Cinema

Com mistura de humor e pavor, "Pânico 4" não decepciona

Diretor Wes Craven reuniu o mesmo trio de atores principais; filme começa com sequência de pegadinhas de horror

Por: Miguel Barbieri Jr.

Pânico 4
O matador mascarado e a atriz Courteney Cox: casamento de humor com pavor (Foto: Divulgação)

Diretor de “A Hora do Pesadelo” (1985), Wes Craven conseguiu revitalizar o terror em 1996 com “Pânico”. Se não revolucionou o gênero, o longa-metragem deu início a uma legião de fãs, os mesmos que viram minguar a criatividade nas continuações de 1997 e 2000. Eis, então, a boa-nova para os seguidores da cinessérie: “Pânico 4” não decepciona em sua fórmula de juntar humor e pavor. Craven, que também assina a produção do filme, reuniu o mesmo trio de atores principais e trouxe de volta o roteirista Kevin Williamson, ausente na terceira parte.

O quarto capítulo começa com uma divertida sequência de pegadinhas de horror cuja paródia ao próprio Pânico é explícita. Na trama principal, Sidney Prescott (Neve Campbell), agora uma mulher trintona, regressa à cidade natal depois de dez anos para lançar um livro de autoajuda. Perseguida pelo matador mascarado, ela reencontra a tia (Mary McDonnell) e uma prima (Emma Roberts), além de alguns amigos, como o xerife Dewey (David Arquette) e a escritora Gale Weathers (Courteney Cox). Não demora muito para o assassino voltar à ativa retalhando suas vítimas com um facão. Roteirista e realizador adotam a forma narrativa do “whodunit” (quem matou?). Mas, até chegar à identidade — bastante surpreendente — do criminoso, há piadas hilariantes e autorreferências espirituosas. Entre as participações especiais, repare na rápida aparição de Anna Paquin, estrela do seriado “True Blood”.

Imitada ao longo de quinze anos, a série “Pânico” virou símbolo da geração de adolescentes da década de 90 e ganhou cópias baratas (“Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado” é um exemplo). Todas elas ignoraram a esperta frase dita por uma das protagonistas do episódio atual, que o torna ainda mais irresistível: “A primeira regra de uma refilmagem é nunca mexer com o original”.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO