Roteiro

Páscoa: teatro

Por: Redação VEJA SÃO PAULO on-line - Atualizado em

Confissões das mulheres de 30
Juliana Araripe, Camila Raffanti e Domingas Person: os desejos das balzaquianas (Foto: Divulgação)

Confira abaixo cinco peças que estão em cartaz na cidade neste sábado (23).

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  • Baseado no livro do rabino Nilton Bonder, o monólogo A Alma Imoral estreou em julho de 2006 no Rio de Janeiro em uma sala onde mal cabiam cinquenta pessoas. O interesse imediato e crescente surpreendeu a própria atriz e adaptadora Clarice Niskier. Pronta para conquistar novos fãs, Clarice volta para uma temporada no Teatro Eva Herz. O sucesso pode ser justificado pela identificação imediata do público com as palavras. Em um roteiro quase informal, a intérprete fala a respeito da sua primeira e arrebatadora impressão ao ler a obra de Bonder e divide questionamentos com a plateia. Inspirada em conceitos bíblicos e filosóficos, ela reflete sobre o certo e o errado, o moral e o imoral ou a necessidade de trair para romper limites e estabelece uma conversa franca e provocativa. Clarice aparece nua em boa parte da montagem e transforma um tecido preto em figurinos. Guiada pela sutil supervisão do diretor Amir Haddad, seduz cada espectador como se fosse o único. Estreou em 14/3/2008. Até 11/12/2016.
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  • De Leonardo Moreira. Não se trata só de um drama sobre uma pessoa especial e suas dificuldades sociais. A peça constrói um jogo para envolver o espectador. Com o revezamento de cinco atores na pele do protagonista — um portador da síndrome de Asperger, distúrbio cujos sintomas se parecem com os do autismo —, a plateia se vê diante do desafio de construir a própria imagem do personagem. O efeito encaixa-se na multiplicidade da trama do jovem, intrigado com o assassinato do cachorro da vizinha. Estreou em 19/06/2008. Última apresentação em 24/04/2011.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Domingos Oliveira. Em 1994, quando o dramaturgo colheu depoimentos de atrizes para uma peça, falar das balzaquianas não era moda. Sex and the City, o seriado americano, só seria lançado quatro anos depois. Hoje, a remontagem do texto pode parecer uma chuva de clichês. Mas não. São as queixas que continuam iguais. As atrizes Juliana Araripe, Camila Raffanti e Wanessa Morgado divagam sobre frustrações, carreira e, claro, homens. Estreou em 11/06/2008. Até 27/05/2012.
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  • De Elias Andreato, Helô Cintra e João Paulo Lorenzon. Lorenzon e Helô Cintra interpretam um casal cujo relacionamento começa na internet. Na busca do diálogo perfeito, eles usam fragmentos de textos de escritores. Depois de uma conversa por telefone, a dupla finalmente se encontra e passa a enfrentar um novo desafio. O diretor Elias Andreato montou um interessante painel da solidão e das relações amorosas. Em sintonia, os protagonistas dão veracidade ao conflito e tiram proveito da proposta em cenas que misturam sutilezas e sensualidade. Estreou em 05/02/2011. Prorrogado até 01/05/2011.
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  • De Nelson Baskerville, Verônica Gentilin e Cia. Mungunzá de Teatro. Com extrema e admirável coragem, o diretor Nelson Baskerville mexe em sua história para montar o espetáculo, que comove e inquieta o espectador em um surpreendente conjunto. Seu irmão mais velho, Luis Antonio (interpretado pelo ótimo ator Marcos Felipe) era homossexual e viveu em Santos até os 30 anos, quando se mudou para a Espanha. Durante três décadas, quase nada se soube dele, que, em Bilbao, assumiu a identidade de Gabriela, protagonizou shows em boates e acabou vitimado pela aids em 2006. Com Lucas Beda, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Day Porto e Virginia Iglesias. Estreou em 16/03/2011. 
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Fonte: VEJA SÃO PAULO