Sem folia

Para fugir do samba na terça (21): exposições

Cinco exposições para quem não quer nem saber de Carnaval

Por: Redação VEJINHA.COM

Jac Leirner
A instalação Os Nomes integra a retrospectiva da artista paulistana Jac Leirner (Foto: Divulgação)

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  • Resenha por Jonas Lopes: Quatro artistas integram a seleção: as brasileiras Jac Leirner, Leda Catunda e Carmela Gross e o argentino Jorge Macchi. Porém, a tentativa de reuni-los sob um mesmo conceito teórico é praticamente ignorada pelo curador José Augusto Ribeiro. As obras parecem abandonadas no espaço, sem nenhuma ligação. Ainda assim, há acertos individuais, como o jogo de espelhos Expansivo, de Carmela, e o pulmão feito com etiquetas de preço de cigarros, assinado por Jac. Também em cartaz no Centro Universitário Maria Antônia: ✪✪✪ Cassio Michalany (pinturas), ✪✪ Marcone Moreira (objetos), ✪✪ Camila Sposati (vídeo, escultura e desenho) e ✪✪ Lucia Mindlin Loeb (instalação). Até 04/03/2012.
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  • Doze obras compõem Hardware Seda — Hardware Silk. As peças seguem o estilo irreverente da paulistana Jac Leirner, que cria suas peças a partir da reunião de objetos variados colhidos no cotidiano. Vide Coleção Particular, uma escultura composta de porcas de parafuso, e Retrato, feita com cartões-postais com a imagem de gênios do passado (Mahler, Giacometti, Cocteau). Ainda melhor é Skin (Smoking Red), espécie de tela minimalista formada por sedas para embalar tabaco. Preços não fornecidos. De 03/09/2012 a 27/10/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: O MAC-USP abre em seu espaço no Ibirapuera um excelente recorte na coleção do museu. Composta de 150 obras, a seleção discute as relações entre os trabalhos de artistas brasileiros e estrangeiros durante o modernismo. Premiada na primeira Bienal, em 1951, a escultura Unidade Tripartida, de Max Bill, posicionada no início do percurso, deixou rastros decisivos na geração de Lygia Clark e Waldemar Cordeiro. Perto dali, um diálogo parecido ocorre entre o óleo Cabeça Trágica, de Karel Appel, marcado pela dramaticidade e pelo exagero neoexpressionista, e a aterradora série Minha Mãe Morrendo, de Flávio de Carvalho. Outras ligações são abordadas na montagem. Impressiona, por exemplo, a semelhança no uso de formas geométricas em trabalhos de Pablo Picasso e Ismael Nery. E por aí vai: Matisse deságua em Volpi, Kandinsky em Tomie Ohtake, George Grosz em Iberê Camargo. Além das estrelas consagradas, a exposição aproveita para apresentar ao público paulistano nomes brilhantes mas pouco conhecidos por aqui. Caso do gravurista austríaco Alfred Kubin e da escultora mineira Maria Martins. Até 29/07/2012.
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  • Depois de vários adiamentos, o Museu de Arte Contemporânea, enfim, começa a inaugurar sua nova sede, no antigo prédio do Detran, no Ibirapuera. De modo tímido e algo decepcionante, é verdade: apenas um pequeno espaço do térreo está disponível ao visitante — somente no fim de 2012 a mudança deve ser finalizada. O Tridimensional no Acervo do MAC: uma Antologia traz dezoito esculturas da coleção. Apesar do contexto frustrante, a mostra em si é bem costurada e compacta. Formas sinuosas destacam-se em Figura Reclinada em Duas Peças: Pontos, do inglês Henry Moore, e em O Implacável, de Maria Martins. Franz Weissmann e Sérvulo Esmeraldo apostam no construtivismo. Entre os contemporâneos, preste atenção em Sem Título Mas com Amor, de Ernesto Neto, feita com chumbo, bolas de isopor e uma meia de náilon.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Um dos artistas gráficos mais renomados da atualidade, o polonês ganha uma mostra no MIS. Integram a seleção 85 cartazes. De 25/01/2012 até 25/03/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO