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Páscoa: exposições neste domingo (24)

Por: Redação VEJA SÃO PAULO on-line - Atualizado em

alexandr rodtchenko
Exposição do russo Alexandr Ródtchenko: homenagem da Pinacoteca (Foto: Alexandr Rodtchenko)

Confira seis exposições que estão em cartaz neste domingo (24).

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  • A megaexposição reflete sobre a relação do homem com a água e já recebeu mais de 170.000 visitantes. No total, 8.000 metros quadrados de área expositiva da Oca estão ocupados com trabalhos audiovisuais e interativos, aquários, terrários, imagens, vídeos, esculturas e maquetes. Na vertente artística, sobressaem as esculturas do inglês William Pye, as fotos da carioca Claudia Jaguaribe e um vídeo do alemão Thomas Demand. O forte da mostra, contudo, está na parte educativa. Documentários são exibidos nas janelas (não por acaso em forma de escotilha) do prédio projetado por Oscar Niemeyer, enquanto no 2º andar o visitante deita em um colchão-d’água para assistir a um vídeo projetado no teto. A instrutiva instalação As Cores da Amazônia, ao explicar as diferenças entre o clima de vários rios da região, faz “chover” no braço do visitante. De 26/11/2010 a 08/05/2011.
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  • Integrante de uma geração brilhante do modernismo russo-soviético, o fotógrafo Alexandr Ródtchenko é homenageado por meio de uma retrospectiva trazida ao Brasil pelo Instituto Moreira Salles e exibida na Pinacoteca do Estado. Revolução na Fotografia amealha 170 trabalhos realizados de 1924 a 1954. Também pintor e artista gráfico, Ródtchenko conseguiu ser revolucionário de fato com a câmera na mão. A começar pela impressionante habilidade em fazer fotomontagens. Esse procedimento rendeu cartazes satíricos e ilustrações para livros. O russo recorreu ainda a retratos da mãe (um registro pungente) e do amigo Maiakovski. Fiel à rigidez construtiva, soube explorar como poucos o potencial de sombras e o abstracionismo de formas geométricas e arquitetônicas para chegar a planos e composições inovadores em Degraus e na famosa Moça com uma Leica. De 19/02/2011 a 01/05/2011.
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  • O Masp apresenta ao público 120 gravuras em papel de sua coleção assinadas por artistas brasileiros. A montagem privilegia a passagem da figuração ao abstracionismo, resultando, nos últimos anos, em um modelo híbrido adotado por nomes como Cildo Meireles e Nelson Leirner. Constam na seleção dos curadores Teixeira Coelho e Denis Molino joias de Volpi, Iberê Camargo (da série Manequins da Rua da Praia), Marcello Grassmann, Fayga Ostrower (em raros momentos figurativos) e Arcangelo Ianelli, entre outros.  Prorrogada até 02/10/2011.
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  • A pintora portuguesa ganha uma retrospectiva com 110 obras realizadas de 1953 a 2009, entre pinturas, desenhos, gravuras e colagens. É uma excelente oportunidade para o público brasileiro entrar em contato com uma produção de grande impacto estético, caracterizada por figuras de formas tão indistintas quanto as do francês Balthus. A abordagem corrosiva e naturalista da sexualidade pode ser digna de comparação com a do alemão naturalizado inglês Lucian Freud, para muitos especialistas o mais importante artista vivo. Às vezes bonecos servem de modelo para Paula, de 76 anos, e o aspecto narrativo das peças advém de fontes diversas. Há desde a influência de contos infantis e de literatura até a crítica social, latente na série O Aborto, composta de pastéis nos quais jovens interrompem a gravidez, e em Circuncisão Feminina, sobre mutilação genital. As águas-fortes do conjunto Rimas Infantis remetem aos perturbadores Caprichos de Goya. Recordações pessoais também aparecem aqui e ali, caso da misteriosa acrílica A Família. É difícil não observar nesses trabalhos, marcados pela presença da libido e da morte, um comentário revelador, algo funesto, acerca da condição humana. De 19/03/2011 a 05/06/2011.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Artista das mais talentosas e inquietas surgidas na última década, a paulistana de 32 anos tem um gosto particular por obras de grande impacto visual. Foi assim, por exemplo, na última edição da Bienal de São Paulo, em 2010, quando ela idealizou a performance Metade da Fala no Chão, na qual um pianista tocava enquanto um balde de cera quente era virado sobre as cordas do piano. Ou quando bolou bonecos inspirados no dramaturgo irlandês Samuel Beckett. Eles derretiam conforme a exposição transcorria na unidade carioca do Centro Cultural Banco do Brasil. Em sua nova individual, Tatiana abre um buraco no estacionamento da Galeria Millan e põe ali dentro um veículo, como se o chão o tivesse engolido. A mostra, não por acaso intitulada Acidente, traz ainda uma escultura e dez pinturas. As telas retratam meios de transporte — carros, motos, navios, aviões — escondidos pela profusão de tinta. De 16/03/2012 a 14/04/2012.
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  • Depois de Entre Atos 1964/68, coletiva exibida até o início de janeiro, o MAC segue abordando o conturbado período do regime militar com recortes de seu acervo. Embora não traga tantos nomes estrelados quanto a mostra-irmã, há pérolas para apreciar entre as 162 peças reunidas, caso da rara série de acrílicas Cantos (1973), de Cildo Meireles, e do conjunto de fotografias clicado por Cristiano Mascaro no enterro do presidente boliviano René Barrientos, em 1969. Uma ótima curiosidade é M3x3 (1973), da bailarina Analivia Cordeiro, considerado o primeiro trabalho de videoarte realizado no país. Prorrogada até 07/08/2011.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO