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Paul McCartney: os prós e contras no primeiro grande teste do Allianz Parque

Boa localização e oferta de comida e bebida contaram a favor. Falta de orientação na formação das filas foi o principal problema

Por: Luan Flavio Freires e Juliene Moretti - Atualizado em

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No primeiro grande evento de entretenimento recebido pelo Allianz Parque, o novo estádio do Palmeiras, houve acertos e algumas falhas. Um dos pontos positivos é a localização da arena: apesar do trânsito carregado e da chuva nos dois dias de show, foi fácil chegar ao local de carro ou de transporte público para quem planejou sair um pouco mais cedo.

O sufoco foi mesmo a saída. Como as duas apresentações terminaram depois da meia-noite, a estação de metrô mais próxima já estava fechada e foi difícil ver ônibus circulando nas vias no entorno da arena. Além disso, a maioria dos taxistas ignorava os pedidos dos pedestres, dando preferência às corridas mais longas. O jeito foi apelar para aplicativos ou caminhar o mais longe possível da arena para tentar a sorte em outro lugar.

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Enquanto a entrada pelos portões C e D, na Rua Padre Antônio Tomás, era bastante tranquilo, longos períodos de espera e até mesmo brigas por causa dos “fura-filas” aconteciam no acesso pelo portão A, na Avenida Turiassu. A média de espera ali passava de uma hora. O fluxo de pessoas era tão grande no local que duas faixas da Avenida Antártica foram ocupadas por pedestres, o que atrapalhou ainda mais a circulação dos carros.

Paul McCartney
O astro se apresentou com chuva com 45 minutos de atraso (Foto: Meriane Morselli)

De acordo com fãs que entraram por este lado, não integrantes da produção, o que comprometeu a formação das filas. “Ninguém sabia de nada, as pessoas acabavam furando a fila. Isso causou estresse em quem estava há um bom tempo esperando”, disse Valmir Guizelini, de 51 anos, que aguardou pouco mais de meia hora para entrar.

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Os amigos Joel Antunes, de 28 anos, e Juliana Moraes, de 27, também reclamaram dessa dificuldade. “Falei com um policial que era preciso organizar, mas eles jogaram a responsabilidade na produção do evento. Ficamos muito próximos da avenida, com os carros passando bem ao lado. Isso não foi legal”, afirmou Juliana.

Paul McCartney
Fila para entrar nas cadeiras superiores por volta das 20h45 de terça (25) (Foto: Meriane Morselli)

Paula Menta, de 29 anos, conta que sentiu falta de orientações: “As pessoas falavam que era para ir subindo e subindo”. Ao lado dela, Costabile Federico, de 28 anos, esteve na noite anterior e contou ter tido mais problemas nesta quarta (26). “Até havia rapazes com megafones dando orientações, mas só quando estávamos bem próximo ao estádio”, disse.

Dentro da arena, no entanto, tudo correu bem. A circulação foi tranquila antes, durante e depois do espetáculo. Em cerca de dez minutos a maioria das 45 000 pessoas já estava do lado de fora após o término da apresentação. A oferta de comidas e bebidas também foi satisfatória, mas os lanches acabaram no segundo dia de evento.

Outro problema foi a colocação de três grandes estruturas metálicas na pista, que atrapalharam bastante a visão de quem estava nas arquibancadas, principalmente nas cadeiras superiores centrais. Houve gente ali que precisou assistir ao espetáculo das escadas para conseguir enxergar algo do palco. O som, por sua vez, tinha qualidade uniforme em todos os cantos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO