Roteiro

Parada Gay 2012: teatro

Oito peças em cartaz na cidade que fazem referência à temática GLS

Por: Catarina Cicarelli

Priscilla, Rainha do Deserto
'Priscilla, Rainha do Deserto': musical ganha primeira produção internacional no Brasil (Foto: Divulgação)

Por que não intercalar a ferveção com uma ida ao teatro? É claro que não dá para rotular uma peça de gay, mas é inevitável perceber que o público GLS tem preferência por algumas delas.

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Confira os nove espetáculos que estão em cartaz e que fazem de alguma forma referência à homossexualidade:

  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Harold Pinter (1930-2008). Dirigido por Esther Góes, o drama mostra um conflito entre dois casais do mundo da moda. James e Stella (interpretados por Ariel Borghi e Amazyles de Almeida) entram em crise depois que ela passa uma noite com Bill (Marcelo Szpektor), o companheiro de Harry (Marcos Suchara). O que se vê é um elenco cambaleante em uma encenação conservadora, dirigida sem nenhuma firmeza nem intenção de impor uma proposta. Se o objetivo era investir na estética vintage, a leitura resultou ultrapassada e pouco atraente. Estreou em 16/03/2012. Até 17/06/2012.
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  • De Luigi Pirandello (1867-1936). Escrita em 1929, a comédia dramática enfoca dois amigos (os atores Bruno Barchesi e Daniel Volpi) que vivem em harmonia com a prostituta Melina (papel de Natália Moço). Quando a mulher engravida e não sabe quem é o pai, a amizade dos dois sofre um revés. A elegância do diretor Eduardo Tolentino de Araújo continua intacta na transposição de um texto que pereceu e precisaria de uma adaptação para se justificar. Mas desta vez faltou elenco à altura para a empreitada. Enquanto Barchesi e Volpi apenas seguram a onda dos personagens, Natália apresenta-se imatura para tal desafio. Com Renato Caldas, Fernão Lacerda, Malu Bazan e Rita Giovanna. Estreou em 24/05/2012. Dias 28/3 a 30/3.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Peter Shaffer. Montado pela primeira vez no Brasil em 1976, com Paulo Autran no elenco, o drama oferece múltiplas ferramentas ao ser levado ao palco. Elias Andreato interpreta um psiquiatra que investiga os motivos capazes de levar um jovem (papel de Leonardo Miggiorin) obcecado por cavalos a cometer um ato bárbaro. Para o médico, compreender a mente do rapaz pode ser também a forma de livrá-lo de entender a própria identidade. O diretor Alexandre Reinecke ampliou o suspense sem diluir a profundidade psicológica nem a discussão sexual. Estreou em 06/04/2012. Prorrogado até 27/09/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Harold Pinter (1930-2008). A produção revela-se uma grata surpresa. Escrito pelo autor inglês em 1970, o drama encaixa-se com perfeição no clima claustrofóbico da Sala Experimental e apoia-se em elementos cênicos mínimos para transmitir a densidade do perturbador texto. Um casal (interpretado por Otto Jr e, em revezamento, Miwa Yanagizawa e Paula Braun) recebe a visita de uma antiga amiga (a ótima Cristina Flores) da mulher. Permeada de mistérios, a relação das duas aos poucos vem à tona, causando um clima de desconforto. Estreou em 09/05/2012. Até 28/06/2012.
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  • Adaptação de Flávio Marinho para peça de Stephan Elliott e Allan Scott. Baseado no filme de 1994, o musical traz três drag queens que vão, em um ônibus batizado de Priscilla, até o deserto australiano. Além de apresentarem um show, Mitzi (Luciano Andrey), Felicia (André Torquato) e Bernardette (Ruben Gabira) carregam razões pessoais para enfrentar a viagem. A produção deixa a desejar em requisitos fundamentais para o gênero. Além de os figurinos serem irregulares, o ônibus está diante de um cenário pouco atraente. A direção desperdiça um investimento na linguagem teatral. Com Saulo Vasconcelos, Leandro Luna, Simone Gutierrez e outros. Estreou em 17/03/2012. Até 09/12/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: Adaptação de Evaldo Mocarzel para fragmentos do escritor romano Petrônio. Novo projeto da Cia. Os Satyros, o pacote inclui, além da montagem, uma instalação e uma rave. O espetáculo propõe um mergulho no submundo das metrópoles. Três ex-gladiadores formam um triângulo amoroso e, como michês, lutam pela sobrevivência no centro de São Paulo. Estreou em 13/04/2012. Prorrogado até 22/07/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Miguel Adamanto. Uma reflexão sobre os relacionamentos gays é a proposta da comédia dramática. Depois de três anos, Miguel (o ator Eric Furlan) enfrenta a separação e o desafio de refazer a vida sozinho. Estreou em 15/03/2012. Até 28/06/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: Sob a direção de Cassio Scapin, o ator Ando Camargo e o cantor Carlos Navas reúnem-se em torno de textos do escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900) e canções do compositor americano Cole Porter (1891-1964). Em um clima de cabaré, treze temas de Porter, como Get Out of Town e All of You, se cruzam com trechos do romance O Retrato de Dorian Gray, das peças Salomé e Um Marido Ideal e do poema A Balada do Cárcere de Reading. O pianista Jonas Dantas dá o suporte. Até 29/06/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO