Teatro

Peças para assistir junto à mãe

Confira espetáculos cujo ingresso é um belo presente neste 11 de maio

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Elis, a Musical
Laila Garin: destaque nos números musicais (Foto: Felipe Panfili)

Para quem quer inovar no presente e ainda assistir a uma boa peça de teatro, selecionamos espetáculos que agradam todos os tipos de mãe, confira:

  • Ronaldo Ciambroni escreveu a comédia. Diva Maria, uma viúva obcecada pelo sucesso, move mundos e fundos para promover suas filhas. Um dia, as meninas resolvem dar um basta na mãe superprotetora e fugir de casa. Com Luiggi  Francesco, Carmen Sanches, Alexandre  Battel e outros. Estreou em 16/1/1999. Até 17/12/2015.
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  • Escrita pelo italiano Luigi Pirandello, a comédia dramática é dirigida por Marco Antônio Pâmio. Uma família intriga os vizinhos. Genro (o ator José Roberto Jardim) e sogra (Bete Dorgam) moram em casas afastadas. Ela não visita a filha e a observa somente de longe. Diante da curiosidade, os dois são convocados e apresentam conflitantes versões da convivência. Com Rubens Caribé, João Carlos Andreazza, Fábio Espósito e outros. Dias 11, 12, 17, 18 e 19/7/2015.
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  • Se as bonitas adoram falar que sofrem um bocado, imagine as menos favorecidas. Publicado em 2005, o romance escrito por Claudia Tajes que originou o monólogo cômico A Vida Sexual da Mulher Feia possui um toque de melancolia. A versão teatral, adaptada por Julia Spadaccini, traz Otávio Müller como intérprete e diretor, e a opção de ter um homem no papel de Maricleide já torna a personagem mais risível do que o imaginado. Müller vive a protagonista da adolescência até a fase adulta. Em meio à sensação de inadequação, surgem a dificuldade para namorar e a busca para definir uma personalidade. Por vezes divertido, Müller segue pelo caminho mais fácil e extrai o riso muitas vezes tirando proveito do próprio físico. Bom ator, ele se mostra mais convincente na cena final, quando abre mão da peruca e aposta nas palavras em um belo desfecho. Estreou em 10/1/2014. Até 27/3/2016.
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  • Comédia dramática

    A Última Sessão
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    12 avaliações
    Toda semana, eles marcam um almoço no mesmo restaurante. Lá, um grupo de amigos, na casa dos 70 e 80 anos, come, bebe e revive alegrias e mágoas. Odilon Wagner, também diretor, escreveu a comédia dramática A Última Sessão. A história poderia ser apenas um pretexto para o público se deleitar e ver no palco Laura Cardoso, Nívea Maria, Etty Fraser, Miriam Mehler e Sylvio Zilber, entre outros nomes consagrados. Quem for com essa expectativa não se arrependerá, mas o texto opta por uma curva capaz de levá-lo a caminhos menos acessíveis. Depois de uma virada na trama, a coroa resolvida (papel de Laura) revela-se uma terapeuta. O ator frustrado (representado por Zilber) e a mulher traída (Nívea) pela amiga (Miriam), na verdade, carregam outras identidades. Essa adesão ao psicodrama confunde o espectador e prejudica seu envolvimento com os personagens. A experiência do elenco, no entanto, segura o pique da montagem, entre o riso e a perplexidade, e compensa um pouco a falta de consistência na dramaturgia. Com Gésio Amadeu, Gabriela Rabelo, Yunes Chami e Marlene Collé. Estreou em 16/1/2014. Até 26/7/2015.
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  • As atrizes Luciana Romani, Silvia Bruniera e Titziane Marques criaram o drama a partir de suas histórias pessoais e depoimentos de outras mulheres. Sob a direção de Affonso Lobo, dança e projeções se unem ao texto para discutir o papel feminino na sociedade. Estreou em 22/8/2013. Até 18/5/2014.
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  • Depois do sucesso de Félix na novela Amor à Vida, Mateus Solano volta ao palco na equivocada comédia dramática escrita por Paula Braun. A trama traz Arnaldo (Solano), um homem que esquece como é lidar com a própria rotina. O pequeno surto toma proporções maiores, e um de seus desafios será fazer sua mulher (Karine Teles) perceber que a vida não é tão objetiva. A direção de Jefferson Miranda não consegue definir as intenções da montagem e flerta simultaneamente com o realismo e o absurdo sem pensar na compreensão do espectador. Solano pouco se desafia na proposta e prefere cativar o público pela obviedade. Com Alcemar Vieira e Isabel Cavalcanti. Estreou em 11/4/2014. Até 8/6/2014.
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  • Reza a lenda que quando Elis Regina (1945- 1982) era contrariada ou se irritava seu estrabismo se tornava bem mais visível. Talvez esse seja um dos motivos de a dramaturgia criada por Nelson Motta e Patrícia Andrade para o espetáculo dirigido por Dennis Carvalho ter poupado tanto seu lado explosivo. Elis, a Musical recria a trajetória da cantora no formato de um folhetim. Para Elis (representada por Laila Garin) fica o título de heroína, claro. A garota baixinha driblou a pobreza para se tornar uma estrela. Do primeiro teste em uma rádio gaúcha à consagração nacional, a personagem surge corajosa e batalhadora, compreensiva com os pais e sofredora ao se casar com um mulherengo, o compositor Ronaldo Bôscoli (Tuca Andrada, ótimo). Elis foi tudo isso, porém sempre possuiu uma personalidade forte o sufciente para confrontar a todos e bancar decisões questionáveis. Algumas questões éticas são quase que deixadas de lado na trama, como quando ela faltou a compromissos em nome de um cachê maior. A importância de César Camargo Mariano (Claudio Lins), o segundo marido, também acaba minimizada. Responsável por sofisticar sua música e imagem, ele aparece como mero parceiro de trabalho e vida. Em uma grande produção dominada por clássicos da MPB, Laila Garin dá um show de técnica vocal, mas sobressai realmente como atriz só na cena final. Ali, é reproduzida a última entrevista da intérprete, semanas antes de morrer, e Laila traz à tona a alma da artista com brilho ímpar. A montagem pode encantar a plateia, mas deixa a sensação de que o teatro cedeu espaço a um tributo conservador. Enfim, faltou uma pimentinha. Estreou em 14/3/2014. 
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  • Em um jogo de realidade e ficção, o diretor e dramaturgo Gerald Thomas criou espetáculos para gente com quem ele desejava trabalhar. As Fernandas, Montenegro e Torres, ganharam The Flash and Crash Days, Marco Nanini, Um Circo de Rins e Fígados, e até a apresentadora Marília Gabriela estrelou Esperando Beckett. Chegou a vez de Ney Latorraca na comédia Entredentes, numa reedição da parceria entre os dois em Don Juan (1995) e Quartett (1996). A inspiração veio da grave infecção que deixou o ator quase dois meses em coma no fim de 2012 — o tema da retomada da vida surge em cena sutilmente. Em uma associação ao clássico Esperando Godot, de Samuel Beckett, Latorraca e Edi Botelho vivem um judeu e um islâmico que se encontram em Jerusalém na expectativa de algo. Estariam eles aguardando a morte? O fapo de dramaturgia se esvai, e a montagem vira uma enorme e desconexa brincadeira, na qual o homenageado brilha. Como se estivesse em uma stand-up comedy, Latorraca canta e evoca Chico Xavier e Luigi Pirandello. Controlada a estranheza, diverte parte da plateia. Pouco sobra para Botelho e para a portuguesa Maria de Lima, que só chama atenção em aparições pontuais, como no momento no qual ela dança ao som de Cocaine, de Eric Clapton. Thomas perdeu a mão ao abrir demais o leque de referências. Sorte que Latorraca segura firme o interesse, nem que seja pela curiosidade do espectador em ver um grande intérprete em meio ao nonsense das próximas cenas. Estreou em 11/4/2014. Até 11/5/2014.
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  • Livremente inspirada na tragédia Hamlet, a comédia dramática escrita e dirigida por Guilherme Vidal homenageia o dramaturgo William Shakespeare. Em cena, uma visão bem-humorada dos conflitos e dúvidas do príncipe da Dinamarca. Com Admir Calazans, Luis de Osti, Marcos Garbelini, Renato Lembo e Paulo Affonso. Estreou em 13/10/2013. Até 13/4/2014.
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  • Adaptada por Franz Keppler, a comédia de Eduardo Galán traz uma história interessante e de forte contexto social sobre as consequências da quebradeira da Espanha. A trama é centrada em três mães na faixa dos 30 anos (interpretadas por Fernanda Mareze, Ana Saab e Rafaela Veronese) que decidem fazer um calendário sensual. A ideia é arrecadar fundos para a construção de um centro de esportes para seus filhos. O que tinha tudo para ser atraente para por aqui. Atores deslocados e sem uma direção firme de Kleber Di Lazzare não alcançam objetivo algum — não fazem graça e tampouco valorizam a história. Com Blota Filho, João Baldasserini e o diretor Kleber Di Lazzare. Estreou em 8/3/2014. Até 31/8/2014.
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  • Criada por Andrew Lloyd Webber e Tim Rice em 1970, a ópera-rock ressuscitou discussões por onde passou nas últimas quatro décadas. Jesus Cristo, Judas Iscariotes e Maria Madalena (interpretados respectivamente por Igor Rickli, Alírio Netto e Negra Li) são apresentados aqui cheios de crises e contradições. Dirigida por Jorge Takla, a atual montagem enfoca a derradeira semana de Jesus, desde a chegada a Jerusalém até o dia da crucificação. Figura mobilizadora da atenção popular, o protagonista desperta a inveja de uns, como a do amigo Judas, e a preocupação dos que detêm o poder, envolvendo-se em embates políticos. Takla reforça a ascensão meteórica do personagem a ídolo pop — e o carisma de Rickli colabora muito para isso. A plateia acompanha seu apogeu e crucificação como se ele fosse uma celebridade fabricada no século XXI. Em um crescente, a dramaturgia em versos seduz. Se Negra Li se destaca mais pela afinação, Netto e Rickli sublinham nuances dramáticas de Judas e Jesus. Chamam atenção também as atuações de Fred Silveira, como Pilatos, e Wellington Nogueira, responsável por um dos melhores momentos na pele de Herodes. Estreou em 14/3/2014. Até 1º/6/2014. Números grandiosos: 28 atores e uma orquestra de onze instrumentistas, sob a direção musical de vânia Pajares, estão no palco. O espetáculo soma 26 números divididos em dois atos.
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  • Autor de On the Road, o escritor americano Jack Kerouac (1922-1969) teve um fim amargo e solitário. A fase decadente inspira o monólogo dramático escrito por Maurício Arruda Mendonça. Mário Bortolotto interpreta-o em seus últimos dias de vida. Entre muitas doses de uísque, o personagem destila mágoas sobre os amigos, a família, os seguidores e a crítica. Estreou em 25/7/2003. Até 20/5/2014.
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  • Inaugurado em abril do ano passado, o Teatro Viradalata é uma das salas mais agradáveis da cidade. Por lá, a atriz Alexandra Golik, idealizadora do espaço, protagoniza o monólogo cômico Killocaloria, de sua autoria, na pele de sete tipos. Como pano de fundo, um programa de televisão comandado por uma excêntrica apresentadora, que recebe convidados e dá dicas de como controlar o peso. No estúdio, uma bispa, um místico, um médico e uma terapeuta dão depoimentos. Alexandra ainda se desdobra como uma adolescente e a faxineira. Inicialmente divertida, a montagem dirigida por Fernando Escrich, do grupo Doutores da Alegria, se torna um tanto previsível e compromete o rendimento da atriz. Depois de cada personagem, entram vídeos para que a troca de figurinos seja feita. Nem sempre tão criativas (e às vezes longas), essas imagens engessam a encenação e desviam a atenção do público. Estreou em 12/4/2014. Até 29/3/2015.
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  • Certos espetáculos conseguem conquistar o espectador pela simplicidade. Esse é o caso da comédia escrita pela israelense Anat Gov (1953-2012), capaz de provocar risos e também reflexões em quem estiver disposto. Na trama, um homem misterioso (Dan Stulbach) entra no consultório de Ana (Irene Ravache), uma psicóloga fatigada depois de um dia de trabalho. Deprimido, ele pensa em se matar, mas esse ato viria seguido de uma consequência extrema — afinal, ele é o Criador. Ateia, Ana nunca dedicou seu tempo às orações e, em alguns momentos, chegou a ser dominada pela revolta. Custou a aceitar, por exemplo, o fato de ter um filho autista (Pedro Carvalho). Em cena, a carismática Irene cativa pela forma como expressa a perplexidade da personagem e se mostra fundamental para estabelecer a empatia com a plateia. Stulbach, por sua vez, se sai melhor quando consegue controlar o exagero inicial apoiado na segurança da parceira. Estreou em 28/3/2014. Até 29/3/2015. Tema universal: a peça, escrita por Anat Gov em 2008, já foi montada em Israel, na Argentina, na Itália e nos Estados Unidos.
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  • Protagonizado por Ana Kfouri, o monólogo dramático é livremente inspirado no romance Molloy, de Samuel Beckett. Em cena estão dois personagens — o narrador, chamado de A., e Molloy. Ambos tentam registrar a história do próprio Molloy em busca de sua mãe. Dramaturgia e direção de Isabel Cavalcanti. Estreou em 4/4/2014. Até 1º/6/2014.
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  • Monólogo cômico

    Myrna Sou Eu
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    6 avaliações
    Ninguém jamais viu a cara de Myrna. Só havia uma certeza: tratava-se de uma mulher que distribuía conselhos sentimentais nas páginas de um jornal no fim dos anos 40. O ator Nilton Bicudo criou uma imagem para representar no monólogo cômico esse pseudônimo feminino do dramaturgo Nelson Rodrigues. Elegante e sóbria, a personagem surge com um cabelo curto e grisalho e, diante de um microfone, reflete sobre relacionamentos, inquietações e solidão feminina. Sob a direção de Elias Andreato, Bicudo mostra o domínio de cena ao saltar da ironia para o escracho e ainda transitar pela melancolia em diversas passagens da montagem. É capaz de arrancar gargalhadas e, em seguida, transmitir uma amargura intrigante. Um dos pontos altos é a hora em que o ator traz à tona fragmentos da peça Toda Nudez Será Castigada, escrita por Nelson em 1965, e transforma Myrna na emblemática personagem Geni. Nessa cena, a conselheira sentimental entra em desespero durante uma conversa telefônica com o namorado e, humana, contradiz boa parte de tudo o que prega. Estreou em 22/5/2013. Até 11/12/2016. + Leia entrevista com o ator Nilton Bicudo no Blog do Dirceu. Conselheira amorosa: Myrna assinou crônicas no jornal Diário da Noite nos idos de 1949.
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  • Última peça escrita por Anton Tchecov (1860-1904), o drama é ambientado no início do século XX em uma Rússia na iminência da revolução social. Sem dinheiro para continuar morando em Paris, onde vivia fazia cinco anos, a aristocrata Liuba (interpretada com altivez por Carolina Fabri) se vê obrigada a voltar para sua fazenda. Por lá, a situação é de falência. As progressivas mudanças políticas e econômicas atingem até a propriedade rural, prestes a ser leiloada. O conflito se instaura quando o comerciante Iermolai Lopakhine (papel de Pedro Haddad) sugere que sejam construídas casas de veraneio em parte das terras, com o objetivo de gerar receita. Dirigida por Marcelo Lazzaratto, a montagem da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico prima por sutilezas capazes de valorizar ao extremo a dramaturgia universal de Tchecov. O competente elenco, completado por Carla Kinzo, Léo Stefanini, Marina Vieira, Rodrigo Spina e Wallyson Mota, imprime variações nos diálogos. Ponto fundamental, a cenografia criada por Lu Bueno e Lazzaratto, também iluminador, traz fios brancos pendurados que envolvem o palco em uma sensação de amplitude e frieza. Estreou em 22/3/2014. Até 11/5/2014.
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  • O ator Eduardo Moscovis tomou uma decisão que tem sido mantida em sua prática profissional. Ele se afastou das novelas em 2006 para se dedicar ao teatro e a experimentos mais ousados fora da linguagem televisiva. A exceção é feita para seriados, como Louco por Elas, da Rede Globo, e o atual Questão de Família, do GNT. Sob a direção de Christiane Jatahy, Moscovis confirma o propósito no monólogo dramático O Livro, de Newton Moreno, em cartaz em São Paulo depois de quatro anos rodando o país. Da trama carregada de subtextos até a encenação que derruba a parede entre artista e público, nada na montagem é simples. Um homem recebe pelo correio um pacote com um livro enviado por seu pai. Ali também está uma notícia: em pouco tempo, ele perderá a visão, dando prosseguimento a uma herança familiar. Com a vida do avesso, esse sujeito tenta transformar o cotidiano. Cortes misturam reflexões do intérprete e do personagem e, algumas vezes, confundem a plateia. Desafiado, Moscovis ganha a cumplicidade dos espectadores e os instiga a estabelecer uma conexão com suas experiências pessoais numa história pouco palatável. Estreou em 5/4/2014. Até 8/6/2014.
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  • Na comédia escrita por Denis Antunes, um casal se conhece em uma estação de trem. Henrique e Valentina (interpretados pelo autor e por Gabrielle Araujo) se apaixonam e precisam enfrentar o tempo, que os castigará de forma impiedosa. Estreou em 20/1/2013. Até 6/6/2015.
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  • Diretor e também responsável pelo texto, Naum Alves de Souza trata do tema da velhice nesta comédia de pegada nonsense. A história centra-se em Sua Excelência (papel de Marco Antônio Pâmio), um governante há décadas no poder que é viúvo de uma esposa viva, Dona Bluma (Ana Andreatta), e agora está casado com a ambiciosa Filipa (Mila Ribeiro). A atual mulher une-se às filhas Vitória, Inglória e Tormenta para abocanhar a fortuna da família. Mais de uma dezena de personagens desfilam no palco, interpretados só por quatro atores. Fantasmas, diabo, cardeais... muitas figuras têm vez. Não fossem a competência e o bom humor do elenco, completado por Fábio Espósito, a peça poderia se perder. Aqui, contudo, a confusão resulta em diversão. Estreou em 2/8/2013. Até 22/5/2014.
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  • Lançado na Broadway em 1997, o musical O Rei Leão, de Roger Allers e Irene Mecchi, é a versão do longa da Disney, de 1994. Portanto, ao conferir a superprodução nos palcos, é quase inevitável que a memória afetiva dos fãs da animação fale mais alto. Os elementos para o encanto da plateia estão todos ali. Cenários e figurinos caprichadíssimos, uma iluminação sob medida, capaz de fazer saltar aos olhos os efeitos de manipulação de bonecos, e um elenco afinado de 53 atores para cantar as letras compostas por Gilberto Gil (nem sempre fluentes e complementares à dramaturgia) adaptadas dos originais de Elton John. A trama mostra Simba (interpretado por Tiago Barbosa, quando adulto), o herdeiro do trono de Mufasa (o ator César Mello), o Rei Leão. Ao crescer, Simba envolve-se em uma série de artimanhas do tio Scar (Felipe Carvalhido), que planeja se livrar do sobrinho para ganhar o poder. Com direção de Julie Taymor, a montagem cumpre a promessa de ser um show, um torpedo repleto de efeitos para um público ávido de emoções. Falta, no entanto, espontaneidade às atuações. Um dos poucos a sobressair é Ronaldo Reis, intérprete do suricato Timão, capaz de imprimir bom humor ao personagem. Estreou em 28/3/2013. Até 14/12/2014. Na quinta (11), haverá sessão extra, às 16h. + Veja os bastidores do musical O Rei Leão + Saiba onde jantar depois de assistir ao espetáculo
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  • Ter o nome do dramaturgo carioca Jô Bilac, de 30 anos, envolvido numa peça já desperta curiosidade, algo raro para alguém tão jovem. Ele assinou bons textos, caso de Rebu, Savana Glacial, Caixa de Areia e Conselho de Classe, e não costuma decepcionar. Sem cair no papo-cabeça, esta comédia propõe uma irônica visão sobre as relações familiares e o conceito de arte nos dias atuais. Na trama, Márcia (papel de Mabel Cezar) escreveu um livro inspirado em seus parentes. Sucesso de vendas, a obra de qualidade duvidosa atrai uma estrela de novelas, Saubara O’Donnor (interpretada por Alessandra Colasanti), que pretende produzir uma versão cinematográfica e palpitar no roteiro. Para comemorar o projeto, Márcia oferece um jantar à artista e convida seu pai (Ricardo Santos), o irmão (Vinícius Arneiro) e a cunhada (Maria Maya), personagens involuntários do futuro filme. Ao redor da mesa, as picuinhas dominam o momento sem poupar os presentes. Em cenas fragmentadas, a montagem dirigida por Bilac e Sandro Pamponet prende o espectador em diálogos que demandam atenção. No elenco homogêneo, Alessandra sobressai. Ela aposta em um exagero proposital e consegue garantir boa parte da diversão sem cair na caricatura. Estreou em 28/3/2014. Até 18/5/2014.
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  • Clássicos são sempre muito bem-vindos. Adaptado por Jorge Louraço, o drama histórico Ricardo III, escrito por William Shakespeare em 1591, retorna ao palco para abrir o Shakespeare Projeto 39, que pretende encenar em uma década as 39 peças do bardo inglês. A narrativa situa-se no século XV, depois da Guerra das Rosas, que opôs os clãs York e Lancaster na disputa pelo trono inglês. Com a morte do irmão, o rei Eduardo IV, o então duque de Gloucester inicia a sórdida ascensão ao poder. Concebida por Marcelo Lazzaratto, a encenação despojada busca justamente evidenciar a poesia irretocável do texto e usa de poucos elementos cênicos como apoio. Na pele do protagonista, o ator Chico Carvalho surpreende pela firmeza com que encara o desafio. Reproduz a vilania do personagem calcado em uma tensão psicológica que evidencia o seu desequilíbrio mental, com gestos trêmulos e um olhar vidrado. O deslize foi Lazzaratto não ter em mãos um elenco com a mesma desenvoltura e até tempo de preparação para valorizar os demais personagens. Mayara Magri, André Corrêa, Evas Carretero, Imara Reis, Maria Laura Nogueira, Rafael Losso e Heitor Goldflus quase nada acrescentam ao contracenar com Carvalho. A exceção fica com Renata Zhaneta, que imprime força e personalidade à revoltada Rainha Margareth. Estreou em 24/10/2013. Até 11/5/2014.
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  • Em meio a tantos expoentes do gênero, o musical Rita Lee Mora ao Lado pode ser encarado como um primo pobre. Afinal, conta com cenários despojados, coreografias simples e um elenco algumas vezes carente de técnica. Sua qualidade, no entanto, é justamente saber o próprio tamanho e se limitar a homenagear a cantora sem exagerada pretensão. Adaptada do livro Rita Lee Mora ao Lado — Uma Biografia Alucinada da Rainha do Rock, de Henrique Bartsch, a montagem traz uma carismática Mel Lisboa no papel principal. A atriz tem poucas cenas em que lhe são exigidos recursos dramáticos profundos, mas carrega uma energia e uma irreverência próximas às da estrela. Em uma fusão de ficção e realidade, a trama mostra Rita da infância aos dias de hoje, por meio das confusões de Bárbara Farniente (vivida pela ótima Carol Portes, figura fundamental para o resultado), uma vizinha que acompanhou de perto a vida da família da artista. Construída pelos diretores Débora Dubois e Márcio Macena, além de Paulo Rogério Lopes, a dramaturgia enfileira esquetes e vários deles soam dispensáveis. Enquanto as intervenções de João Gilberto (Nelson Oliveira) e Ney Matogrosso (Fabiano Augusto), contribuem para narrar a história, os números de Caetano Veloso (Antonio Vanfill) e Gal Costa (Yael Pecarovich) só esticam a duração. Apoiada por seis músicos, Mel anima a plateia com Agora Só Falta Você, Saúde, Jardins da Babilônia e Ando Meio Desligado, entre outros sucessos, e é isso o que interessa. Em nome da festa, o público se rende, e o teatro se faz pela devoção a Rita Lee, especialmente quando Mel interpreta Coisas da Vida. Com Rafael Maia (como Roberto de Carvalho), Samuel de Assis, Débora Reis, César Figueiredo e outros. Estreou em 4/4/2014. Até 24/4/2016.
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  • Com direção de Martha Kiss Perrone e Joana Levi, o drama foi construído com base nas cartas de Rosa Luxemburgo (1871-1919) escritas, em sua maioria, nas prisões alemãs do começo do século XX. Polonesa, Rosa foi um dos expoentes do comunismo. As atrizes Lowri Evans, Lucia Bronstein e Martha Kiss Perrone trazem as palavras da revolucionária ao público ainda por meio do vídeo e da música. Estreou em 18/4/2014. 
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  • Montagem da Penélope Cia. de Teatro, o drama tem contos de Mia Couto adaptados por Alexandre Krug. Um pai lê todas as noites histórias para a filha adormecer. Com Renata Asato, Carolina Moreira, Ivan Zancan e outros. Estreou em 1º/11/2013. Até 30/4/2014.
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  • Cansado de sair de peças adaptadas da obra da escritora Martha Medeiros com a sensação de ter visto mais do mesmo? Ainda assim, dê uma chance para o ator Emilio Orciollo Netto no monólogo tragicômico Também Queria Te Dizer. Dirigido por Victor Garcia Peralta, ele surpreende ao dar vida a seis tipos extraídos do livro homônimo formado por cartas fictícias redigidas por homens e mulheres. Orciollo Netto pescou as masculinas e apresenta uma releitura bem mais universal do que a vista em Divã ou Doidas e Santas, outras montagens derivadas de livros de Martha e repletas de questões femininas. Os personagens mostram suas visões para temas como culpa, traição e sexo, morte e vida. Mesmo que na reta final o intérprete caia no óbvio, ele começa o espetáculo empenhado e decidido a conquistar a cumplicidade da plateia. Estreou em 4/4/2014. Até 1º/6/2014.
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  • O universo feminino é o tema de outro espetáculo de autoria de Paula Giannini. As neuroses, as dúvidas, os questionamentos e as alegrias são vividas pelas personagens em cena. Estreou em 3/1/2014. Até 27/3/2016.
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  • Comédia

    Tribos
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    Na comédia dramática Vermelho (2012), Antonio Fagundes apresentou o filho Bruno oficialmente ao público. Naquela trama, um consagrado artista plástico e o jovem assistente viviam conflitos, em um inevitável jogo de espelhos. Menos de três meses depois do fim da turnê do espetáculo, a dupla estreou a perturbadora e divertida comédia Tribos, escrita pela inglesa Nina Raine e dirigida por Ulysses Cruz. Está explícito que a energia juvenil de Bruno contaminou o pai a ponto de fazê-lo apostar em uma encenação moderna, com um elenco numeroso e sem protagonismos, capaz de dialogar com diferentes gerações. Billy (papel de Bruno) nasceu surdo em uma família pouco convencional em que todos podem ouvir. Os pais politicamente incorretos (vividos por Fagundes e Eliete Cigaarini) o criaram em um casulo e não se conformam com a dependência dos outros dois filhos (Guilherme Magon e Maíra Dvorek). A situação se desestabiliza de vez quando Billy se apaixona por Silvia (a atriz Arieta Corrêa), uma garota que começa a ensurdecer depois de adulta. Com diálogos afiados e repletos de acidez, o texto é estruturado em nove cenas que abordam a surdez metafórica nas relações pessoais. Como sempre, Fagundes brilha ao aproveitar o histrionismo do personagem, e Bruno mostra potencial na pele do deficiente auditivo em busca de identidade. Sobressai também Guilherme Magon. O ator investe em uma sutil interiorização para fortalecer o irmão deprimido de Billy. Estreou em 14/9/2013. Até 13/12/2015.
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  • A comédia aborda o dia-a-dia de uma família moderna. O pai é um empresário que passa por uma situação difícil. A mãe curte festas, jogos de pife e roupas caras. O filho é um universitário que sonha surfar no Havaí. Uma moça ingênua vem da fazenda para começar a trabalhar como empregada na casa deles, e acaba se tornando pivô de situações embaraçosas. Estreou em 5/4/2014. Até 27/9/2014.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO