Arte

Visite a pé as melhores galerias dos Jardins

Coloque um calçado confrotável e use este roteiro para se aventurar pelo melhor da arte contemporânea

Por: Julia Flamingo

Arnaldo Antunes
"Retrovisor", de Arnaldo Antunes, é exibida na Galeria Luisa Strina, a mais importante do país (Foto: Arnaldo Antunes)

É na segunda semana de janeiro que as galerias retomam a sua programação. Quem continua de férias ou está na cidade no fim de semana, sobretudo no sábado, quando os espaços culturais estão abertos, pode aproveitar para fazer um roteiro a pé pelos Jardins e conhecer o melhor da arte contemporânia. Confira nossas dicas. 

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Galeria Mendes Wood
Galeria Mendes Wood, na rua da Consolação (Foto: Divulgação)

É neste bairro onde foi fundada a primeira galeria do Brasil, a Luisa Strina, em 1974. A diretora que deu nome ao espaço é uma das cem pessoas mais influentes no mundo das artes. Ali do lado também está localizada a Galeria Mendes Wood, cujos sócios também figuram entre as pessoas mais importantes do cenário.

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Passar por vários espaços em um só dia é fácil, já que as galerias estão situadas uma ao lado da outra. Assim, o melhor de tudo é ir a pé e, de vez em quando, parar em uma loja ou restaurante no meio do caminho. Não se acanhe: apesar parecerem lugares apenas para iniciados, as galerias recebem muito bem quem entra por suas portas.

Cao Guimarães
"Revista", de Cao Guimarães pode ser comprada na Galeria Luisa Strina por 600 reais (Foto: Cao Guimarães)

Comece pela Galeria Luisa Strina, na Rua Padre João Manuel, 755. Ela é uma referência para qualquer amante das artes. Foi sua diretora quem inaugurou esse mercado no Brasil e também a primeira pessoa que deu seu nome a uma galeria - depois, a prática virou moda. Até o dia 30, apresenta a mostra Coleções, uma coletiva de fotografias de artistas como Pedro Motta, Marcos Chaves e Rochelle Costi, que estão sendo vendidas por 600 reais.

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Gabriel Chaim - Syria - 2013_2015 - 110 x 165 cm - 01
Fotografias de grandes dimensões de Gabriel Chaim retratam a guerra na Síria (Foto: Gabriel Chaim)

Pouco mais de três quarteirões são necessários para chegar até a Rua Estados Unidos. No número 1 494 está a Zipper, mais jovem e descolada. Ali são descobertos novos artistas, em eventos como o Salão dos Artistas sem Galeria, que entra em sua sétima edição a partir do dia 19. Até 16 de janeiro, quem passar por lá pode conferir a mostra do fotodocumentarista Gabriel Chaim, com registros da guerra na Síria.

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Ao lado, na altura 1 638, está a Dan Galeria, que tem um acervo riquíssimo: alguns dos nomes de sua coleção são Lygia Clark, Jesús Soto e Leon Ferrari. Uma puxada até o número 2 205, leva até a Emma Thomas. Não deixe de subir ao segundo andar para checar o acervo da galeria e o terraço, no terceiro andar.

Daniel Steegman
Daniel Steegman (Foto: Divulgação)

Subindo a Rua da Consolação, a galeria Mendes Wood, cujo jardim interno faz dela uma das mais bonitas da cidade, apresenta uma obra que já garante uma boa experiência no espaço. Trata-se do trabalho virtual criado por Daniel Steegmann Mangrané: depois de colocados, os óculos de mergulho que pendem do teto levam ao mundo criado pelo artista a partir de florestas brasileiras.

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Amelia Toledo - vista geral - credito fotográfico Cortesia Galeria Marcelo Guarnieri - Filipe Berndt
Pilares são talhados para que as pedras encaixem perfeitamente ao seu formato (Foto: Filipe Berndt)

Basta atravessar a rua para se chegar a Marcelo Guarnieri, que apresenta uma elegante exposição da paulistana Amelia Toledo. A artista de 89 anos trabalha com materiais como pedras e espelhos e cria interações que provocam experiências visuais.

Fonte: VEJA SÃO PAULO