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Páscoa: exposições

Por: Redação VEJA SÃO PAULO on-line - Atualizado em

Rio São Francisco
Exposição sobre o Rio São Francisco, no Ibirapuera: organização foi do estilista Ronaldo Fraga (Foto: Nelio Rodrigues)

Confira abaixo cinco exposições que estão em cartaz neste sábado (23).

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  • Dona de um papel central no atual cenário político e econômico do mundo, a China está com os holofotes internacionais voltados para a sua arte, cada vez mais valorizada no mercado. A coletiva tenta mostrar um painel do país por meio de 48 obras de dez artistas. O resultado, porém, decepciona ao se concentrar em instalações pouco memoráveis e vídeos cansativos (a exemplo de Conspiração, de Zhou Xiaohu, e de 8848-1.86, de Xu Zhen). Ironicamente, os melhores trabalhos possuem paralelos com a produção ocidental. Caso dos enormes óleos de Yin Zhaoyang, de inflexão expressionista abstrata, e dos retratos de Wang Jin. Prorrogada até 24/04/2011
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  • Morto em 1993, aos 36 anos, o cearense viu sua produção tornar-se popular na década de 80. Foi um período fértil para a arte brasileira, que revelou ainda Nuno Ramos, Beatriz Milhazes, Luiz Zerbini, Daniel Senise e Leda Catunda. Cada vez mais cultuado, o artista agora é tema de uma retrospectiva no Itaú Cultural. Sob o Peso dos Meus Amores reúne 313 obras de sua autoria, quatro do alemão Albert Hien, amigo próximo, e uma última peça assinada pelos dois. Complementa a mostra uma instalação na Capela do Morumbi. Os trabalhos de Leonilson chamam atenção pela felicidade ao combinar humor e sutileza. Sobressaem os bordados de formas coloridas e por vezes minimalistas, com títulos irônicos como Álbum Estigmas Curiositas Exvagos e O que Você Desejar, o que Você Quiser, Eu Estou Aqui, Pronto para Servi-lo. De 17/03/2011 a 29/05/2011 no Itaú Cultural e de 20/03/2011 a 29/05/2011 na Capela do Morumbi.
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  • Um século após surgir na Europa, alavancado por artistas tão geniais quanto distintos entre si, a exemplo de Edvard Munch e Otto Dix, o gênero dedicado às formas angulares e aos recantos desesperados da alma é tema da coletiva no Museu de Arte Brasileira da Faap. Noventa trabalhos integram Marcas do Expressionismo. Eles repassam a trajetória do movimento no Brasil, em suas idas e vindas. Há desde o negrume paradigmático das xilogravuras de Oswaldo Goeldi até os experimentos precursores de Anita Malfatti em obras-primas como Homem das Sete Cores. Flávio de Carvalho prefere recorrer à explosão de tonalidades nos retratos do maestro Eleazar de Carvalho e do escritor José Geraldo Vieira. A mostra tem ainda o mérito de recuperar dois pintores talentosos e atualmente pouco lembrados no país, Marina Caram e Heinz Kühn, além de apostar nos contemporâneos Marco Paulo Rolla e Herman Tacasey.  De 15/02/2011 a 29/05/2011.
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  • A pintora portuguesa ganha uma retrospectiva com 110 obras realizadas de 1953 a 2009, entre pinturas, desenhos, gravuras e colagens. É uma excelente oportunidade para o público brasileiro entrar em contato com uma produção de grande impacto estético, caracterizada por figuras de formas tão indistintas quanto as do francês Balthus. A abordagem corrosiva e naturalista da sexualidade pode ser digna de comparação com a do alemão naturalizado inglês Lucian Freud, para muitos especialistas o mais importante artista vivo. Às vezes bonecos servem de modelo para Paula, de 76 anos, e o aspecto narrativo das peças advém de fontes diversas. Há desde a influência de contos infantis e de literatura até a crítica social, latente na série O Aborto, composta de pastéis nos quais jovens interrompem a gravidez, e em Circuncisão Feminina, sobre mutilação genital. As águas-fortes do conjunto Rimas Infantis remetem aos perturbadores Caprichos de Goya. Recordações pessoais também aparecem aqui e ali, caso da misteriosa acrílica A Família. É difícil não observar nesses trabalhos, marcados pela presença da libido e da morte, um comentário revelador, algo funesto, acerca da condição humana. De 19/03/2011 a 05/06/2011.
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  • Em 2008, o estilista mineiro empreendeu uma viagem de três meses a bordo do Benjamin Guimarães, uma das últimas embarcações a vapor em atividade no São Francisco. Fraga conheceu a nascente, em Minas Gerais, e foi até Piaçabuçu, em Alagoas. A coleção de roupas inspirada nessa viagem foi vista na São Paulo Fashion Week, mas a paixão pelo rio ficou. Nos últimos três anos, ele retornou à região e percorreu cerca de 5.000 quilômetros ao longo de comunidades ribeirinhas. Dividida em treze instalações, a montagem apresenta mitos, cores, memórias e crenças. Logo na entrada, um cardume feito de garrafas PET pendurado no teto chama atenção pelo efeito visual — o objetivo da obra é abordar a poluição e salinização das águas. Repleto de malas e fotos antigas, o ambiente O Chico e o Caixeiro Viajante exibe curtos documentários sobre anônimos. Há ainda dois espaços interativos. Um deles simula uma pescaria e no outro o visitante abraça vestidos e ouve um poema declamado por Maria Bethânia. De 01/04/2011 a 26/06/2011.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO