Teatro

Seleção de peças com ingressos por até 20 reais

Confira os espetáculos cuja entrada não pesa no bolso

Por: Redação VEJASÃOPAULO.COM - Atualizado em

Peça 'Geladeira', sob direção de Nelson Baskerville
Peça 'Geladeira', sob direção de Nelson Baskerville (Foto: Raulzito)

Quer ir ao teatro sem gastar muito? Confira abaixo os espetáculos com ingressos que custam até R$ 20,00.

  • Encenado pelo grupo Tablado de Arruar, o drama é a segunda parte da trilogia Abnegação. Com texto de Alexandre Dal Farra, que divide a direção com Clayton Mariano, a trama aborda cinco personagens envolvidos com relações de poder em um partido político. Com Alexandra Tavares, André Capuano, Lígia Oliveira, Vinicius Meloni e Vitor Vieira. De 25/11/2014. Até 11/12/2014.
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  • Monólogo tragicômico

    A Geladeira
    VejaSP
    Sem avaliação
    Conhecido como Copi, o argentino Raúl Damonte Botana (1939-1987) poderia ter integrado a corrente do besteirol carioca dos anos 80. O monólogo tragicômico A Geladeira conserva ligação estreita com as peças escritas por Miguel Falabella, Mauro Rasi ou Vicente Pereira na época. Sob a direção de Nelson Baskerville, Fernando Fecchio ousa na versão brasileira do solo ao protagonizar uma história no limite do surrealismo. O ator vive um modelo aposentado que atravessa suas horas entre delírios e o projeto de uma autobiografa. No dia seguinte ao seu aniversário, ele encontra um refrigerador no meio da sala. De dentro do eletrodoméstico começam a sair pessoas significativas de sua vida, todas representadas por ele. O ritmo é ágil e, em alguns momentos, a montagem carrega um irresistível clima dos despretensiosos shows de boate. Sem medo do ridículo, Fecchio exagera nos trejeitos, carrega nas composições, dança e ainda canta divertidas versões de músicas do pop. A mensagem do texto revelas e atual: por medo do preconceito ou de reações homofóbicas, o personagem se fecha em seu mundo. Mas o charme e até certa leveza de um espetáculo de significados mais densos se encontram justamente na atmosfera datada, cheia de referências oitentistas. Estreou em 22/11/2014. Até 8/4/2016. + Leia entrevista com Fernando Fecchio
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  • No fim de outubro de 2012, a montagem da Velha Companhia estreou de mansinho no Instituto Cultural Capobianco. Fez-se, então, um boca a boca em torno do drama épico escrito e dirigido por Kiko Marques. Algo compreensível não apenas por sua história arrebatadora, que enfoca três gerações de uma família, mas também pela forma como a encenação simples reproduz a trama ambientada na Ilha Grande, no litoral fluminense. No fim da década de 20, a garotinha Magnólia (a atriz Virgínia Buckowski) conhece um rapaz crescido (o ator Marcelo Marothy), e os dois se apaixonam. A Revolução de 30 e o Estado Novo afastam a possibilidade de um reencontro, e ela se casa com outro. Quem traz essa história à tona — e suas consequências trágicas — é o ator Walter Portella, na pele de um narrador que representa um barco. Efeitos especiais ou recursos sofisticados são dispensados. Em cena estão dois músicos e doze atores, entre eles entre eles Alejandra Sampaio, Marcelo Diaz, Marcelo Laham, Maurício de Barros, Patrícia Gordo e o autor e também diretor. Estreou em 29/10/2012. Até 15/2/2016.
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  • Como atriz do Grupo XIX de Teatro, a paulistana Janaina Leite participou dos espetáculos Hysteria (2002) e Hygiene (2005) em que os limites de ficção e realidade beiravam o subjetivo. Em seguida, dramatizou o fim de sua relação com o filósofo Felipe Teixeira Pinto em Festa de Separação (2010). Na mesma linha do documentário cênico, ela surpreende pelo equilíbrio de razão e emoção ao protagonizar e dirigir Conversas com Meu Pai. A montagem ganhou encorpada dramaturgia de Alexandre Dal Farra, ao mesclar fatos reais e verídicos sem especificar a natureza de cada um, para mostrar o desabafo de uma filha. Em um primeiro momento, o foco recai sobre Janaina e os bilhetes deixados por seu pai, Alair Pereira Leite (1950-2011), que perdeu a capacidade de fala e se expressou por escrito nos seis anos finais de vida. Longe da pieguice, a proposta toma amplitude ao optar pela incomunicabilidade entre as pessoas e, numa fusão de imagens em vídeo e música, Janaina atinge um intenso momento de atriz. O ápice é a cena em que, abafada pela canção Amor Perfeito, na gravação de Roberto Carlos, a protagonista não pode ser ouvida pela plateia. Esse solo dura mais de três minutos. Surda e muda, assim como o público, ela transcende o teatro. Estreou em 25/4/2014. Até 14/12/2014.
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  • Um espetáculo com texto do inglês Alan Ayckbourn já garante metade do caminho para a qualidade. Sob a direção de Kiko Marques, a comédia Faz de Conta ainda surpreende o espectador. No centro da trama, o jovem casal Justin e Julie-Ann (interpretado por Márcio Macedo e Elienay da Anunciação) divide sonhos e tensões enquanto prepara um jantar. Os dois moram juntos e pretendem oficializar a união, portanto nada mais natural do que chamar os pais de cada um para formalizar o pedido de casamento. Uma sucessão de situações inusitadas ameaça soterrar o êxito da noite. A mais tensa delas é a chegada de uma dançarina (papel de Érica Kou) e de um lutador de boxe (o ator Paulo Mendonça). O público é colocado dentro do cenário e se envolve com os personagens. Todos ficam sentados em sofás e cadeiras no palco, como convidados. A impecável dramaturgia de Ayckbourn ironiza a relação feminina com os contos de fadas e disfarça eventuais deslizes de composição dos protagonistas. Quem garante o brilho, no entanto, são os atores Fernando Neves e Lu Severi, como os pais da noiva, e Letícia Soares, impagável na pele da mãe alcoólatra de Justin. Estreou em 25/10/2014. Até 9/12/2014.
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  • De Antunes Filho. Linda Morena, Cantores do Rádio e O Teu Cabelo Não Nega são algumas das marchinhas compostas por Lamartine Babo (1904-1963) e entoadas na montagem, que se passa durante os ensaios de uma banda. Só esses temas já garantiriam a simpatia do espetáculo. A costura dramática traz um senhor e sua sobrinha. Misteriosos e até divertidos, eles inicialmente sustentam o fio dramatúrgico. O inacreditável desfecho, no entanto, não só desvaloriza o texto como parece uma solução fácil demais para a história. Com Marcos de Andrade, Sady Medeiros, Adriano Bolshi, Ricardo Venturin e outros. Estreou em 12/11/2009. Dia 27/9/2016.
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  • O espetáculo tem dramaturgia de Carlos Palma e Oswaldo Mendes, direção de Rubens Velloso e elenco formado por Carlos Palma, Oswaldo Mendes, Adriana Dham e Rogério Romera. Com 70 minutos, a trama acontece no mágico intervalo entre a vigília e o sono. Fragmentos de personagens e episódios da ciência desafiam quatro atores a responder à provocação de Bertolt Brecht: para quê fazer teatro? Despertos, eles percebem que, quando se iluminam os caminhos que levam a uma crescente - embora ainda distante - compreensão da Natureza e do Universo, mais se revelam os aspectos obscuros condição humana (60min). 14 anos. Estreia em 22/10/2014. Até 18/12/2014.
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  • A peça A Invasão, de Dias Gomes, inspira a adaptação do também diretor Renato Andrade. No drama, um grupo de moradores de uma favela, desalojado por um incêndio, ocupa o esqueleto de um edifício abandonado. Eles passam a viver entre as promessas de políticos e a exploração de negociantes. Com Andressa Andreatto, Danilo Rosa, Elaine Alves, Júlia Freire, Luíza Abe e outros. Estreou em 12/11/2014. Até 11/12/2014.
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  • No último dia 10, os autores Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, da Cia. Os Satyros, venceram o Prêmio Shell de melhor texto referente a 2014 pelo espetáculo Pessoas Perfeitas. A dramaturgia, no entanto, é o ponto menos interessante da montagem justamente por repetir uma fórmula já explorada em grandes peças do grupo, como A Vida na Praça Roosevelt (2005). Encontros e desencontros de personagens marginalizados pela metrópole paulistana é o mote. A vigorosa encenação construída por Vázquez oferece grande fôlego ao mosaico de histórias e alivia a duração arrastada. Em uma delas, a jovem Medalha (papel de Julia Bobrow) namora o michê Binho (Henrique Mello) e nada sabe de sua vida. Ele não procura os pais (Eduardo Chagas e Marta Baião) há anos. A melhor das tramas é a da cantora Maristela (a ótima Adriana Capparelli), que se prepara para a morte. O bom elenco é completado por Fábio Penna, Ivam Cabral e Gustavo Ferreira. Estreou em 15/8/2014. Até 27/6/2015.
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  • Na reta final da temporada, o diretor Marco Antônio Pâmio presenteia o público com um espetáculo de investimento modesto e resultado grandioso. Já tinha sido assim na comédia dramática Assim É (Se Lhe Parece), do italiano Luigi Pirandello, lançada por ele em abril. Pâmio recorre novamente a um autor renomado, atores ousados e ideias de uma criatividade quase infantil, como reproduzir cenários com giz em uma parede escura. Isso se torna suficiente para o encantamento. Duas peças do americano Tennessee Williams formam o drama centrado em personagens oprimidos em uma jornada autodestrutiva. Em Esta Propriedade Está Condenada, os adolescentes Willie e Tom (interpretados por Camila dos Anjos e Ricardo Gelli) se encontram perto dos trilhos de um trem. A imaginação fértil da garota, sem família nem perspectivas, contrasta com o mundo ainda ingênuo do rapaz. Mais incômoda, Por que Você Fuma Tanto, Lily? enfoca o conflito de uma dondoca decadente (representada por Camila) e a filha (um surpreendente Gelli), consumidora voraz de cigarros e fora do padrão idealizado pela mãe. Em um difícil teste proposto pelo diretor, Camila e Gelli oferecem composições completamente opostas e primorosas. Estreou em 13/11/2014. Até 3/5/2015.
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  • Escrita e dirigida por Marcos Gomes, a tragicomédia mostra o dia a dia de um escritório. O suicídio de um colega transforma a rotina dos funcionários, e um novo treinamento é imposto a todos. Com Álvaro Motta, Carla Kinzo, Marcos Gomes, Rui Xavier e Walter Figueiredo. Estreou em 11/11/2014. Até 14/8/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO