt Graver (Josh Brolin) e, num patamar inatingível, o misterioso Alejandro (Benicio Del Toro), um sujeito de poucas palavras e atitudes inesperadas. Assim como a protagonista, o espectador entra num terreno pantanoso. Pouco se sabe o que ela vai encontrar pela frente e qual será sua reação no contato com o tratamento dispensado pelos agentes americanos aos criminosos. Estreou em 22/10/2015.
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  • Milhões de dólares

    Atualizado em: 23.Out.2015

Fonte: VEJA SÃO PAULO