Comida

Minipadarias ganham espaço com receitas finas e decoração charmosa

Boa parte dessas casas tem suas fornadas inspiradas nas irresistíveis boulangeries francesas

Por: Ava Freitas

Marie-Madeleine - Micropadarias 2241
A Marie-Madeleine: delícias de inspiração francesa na vitrine (Foto: Mario Rodrigues)

No lugar do velho pão com manteiga na chapa degustado no balcão (um clássico que nunca vai perder seu espaço, diga-se), que tal começar o dia de uma forma diferente, saboreando na mesa delícias como croissants com amêndoas ou um gougère, uma espécie de pão de queijo oco, cremoso e com intenso sabor da variedade gruyère? Esse pode ser um bom resumo da proposta de serviço das micropadarias que vêm se espalhando pela capital nos últimos tempos. Como demonstra o sotaque de algumas das atrações de seus cardápios, boa parte dessas casas tem suas fornadas inspiradas nas irresistíveis boulangeries francesas. Há uma leva de endereços do gênero, como a Julice Boulangère, em Pinheiros, a St. Honoré, no Itaim, e a 7 Molinos, nos Jardins, todas abertas neste ano.

St. Honoré - padarias 2241
A St. Honoré: agradável área avarandada (Foto: Fernando Moraes)

Na mais recente edição do especial “Comer & Beber”, um estabelecimento do tipo levou o prêmio dos jurados na escolha da melhor padaria da cidade. A eleita, a Marie-Madeleine Boutique Gourmet, na Vila Nova Conceição, nasceu em outubro de 2010 pelas mãos da chef Izabel Pereira da Silva. Antes de montar o negócio, ela passou uma temporada na França estudando gastronomia e, na volta ao Brasil, trouxe de lá um mestre padeiro, Jean-Louis Clément, para cuidar da elaboração das receitas. No salão precedido por uma aprazível varanda, os fregueses se esbaldam em itens como o bostok, uma massa de brioche com amêndoas (6 reais a unidade). “Tem gente que vem de longe atrás dele”, diz Izabel.

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Padarias - PÃO e 7 Molinos 2241
PÃO e 7 Molinos (abaixo): minipadarias ganham espaço (Foto: Fernando Moraes/ Mario Rodrigues)

Além dos ambientes charmosos, onde as atrações costumam ser exibidas em vitrines como pequenas joias culinárias, outro ponto em comum entre as casas do gênero é a produção artesanal. “As pessoas estão cada vez mais interessadas em artigos de qualidade melhor, por isso o segmento tem tudo para continuar crescendo”, diz Rafael Rosa, um dos sócios da PÃO, loja surgida em 2007 no Jardim Paulista, especializada em receitas com ingredientes orgânicos. A empreitada deu tão certo que já rendeu duas filiais, a última delas aberta em 6 de outubro no interior do Spa L’Occitane, também no Jardim Paulista. Outro lugar de sucesso, a 7 Molinos era originalmente uma butique de azeites na Bela Cintra. Em abril, o negócio foi repaginado para oferecer uma série de opções de panificação e confeitaria, engordando a onda paulistana das minipadarias.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO