Roteiro

Parada Gay 2011: teatro

Nove peças em cartaz na cidade que fazem referência à homossexualidade

Por: Catarina Cicarelli - Atualizado em

Luis Antonio - Gabriela
Documentário cênico: os atores Verônica Gentilin, Sandra Modesto, Lucas Beda e Marcos Felipe em Luis Antonio - Gabriela (Foto: Bob Souza)

Por que não intercalar a ferveção com uma ida ao teatro? É claro que não dá para rotular uma peça de gay, mas é inevitável perceber que o público GLS tem preferência por algumas delas.

Confira os nove espetáculos que estão em cartaz e que fazem de alguma forma referência à homossexualidade:

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  • De Gero Camilo. O ator Gero Camilo impõe-se um desafio incomum: fugir do óbvio e apresentar-se na caracterização de dois personagens reais, os pintores Vincent van Gogh (1853- 1890) e Paul Gauguin (1848-1903), para narrar com total liberdade uma parceria que os uniu em 1888. Eles fundaram uma comunidade em Arles, no sul da França, para compartilhar experiências artísticas e viabilizar a dedicação de cada um às tintas. Dirigido por Marcia Abujamra, Camilo alcança bons momentos. Estreou em 15/04/2011 e está no Repertório Gero Camilo até 20/12/2013.
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  • De Nelson Baskerville, Verônica Gentilin e Cia. Mungunzá de Teatro. Com extrema e admirável coragem, o diretor Nelson Baskerville mexe em sua história para montar o espetáculo, que comove e inquieta o espectador em um surpreendente conjunto. Seu irmão mais velho, Luis Antonio (interpretado pelo ótimo ator Marcos Felipe) era homossexual e viveu em Santos até os 30 anos, quando se mudou para a Espanha. Durante três décadas, quase nada se soube dele, que, em Bilbao, assumiu a identidade de Gabriela, protagonizou shows em boates e acabou vitimado pela aids em 2006. Com Lucas Beda, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Day Porto e Virginia Iglesias. Estreou em 16/03/2011. De 3 a 20/11/2016.
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  • Adaptação de Miguel Falabella para peça de Hernán Casciari e Antônio Gasalla. Claudia Jimenez protagoniza a comédia argentina transportada para a realidade brasileira. A atriz vive Nalva, mulher que dribla as dificuldades domésticas, agravadas pelo desemprego do marido (interpretado por Ernani Moraes) e a falta de rumo dos filhos. Com carisma e sensibilidade manifestados principalmente quando aparece sozinha em cena, Claudia valoriza o espetáculo. A dramaturgia inconsistente e repleta de soluções rasteiras, no entanto, faz com que essa seja apenas mais uma montagem de apelo fácil, apesar da assinatura de Falabella. Estreou em 18/03/2011. As sessões dos dias 23, 24 e 25/09/2011 foram canceladas.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Steve Galluccio. A trama enfoca as relações humanas por meio de duas famílias do bairro da Mooca. O ator Alex Moreno é um advogado que titubeia em assumir sua homossexualidade, mesmo vivendo com seu vizinho de infância, um roteirista interpretado por Alexandre Cruz. Quando a situação chega ao conhecimento dos pais de ambos, o peso das tradições e do preconceito passa a ser medido e confrontado com o amor que os une. Estreou em 07/01/2011. Prorrogado até 27/05/2012.
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  • Miriam Lins adaptou e dirige a comédia de Rodolfo da Rocha Carvalho. Um aposentado (Marcio de Lucca) sonha em ser ator. O convite para interpretar um homossexual em uma peça, no entanto, o envolve em vários mal-entendidos. Calcada em piadas politicamente incorretas, a peça traz todas as fórmulas para uma ampla comunicação e tem no elenco os atores Mateus Carrieri, Adelita Del Sent e Aldine Muller. Estreou em 5/10/2007. Até 29/10/2016.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: Sucesso de público no ano passado, a corrosiva tragicomédia foi aplaudida por 60.000 pessoas em dez capitais — por aqui, cumpriu temporada no Teatro Faap. A montagem volta a São Paulo para as duas derradeiras apresentações, desta vez no Teatro Alfa, na quarta (25/07) e na quinta (26/07). Sob a direção de Felipe Hirsch, o texto do americano Nicky Silver encontrou em Marco Nanini o protagonista ideal. Ele interpreta o presidente de um banco que mantém uma tediosa relação com a mulher alcoólatra (a ótima Mariana Lima). A mesmice altera-se diante do retorno do filho mais velho (Álamo Facó) e do casamento da caçula (também vivida por Nanini) com Tom (Michel Blois, em substituição a Felipe Abib), um garçom recrutado para ser a empregada da casa. Apoiados no humor ácido e no absurdo, os atores dão um show nessa crítica à sociedade consumista e ao esfacelamento familiar. Atração à parte, o cenário criado por Daniela Thomas é desmontado conforme os conflitos se intensificam. Estreou em 18/03/2011.
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  • De Richard Alfieri. Protagonizada por Suely Franco e Tuca Andrada, a comédia do dramaturgo americano é sustentada pelo carisma da dupla de atores. Lily é uma vaidosa senhora que, apaixonada por dança, decide contratar um professor para lhe dar aulas. Um tanto atrevido, Michael enfrenta vários atritos com sua nova aluna, principalmente por causa das diferentes visões de cada um sobre a vida. Uma sucessão de clichês é enumerada na condução da história e, se o diretor Ernesto Piccolo não conseguiu atenuar essa falha do texto, pelo menos deixou os atores à vontade para garantir o show. Estreou em 29/04/2011. Prorrogado até 18/12/2011.
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  • De Eloy Araújo. O ator Edwin Luisi tirou da manga a comédia montada em 2000. Em uma performance digna de um showman, ele volta a dar vida a Daniel, que, sem maiores explicações, abandonou a família há dez anos. Disposto a recuperar a convivência com o filho (Johnny Massaro), ele volta, só que transformado em Lana Lee, transexual de sucesso em shows internacionais. O tempo, no entanto, causa efeito ao espetáculo. As piadas em relação ao universo gay já não soam tão engraçadas e falta densidade na abordagem da relação pai, filho e ex-mulher. Estreou em 01/04/2011. Até 26/06/2011
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  • De Marta Góes. Regina Braga retoma o monólogo dramático que fez sucesso em 2001. Em um papel sob medida, a atriz vive a poetisa americana (1911-1979) que, em 1951, chegou ao Rio de Janeiro para passar uns dias. Ficou quinze anos, mergulhada num romance com a arquiteta Lota Macedo Soares. Estreou em 08/06/2001. Duas apresentações dentro do Festival Mix Brasil.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO