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Paulistanos confessam suas 10 maiores insatisfações em relação a São Paulo

Segundo pesquisa do IBOPE, os moradores de São Paulo gostariam que houvesse melhorias em diversas áreas

Por: Bruna Gomes - Atualizado em

A média de satisfação quanto à saúde, educação, transporte, habitação e outros pontos relacionados à capital está baixa. A honestidade dos governantes é o que mais desagrada a população, com média de 2,3 de satisfação.

Os números fazem parte de uma pesquisa para mensurar a percepção dos paulistanos e focar as ações públicas e privadas, feita pelo IBOPE a pedido da ONG Movimento Nossa São Paulo. Os dados formam os Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem).

As avaliações foram de 1 a 10, sendo que o 1 significa totalmente insatisfeito e o 10 totalmente satisfeito. Os piores índices relacionados à qualidade de vida não passaram de 3,5.

Confira as médias abaixo:

- Honestidade dos governantes – 2,3

- Punição à corrupção – 2,6

- Transparência dos gastos e investimentos públicos – 2,7

- Acompanhamento das ações dos políticos eleitos – 2,8

- Participação popular em conselhos das subprefeituras – 3,3

- Forma de participação na escolha dos subprefeitos – 3,4

- Segurança no trânsito – 3,4

- Respeito ao pedestre – 3,5

- Distribuição de renda – 3,5

- Oportunidades de trabalho para a terceira idade – 3,5

Cultura, lazer e modo de vida

Os índices relacionados à parte cultural e de relacionamento do paulistano com atividades de lazer receberam notas abaixo da média 5,5. A frequência com que as pessoas leem jornais, livros e revistas, por exemplo, recebeu 5,2. Assuntos como viagens e idas ao cinema receberam índices ainda menores; 4,1 e 3,8 respectivamente.

As avaliações dos assuntos estritamente culturais também refletem insatisfação. Preços das entradas de teatros, shows e cinemas receberam média 3,8 enquanto a proximidade de teatros teve 3,9.

Veja os itens avaliados:

- Frequência com que visita museus e exposições – 3,6

- Frequência com que vai ao cinema – 3,8

- Preços das entradas de teatros, shows e cinemas – 3,8

- Proximidade de teatros – 3,9

- Frequência com que viaja – 4,1

- Frequência com que vai a clubes ou espaços de lazer e recreação – 4,2

- Proximidade de centros culturais – 4,3

- Frequência com que faz atividades físicas – 4,4

- Frequência com que participa de atividades culturais – 4,4

- Proximidade de bibliotecas públicas – 4,4

- Frequência com que tem contato com a natureza – 4,7

- Manifestações artístico-culturais nas escolas – 5,0

- Tempo disponível que possui para o lazer – 5,1

- Frequência com que sai com amigos – 5,2

- Frequência com que lê jornais, livros e revistas – 5,2

- Frequência com que visita familiares – 5,7

 Internet

Cinco fatores foram avaliados quanto ao acesso à internet. A média geral 6,0 foi considerada positiva. O piores itens avaliados foram a disponibilidade de agendamento de consultas médicas pela internet com 5,4 e a satisfação com políticas públicas e gratuitas para o acesso com 5,2.

Abaixo os valores em separado:

- Acesso ao uso da internet - 6,8

- Quantidade de serviços públicos e privados que podem ser agendados pela internet - 6,2

- Proximidade de telecentros, infocentros e lan houses - 6,2

- Disponibilidade de agendamento de consultas médicas pela internet - 5,4

- Políticas públicas e gratuitas para o acesso à internet - 5,2

Viveria em outra cidade?

A maioria das 1 512 pessoas entrevistadas respondeu SIM a essa pergunta, caso tivessem a oportunidade. A porcentagem subiu de 46% em novembro de 2008 para 57% em dezembro de 2009. O número mostra o quanto a infra-estrutura de São Paulo deixou de atender às necessidades da população. A intenção da pesquisa encomendada pelo Movimento Nossa São Paulo é direcionar as ações para que ela visem o bem-estar dos paulistanos.

Fonte dos dados citados: IBOPE Inteligência

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO