Teatro

Doze peças retornam aos palcos neste mês; programe-se

Entre as opções, Tribos, com Antônio Fagundes, e Crazy for You, com Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello

Por: Dirceu Alves Jr. - Atualizado em

Crazy for You
Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello: o musical Crazy for You sai de cena no domingo (22) e regressa em 9 de janeiro. (Foto: Ali Karakas)

Nem todas as peças se despetem dos palcos paulistanos neste final de ano. Separamos doze espetáculos que não saem de cartaz em 2014. Confira:

Bem-Vindo Estranho

Protagonizado por Regina Duarte, o drama de suspens é dirigido por Murilo Pasta retorna ao Teatro Vivo em 17 de janeiro.

Bola de Ouro

O drama do francês Jean-Pierre Sarrazac deixa o Sesc Santo Amaro no sábado (21) e reaparece em 16 de janeiro, desta vez no Teatro Faap.

Crazy for You

Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello lideram o elenco do musical que pode ser visto no Teatro do Complexo Ohtake Cultural até domingo (22). A temporada reinicia em 9 de janeiro.

A Madrinha Embriagada

Dirigido por Miguel Falabella, o musical deixa o Teatro do Sesi no domingo (22) e volta à cena em 8 de janeiro.

O Rei Leão
O Rei Leão: sucesso do Teatro Renault, o musical volta em 8 de janeiro (Foto: João Caldas)

Nossa Cidade

O espetáculo dirigido por AntunesFilho retoma temporada no Teatro Anchieta— Sesc Consolação em 10 de janeiro.

No Quarto ao Lado — O Espetáculo do Vibrador

Daniel Alvim e Marisol Ribeiro estão à frente da comédia que fica no Teatro Jaraguá até domingo (22) e reestreia em 10 de janeiro.

Pedro e o Capitão 

O drama dirigido por Marcos Loureiro regressa ao Centro Cultural Banco do Brasil em 8 de janeiro.

O Rei Leão

Megassucesso com 455 000 espectadores, o musical do Teatro Renault faz uma pausa de domingo (22) até 8 dejaneiro.

Tribos
Antonio Fagundes na comédia Tribos:a montagem retorna aoTuca em 17de janeiro (Foto: Jairo Goldflus)

Tim Maia — Vale Tudo, O Musical

Danilode Moura interpreta o cantor e compositor no Teatro Procópio Ferreira até sábado(21). As férias vão ser curtas. Em 3 de janeiro, o espetáculo ganha novas exibições.

A Toca do Coelho

Maria Fernanda Cândido e Reynaldo Gianecchini ressurgem noTeatro Faap em 18 de janeiro.

Trair e Coçar... É Só Começar

Sucesso desde1989 por aqui, a comédia de Marcos Caruso terá sessões a partir de 10 de janeiro no Teatro das Artes.

Tribos

Sob a direção de Ulysses Cruz, a comédia protagonizada por Bruno e Antonio Fagundes reocupa o Tuca em 17 de janeiro.

  • Regina Duarte e Mariana Loureiro interpretam mãe e filha no drama de suspense da inglesa Angela Clerkin. A relação das duas é marcada por baixa autoestima e manipulação. Tudo se transforma quando o namorado da filha (papel de Kiko Bertholini) se hospeda na casa das duas. Quase nada se salva na montagem dirigida por Murilo Pasta. O trio de atores não consegue emprestar a densidade psicológica exigida pelos personagens e muitas vezes descamba para um tom cômico inadequado. Diante disso, o clima de suspense exigido pelo texto fica limitado à surpresa causada por alguns blecautes adotados pelo diretor. Estreou em 18/10/2013. Até 12/10/2014.
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  • Com direção de Marco Antônio Braz, o drama Bola de Ouro vai além de apresentar a obra do autor francês Jean - Pierre Sarrazac, até então inédito no Brasil. Em monólogos ou diálogos, Celso Frateschi, Walter Breda, Marlene Fortuna e Luiz Amorim interpretam personagens que, na década de 60, tentaram mudar o mundo. Hoje, percebem que suas ideias envelheceram e pouco restou do idealismo. E pior: fica visível a adequação de cada um ao sistema. A comprovação do fracasso se dá diante da relação deles com uma estagiária de jornalismo (a atriz Carolina Gonzalez), que pouco se importa com as causas coletivas. Em uma encenação limpa, o texto é valorizado ao extremo e transmite sua mensagem com qualidade. Mesmo que abra mão de tornar o espetáculo mais palatável, Braz dispensa o óbvio e concentra as forças nas palavras. Frateschi e Breda mostram firmeza no discurso, mas algumas vezes a verborragia aproxima a montagem de um recital. Estreou em 14/11/2013. Até 7/3/2014.
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  • Depois do sucesso de Cabaret (2011/2012), Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello reafirmam a afinada parceria no musical de Ken Ludwig. Adaptada por Miguel Falabella e dirigida por José Possi Neto, a montagem mostra-se um deleite para quem busca um programa leve. Na trama, o playboy e dançarino frustrado Bobby Child (Mello) é enviado a uma cidade interiorana com a missão de cobrar uma dívida referente ao teatro local. Lá, ele se apaixona pela esquisitona Polly (Claudia) e tem a ideia de criar um espetáculo para salvar o lugar da falência. Um divertido jogo de erros se estabelece, e o resto fica por conta do carisma de Claudia e, principalmente, da versatilidade de Mello. Talentoso bailarino, ele se revela ainda um comediante de mão-cheia. No elenco aparecem Marcos Tumura, Liane Maya, Jonathas Joba e outros atores, além de catorze músicos, que dão o eficiente suporte para a execução das melodias de George Gershwin vertidas por Falabella para o português. Estreou em 23/11/2013. Até 21/9/2014.
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  • Um musical dentro de uma comédia. A definição dos autores Bob Martin e Don Mc Kellar revela-se igualmente perfeita para a versão brasileira do espetáculo, adaptada com brilho pelo também diretor Miguel Falabella. Ambientada na São Paulo dos anos 20, a trama divertida e simples traz uma madrinha (a travessa Stella Miranda) contratada para pajear uma atriz (Sara Sarres) às vésperas do casamento. Enquanto a história se passa, um narrador (papel de Ivan Parente) explica à plateia alguns truques usados no musical. Ele chega a interromper a montagem para mostrar, por exemplo, que os esquetes feitos com as cortinas fechadas servem para trocar os cenários entre um ato e outro. Esses momentos fazem o público rir. Falabella homenageia no texto alguns intérpretes brasileiros importantes — caso da corista cômica vivida por Kiara Sasso, uma referência à atriz Eva Todor. O elenco reúne ao todo 25 integrantes, entre eles Saulo Vasconcelos, Paula Capovilla e Andrezza Massei. Estreou em 17/8/2013. Até 29/6/2014. Preste atenção... nos belos figurinos criados pelo estilista Fause Haten. Garanta seu lugar: os ingressos ficam disponíveis sempre a partir do dia 20 do mês anterior.
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  • Nos últimos sete anos, Antunes Filho mergulhou em obras de Ariano Suassuna, Nelson Rodrigues e Lima Barreto. Com o drama Nossa Cidade, um dos maiores encenadores vivos e o Grupo Macunaíma recuperam o texto do americano Thornton Wilder (1897-1975), lançado em 1938. Sintetizada no cotidiano de duas famílias, a trama traz situações trágicas e cômicas envolvendo os moradores de um município no começo do século XX. No palco, disfarçado de sala de ensaios, o diretor foge de cenários ou adereços complexos e busca uma analogia com o imperialismo americano. Para isso, Antunes constrói uma bela encenação em que as palavras e as ações são priorizadas. O ator Leonardo Ventura representa o “diretor de cena”, que, preso a uma cadeira de rodas, narra e costura os fatos para o espectador. As atrizes Luiza Lemmertz e Naiene Sanchez, como Sra. Webb e Sra. Gibbs, respectivamente, alcançam bons momentos. No mais, o elenco é irregular, um problema recorrente nas recentes montagens de Antunes. Gui Martelli e Mateus Carrieri não comprometem na pele de Dr. Gibbs e Sr. Webb, mas ambos carecem de um peso dramático que os torne marcantes. O mesmo pode ser dito de Ediana Souza e Sheila Faermann. Falta à dupla uma técnica equivalente à relevância das personagens. Estreou em 5/10/2013. Até 12/7/2015.
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  • O título provoca curiosidade, mas também pode repelir uma fatia do público. No Quarto ao Lado — O Espetáculo do Vibrador, comédia da americana Sarah Ruhl, traz Daniel Alvim na pele de um médico que vive no começo da era da eletricidade. Ele usa um aparelho capaz de diminuir a tensão das pacientes e as auxiliar contra a histeria. Não tarda para que sua mulher (Marisol Ribeiro, pouco à vontade no papel) se interesse pelo tratamento que tornou o marido tão popular. Transitam ainda pelo consultório um casal muito nervoso (vivido por Julia Ianina e Luciano Gatti) e um artista (papel de Rafael Primot) que descobre outras formas de prazer. Conhecida por peças densas, como A Mulher que Ri (2008) e As Meninas (2009), a diretora Yara de Novaes limpa qualquer possibilidade de vulgaridade e insere um refinamento no tom de chanchada. Mesmo piadas quase chulas ganham um contorno sutil que combina com a trama sobre o despertar de novas possibilidades sexuais em um tempo tão conservador. As atrizes Fafá Rennó e Maria Bia completam o elenco. Estreou em 18/11/2013. Até 6/4/2014.
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  • Gustavo Merighi e Kiko Vianello protagonizam o drama do uruguaio Mario Benedetti que propõe uma reflexão sobre os regimes opressivos. Em cada um dos quatro atos são mostradas sessões de interrogatório de um preso político por um oficial da inteligência militar. Estreou em 30/10/2013. Até 1º/5/2014.
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  • Lançado na Broadway em 1997, o musical O Rei Leão, de Roger Allers e Irene Mecchi, é a versão do longa da Disney, de 1994. Portanto, ao conferir a superprodução nos palcos, é quase inevitável que a memória afetiva dos fãs da animação fale mais alto. Os elementos para o encanto da plateia estão todos ali. Cenários e figurinos caprichadíssimos, uma iluminação sob medida, capaz de fazer saltar aos olhos os efeitos de manipulação de bonecos, e um elenco afinado de 53 atores para cantar as letras compostas por Gilberto Gil (nem sempre fluentes e complementares à dramaturgia) adaptadas dos originais de Elton John. A trama mostra Simba (interpretado por Tiago Barbosa, quando adulto), o herdeiro do trono de Mufasa (o ator César Mello), o Rei Leão. Ao crescer, Simba envolve-se em uma série de artimanhas do tio Scar (Felipe Carvalhido), que planeja se livrar do sobrinho para ganhar o poder. Com direção de Julie Taymor, a montagem cumpre a promessa de ser um show, um torpedo repleto de efeitos para um público ávido de emoções. Falta, no entanto, espontaneidade às atuações. Um dos poucos a sobressair é Ronaldo Reis, intérprete do suricato Timão, capaz de imprimir bom humor ao personagem. Estreou em 28/3/2013. Até 14/12/2014. Na quinta (11), haverá sessão extra, às 16h. + Veja os bastidores do musical O Rei Leão + Saiba onde jantar depois de assistir ao espetáculo
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  • Danilo de Moura interpreta o cantor e compositor Sebastião Rodrigues Maia (1942-1998) no musical escrito por Nelson Motta. À frente de dez atores e sete instrumentistas, ele canta 25 canções, como Azul da Cor do Mar e Sossego, e empenha-se ao dar vida ao personagem, recriado dos 12 aos 55 anos. Nesse tempo, surgem detalhes da vida familiar, o encontro com Roberto Carlos e Elis Regina (Reiner Tenente e Izabela Bicalho), as drogas e o estouro na década de 70. Estreou em 9/3/2012. Até 16/3/2014.
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  • Sob a direção de Dan Stulbach, o drama do americano David Lindsay-Abaire foi visto na cidade com os atores Reynaldo Gianecchini e Maria Fernanda Cândido nos papéis principais. O texto volta com o elenco reformulado. Bianca Rinaldi e Anderson Di Rizzi defendem os protagonistas, um casal que luta para refazer a vida depois de um fato inesperado: a perda do filho. Com Neusa Maria Faro, Simone Zucato e Rafael de Bona. Estreou em 21/9/2013. Até 14/6/2015.
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  • Sucesso há 30 anos, a comédia de Marcos Caruso é baseada na suspeita de adultérios múltiplos. Uma empregada (papel de Anastácia Custódio) envolve seus patrões e dois casais em confusões. Com Ivan de Almeida, Carla Pagani, Tânia Casttello, Miguel Bretas e outros. Estreou em 24/8/1989. Até 11/12/2016.
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  • Comédia

    Tribos
    VejaSP
    62 avaliações
    Na comédia dramática Vermelho (2012), Antonio Fagundes apresentou o filho Bruno oficialmente ao público. Naquela trama, um consagrado artista plástico e o jovem assistente viviam conflitos, em um inevitável jogo de espelhos. Menos de três meses depois do fim da turnê do espetáculo, a dupla estreou a perturbadora e divertida comédia Tribos, escrita pela inglesa Nina Raine e dirigida por Ulysses Cruz. Está explícito que a energia juvenil de Bruno contaminou o pai a ponto de fazê-lo apostar em uma encenação moderna, com um elenco numeroso e sem protagonismos, capaz de dialogar com diferentes gerações. Billy (papel de Bruno) nasceu surdo em uma família pouco convencional em que todos podem ouvir. Os pais politicamente incorretos (vividos por Fagundes e Eliete Cigaarini) o criaram em um casulo e não se conformam com a dependência dos outros dois filhos (Guilherme Magon e Maíra Dvorek). A situação se desestabiliza de vez quando Billy se apaixona por Silvia (a atriz Arieta Corrêa), uma garota que começa a ensurdecer depois de adulta. Com diálogos afiados e repletos de acidez, o texto é estruturado em nove cenas que abordam a surdez metafórica nas relações pessoais. Como sempre, Fagundes brilha ao aproveitar o histrionismo do personagem, e Bruno mostra potencial na pele do deficiente auditivo em busca de identidade. Sobressai também Guilherme Magon. O ator investe em uma sutil interiorização para fortalecer o irmão deprimido de Billy. Estreou em 14/9/2013. Até 13/12/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO