Protesto

Agentes de trânsito paralisam as atividades nesta terça-feira

Funcionários da CET vão doar sangue no Hospital das Clínicas a partir das 10 horas

Por: Redação VEJASAOPAULO.COM - Atualizado em

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Funcionários da CET podem cruzar os braços a partir do dia 9 de junho (Foto: Mario Rodrigues)

Os agentes de trânsito da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo fazem uma manifestação nesta terça-feira (27). Para faltarem no emprego sem serem descontados, os trabalhadores realizam a partir das 10 horas uma doação de sangue solidária no Hospital das Clínicas.

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A paralisação é de 60% do efetivo, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Sistema Viário e Urbano do Estado de São Paulo (Sindviários), Reno Ale. A CET conta com aproximadamente 4 300 trabalhadores na capital.

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O ato reflete no trânsito da cidade. Na Radial Leste, por exemplo, a faixa reversível que é montada às 6 horas só começou a vigorar a partir das 8 horas, quando a cidade registrava 105 quilômetros de lentidão, dos 868 quilômetros monitorados pela CET.

Ale explica que os trabalhadores exigem reajuste salarial de 12%, além de participação nos resultados de 4 200 reais e novas contratações. “Até o momento, a empresa ofereceu aumento de 5,82%. Temos uma nova reunião de negociações marcada para esta terça-feira.”

Em assembleia realizada na última quarta-feira (21), a categoria aprovou ainda uma paralisação por 24 horas marcada para o dia 4 de junho. Entretanto, Ale disse que o dia pode mudar. “Decidimos também iniciar a greve por tempo indeterminado a partir do dia 9 de junho se nada mudar.”

Professores municipais

Em greve desde o dia 23 de abril, os professores municipais realizam uma nova manifestação nesta terça-feira, a partir das 14 horas, no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. Após assembleia, o grupo deve seguir até a prefeitura. A categoria exige que o executivo determine a data para a incorporação do bônus prometido de 15,38%.

Professores universitários

Já os professores e funcionários da USP, Unicamp e Unesp cvomeçaram hoje uma greve por tempo indeterminado. O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) já havia anunciado o congelamento dos salários em razão da crise financeira das entidades. Mas os trabalhadores requerem reajuste de 9,78% – 3% de defasagens acumuladas mais inflação dos últimos 12 meses.

Ônibus

No final da tarde de segunda-feira (26), o Tribunal Regional do Trabalho considerou abusiva a greve de motoristas e cobradores de ônibus que parou a cidade na semana passada.  A Justiça aplicou uma multa de 200 000 reais aos dois sindicatos que encabeçaram o movimento e decretou a compensação dos dias em que os coletivos ficaram parados. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO