Teatro

Peças para assistir no feriado da Sexta-Feira Santa

A comédia Meu Deus! está na lista

Por: Redação VEJA SÃO PAULO

Meu Deus!
(Foto: João Caldas)

Um dos cinco espetáculos é Meu Deus!, com Dan Stulbach e Irene Ravache no Teatro Faap. 

 

  • Certos espetáculos conseguem conquistar o espectador pela simplicidade. Esse é o caso da comédia escrita pela israelense Anat Gov (1953-2012), capaz de provocar risos e também reflexões em quem estiver disposto. Na trama, um homem misterioso (Dan Stulbach) entra no consultório de Ana (Irene Ravache), uma psicóloga fatigada depois de um dia de trabalho. Deprimido, ele pensa em se matar, mas esse ato viria seguido de uma consequência extrema — afinal, ele é o Criador. Ateia, Ana nunca dedicou seu tempo às orações e, em alguns momentos, chegou a ser dominada pela revolta. Custou a aceitar, por exemplo, o fato de ter um filho autista (Pedro Carvalho). Em cena, a carismática Irene cativa pela forma como expressa a perplexidade da personagem e se mostra fundamental para estabelecer a empatia com a plateia. Stulbach, por sua vez, se sai melhor quando consegue controlar o exagero inicial apoiado na segurança da parceira. Estreou em 28/3/2014. Até 29/3/2015. Tema universal: a peça, escrita por Anat Gov em 2008, já foi montada em Israel, na Argentina, na Itália e nos Estados Unidos.
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  • Com direção de Martha Kiss Perrone e Joana Levi, o drama foi construído com base nas cartas de Rosa Luxemburgo (1871-1919) escritas, em sua maioria, nas prisões alemãs do começo do século XX. Polonesa, Rosa foi um dos expoentes do comunismo. As atrizes Lowri Evans, Lucia Bronstein e Martha Kiss Perrone trazem as palavras da revolucionária ao público ainda por meio do vídeo e da música. Estreou em 18/4/2014. 
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  • Clássicos são sempre muito bem-vindos. Adaptado por Jorge Louraço, o drama histórico Ricardo III, escrito por William Shakespeare em 1591, retorna ao palco para abrir o Shakespeare Projeto 39, que pretende encenar em uma década as 39 peças do bardo inglês. A narrativa situa-se no século XV, depois da Guerra das Rosas, que opôs os clãs York e Lancaster na disputa pelo trono inglês. Com a morte do irmão, o rei Eduardo IV, o então duque de Gloucester inicia a sórdida ascensão ao poder. Concebida por Marcelo Lazzaratto, a encenação despojada busca justamente evidenciar a poesia irretocável do texto e usa de poucos elementos cênicos como apoio. Na pele do protagonista, o ator Chico Carvalho surpreende pela firmeza com que encara o desafio. Reproduz a vilania do personagem calcado em uma tensão psicológica que evidencia o seu desequilíbrio mental, com gestos trêmulos e um olhar vidrado. O deslize foi Lazzaratto não ter em mãos um elenco com a mesma desenvoltura e até tempo de preparação para valorizar os demais personagens. Mayara Magri, André Corrêa, Evas Carretero, Imara Reis, Maria Laura Nogueira, Rafael Losso e Heitor Goldflus quase nada acrescentam ao contracenar com Carvalho. A exceção fica com Renata Zhaneta, que imprime força e personalidade à revoltada Rainha Margareth. Estreou em 24/10/2013. Até 11/5/2014.
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  • Depois do sucesso de Félix na novela Amor à Vida, Mateus Solano volta ao palco na equivocada comédia dramática escrita por Paula Braun. A trama traz Arnaldo (Solano), um homem que esquece como é lidar com a própria rotina. O pequeno surto toma proporções maiores, e um de seus desafios será fazer sua mulher (Karine Teles) perceber que a vida não é tão objetiva. A direção de Jefferson Miranda não consegue definir as intenções da montagem e flerta simultaneamente com o realismo e o absurdo sem pensar na compreensão do espectador. Solano pouco se desafia na proposta e prefere cativar o público pela obviedade. Com Alcemar Vieira e Isabel Cavalcanti. Estreou em 11/4/2014. Até 8/6/2014.
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  • Principal marca do diretor Gabriel Villela, a transformação do óbvio adquire em Um Réquiem para Antonio uma proporção surpreendente. O texto escrito por Dib Carneiro Neto recupera uma história contada em uma celebrada peça de teatro assinada por Peter Shaffer e no oscarizado filme de Milos Forman Amadeus, de 1984. Portanto, a novidade poderia ficar zerada. Não para Villela, um encenador que, acertando ou errando, enfrenta o diferente. Dramático ao extremo, o original ganha contornos fortes de tragicomédia, influenciada pela estética circense e pela chanchada, para mostrar a história de inveja que une dois grandes compositores, o italiano Antonio Salieri (1750-1825) e o austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791). Agonizante no leito, Salieri (interpretado por Elias Andreato) mergulha em um delírio e acerta as contas com Mozart (vivido por Claudio Fontana), que, morto aos 34 anos, foi seu rival artístico. Como clowns, Andreato e Fontana deslizam na arena transformada em picadeiro. A dupla troca de registro e ganha a empatia do público sem ofuscar a biografia de Salieri e Mozart. Muitas vezes, os diálogos parecem improvisos, tamanha a espontaneidade. Acompanhadas do pianista Fernando Esteves, as atrizes e cantoras Nábia Vilela e Mariana Elisabetsky fazem intervenções pontuais. Estreou em 17/1/2014. Prorrogada até 4/5/2014.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO