CINEMA

Oscar 2012: veja os indicados que já estão em cartaz

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Os Descendentes - George Clooney
George Clooney em 'Os Descendentes': marido descobre a traição da esposa (Foto: Divulgação)

+ Anunciados os indicados ao Oscar 2012; confira os principais indicados

+ Tudo sobre o Oscar 2012

"O Artista", "A Invenção de Hugo Cabret" e "A Separação" estão entre os indicados ao Oscar que estão em cartaz na cidade. Confira todos os títulos abaixo.

  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: A trajetória de prêmios desta comédia dramática começou no Festival de Cannes em 2011, onde Jean Dujardin levou o troféu de melhor ator. As grandes consagrações ocorreram com o César (o principal prêmio francês) de melhor filme e melhor direção, a fita faturou as estatuetas nas mesmas categorias no Oscar, além de também ter sido laureada em melhor figurino, trilha sonora e, novamente, ator. O feito vai entrar para a história como o primeiro filme de língua não inglesa a ganhar os principais prêmios. Motivo: trata-se de uma produção franco-belga, sem diálogos e em preto e branco numa época em que a barulheira, a ação e o cinema 3D dominam o cenário. Mas o que pode parecer monótono ganha interesse a cada minuto. Um roteiro muito simples, com alguns intertítulos e conduzido apenas pela bela música de Ludovic Bource, é desfiado com delicadeza. Nele, enfoca-se a trajetória de George Valentin (Dujardin). Astro de filmes mudos na Hollywood de 1927, Valentin, embora casado, se vê atraído pela dançarina e aspirante a atriz Peppy Miller (a graciosa Bérénice Bejo). A chegada do cinema falado, porém, trará um revés ao destino dos dois. Sem grandes pretensões nem voos altos, o diretor e roteirista Hazanavicius faz uma encantadora homenagem ao cinema, usando referências (talvez a maior delas seja ao clássico “Cantando na Chuva”) e desprezando firulas visuais e artifícios narrativos. Estreou em 10/02/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Publicado em 2005, o livro “Extremamente Alto & Incrivelmente Perto”, segundo romance de Jonathan Safran Foer, foi lançado no Brasil pela editora Rocco. Fascinado pelo personagem central, o diretor Stephen Daldry (de “As Horas” e “O Leitor”) resolveu levá-lo às telas sob o roteiro de Eric Roth (“Forrest Gump”). É uma pena que a Academia de Hollywood o tenha indicado apenas ao Oscar de melhor filme e melhor ator coadjuvante (para Max von Sydow), já que suas qualidades vão além. Sob narrativa ágil e muito sensível, Daldry foca na trajetória, por vezes errante, de Oskar Schell (o ótimo estreante Thomas Horn). Esse menino de 11 anos vive em Nova York, tem uma habilidade de raciocínio ímpar e uma imensa ligação afetiva com o pai, Thomas (Tom Hanks). No dia 11 de setembro de 2001, Thomas estava no World Trade Center quando ele veio abaixo no maior atentado terrorista da história. Um ano depois, Oskar encontra uma chave que pertencia ao pai dentro de um envelope e apenas com a indicação do sobrenome Black. Começa aí a obsessiva saga do garoto. Buscando por todas as pessoas de sobrenome Black na lista telefônica, ele arma uma esquema para driblar a marcação da mãe (Sandra Bullock) e encontrá-las. A certeza de que seu pai lhe deixou uma mensagem por meio do objeto vai fazer o espectador compartilhar suas dores, expectativas, aventuras e frustrações. Embora ceda às emoções fáceis no desfecho, o filme traz um desenrolar de dar nó na garganta, além de exibir a cena de ficção mais triste e impactante da queda do WTC. Max von Sydow interpreta um misterioso inquilino que vive no apartamento da avó de Oskar. Estreou em 24/02/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: A trilogia de livros do escritor sueco Stieg Larsson (1954-2004) já havia sido adaptada pelo cinema de seu país. No Brasil, só foi lançado em 2010 o primeiro longa-metragem, que deu origem a esta refilmagem americana dirigida por David Fincher ("A Rede Social"). Quem viu o original vai notar pequenas alterações, sobretudo no desfecho. Contudo, a estrutura narrativa do drama policial está intacta. Embora o filme tenha um epílogo esticado e uma resolução mais morna do que a da fita sueca, Fincher tem timing e faro para envolver a plateia. Sabe-se lá o motivo, mas a história continua ambientada na Suécia e com atores falando inglês. Daniel Craig vive Mikael Blomkvist, um repórter que caiu em desgraça após ter sido processado por um empresário, difamado por ele na revista Millennium. A fim de sair de cena por um tempo, ele aceita uma missão investigativa: contratado pelo rico industrial Henrik Vanger (Christopher Plummer), o jornalista deverá descobrir o paradeiro de Harriet, uma sobrinha dele, desaparecida quando tinha 16 anos na década de 60. Tateando em terreno misterioso e inseguro, cercado por dissimulados familiares de Vanger, Blomkvist vai precisar de ajuda. Quem deve socorrê-lo é Lisbeth Salander (Rooney Mara), uma hacker tatuada, lésbica e de comportamento inconstante. Indicado a cinco prêmios no Oscar, ficou com o de melhor montagem. Estreou em 27/01/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Tintim é um personagem criado pelo belga Hergé (1907-1983) no fim da década de 20, muito mais famoso na Europa do que nos Estados Unidos. Por isso, Spielberg só foi conhecê-lo já adulto. Agora, numa parceria com o diretor neozelandês Peter Jackson ("O Senhor dos Anéis"), adaptou algumas histórias do protagonista para esta animação. O processo de filmagem foi o mesmo usado em fitas como "Os Fantasmas de Scrooge". A performance capture, ou “captura de atuação”, grava as cenas com os atores e, em seguida, os animadores fazem seu trabalho. Com resultado técnico fabuloso, o desenho tira um pouco da fantasia do original para investir numa trama agitada, não à toa aos moldes da cinessérie Indiana Jones. Dotado de um senso investigativo, o rapazinho Tintim (Jamie Bell) trabalha como repórter e, ao comprar a réplica em miniatura de um antigo galeão, passa a ser perseguido por um misterioso sujeito também interessado na relíquia. A partir daí começa a aventura do protagonista, que, ao lado do esperto cãozinho Milu, embarca num navio rumo ao Marrocos, onde conhece o beberrão capitão Haddock (Andy Serkis). Embora o ritmo caia em alguns momentos, Spielberg imprime sua marca de ação, sobretudo em dois momentos: na sequência dentro de um avião e na espetacular fuga de Tintim num vilarejo marroquino. Estreou em 20/01/2012.
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  • Assim como a comédia francesa “O Artista”, esta aventura juvenil também faz uma bela homenagem ao cinema mudo. O longa-metragem, adaptado do livro homônimo de Brian Selznick, prima por um visual de época esplêndido. Depois de uma magnífica abertura sem diálogos, a história demora um pouco a chegar ao tema central. Na trama, Hugo Cabret (Asa Butterfield), um menino órfão, mora numa estação de trem na Paris da década de 30. Vivendo de furtos e dormindo no pavimento dos grandes relógios do local, sempre consegue escapar de um inspetor (Sacha Baron Cohen). Seu pai (Jude Law) deixou-lhe um caderninho com instruções para fazer um robô funcionar. Mas, ao ser capturado pelo velho Georges (Ben Kinsley), dono de uma loja de brinquedos, Hugo tem o objeto confiscado. Contando com a ajuda da sobrinha de Georges (papel de Chloë Grace Moretz), o protagonista embarca numa missão para desvendar alguns mistérios. Scorsese faz aflorar seu lado cinéfilo e, além de imagens dos filmes de Buster Keaton, Charles Chaplin, Harold Lloyd e até dos irmãos Lumière, precursores do cinema, o realizador traz à tona de forma tocante o fim da vida (ficcional) do diretor Georges Mèliés (1861-1938). Usar a técnica 3D em clássicos de Mèliés, como o ousadíssimo "Viagem à Lua" (1902), é algo tão genial que só poucos cineastas, como este inquieto realizador, poderiam imaginar e pôr em prática. Estreou em 17/02/2012.
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  • Nas duas categorias em que concorria no Oscar 2012, este drama foi merecidamente premiado. Meryl Streep, em sua 17ª indicação (mais um recorde!), Finalmente conquistou sua terceira estatueta — a segunda de melhor atriz. E a maquiagem, tão importante na composição da personagem, foi igualmente laureada. Além da magnífica atuação da estrela na pele de Margaret Thatcher (1925-2013), se mostram surpreendentes a direção da inglesa Phyllida Lloyd (do decepcionante musical Mamma Mia!) e o roteiro de Abi Morgan (de Shame). Nele, Abi não se deteve numa biografia convencional: preferiu recorrer às lembranças da ex-primeira-ministra britânica sob o ponto de vista dela. A trama alterna passado e presente. Flagra Thatcher ainda na juventude (vivida por Alexandra Roach) como uma impulsiva estudante que, em 1959, se elege parlamentar. Em sua escalada política, vira líder do Partido Conservador em 1975 e, quatro anos depois, tornase primeira-ministra, a única mulher nesse cargo na Inglaterra. Suas polêmicas ações no poder também são rememoradas no vaivém da narrativa. No tempo atual, a protagonista, já envergada pela idade, é tomada por lapsos de memória. Tanto na maturidade quanto na velhice da personagem, Meryl mostra uma interpretação extraordinária. Estreou em 17/02/2012.
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  • Criados por Jim Henson (1936-1990), os Muppets retornaram ao cinema numa iniciativa do ator Jason Segel ("Eu Te Amo, Cara"). Produtor e roteirista da comédia, além de fã do programa Muppet Show, levado ao ar entre 1976 e 1981, Segel também faz o protagonista. Ele interpreta Gary, que, com sua namorada (Amy Adams), mora na fictícia Smalltown. Acompanhados de Walter, um boneco irmão de Gary, eles deixam a cidadezinha para ir até Los Angeles conhecer os estúdios dos Muppets. Mas o teatro onde eles se apresentavam está à beira de uma demolição e, pior, os bonecos debandaram. Inconformado, o trio sai à procura de Kermit, o sapo antes conhecido como Caco, Miss Piggy e companhia. Exceto pela pavorosa dublagem em português (até as canções são vertidas para a nossa língua), a fita funciona a contento tanto para crianças (que desconhecem os personagens) quanto para marmanjos nostálgicos da década de 80. Estreou em 02/12/2011.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: A Irlanda de 1898 vive dias cinzentos. Num hotel de Dublin, o garçom Albert Nobbs (Glenn Close) cumpre seu serviço silenciosamente e como poucos. Sem amigos nem familiares, tem um objetivo na vida: juntar dinheiro para abrir a própria tabacaria. Nobbs, na verdade, é uma mulher, que se disfarçou de homem por força das circunstâncias. Ao ser obrigada a dividir sua cama por uma noite com Page, um pintor de paredes, Nobbs terá seu segredo descoberto. Rodrigo García, filho do escritor colombiano Gabriel García Márquez, deixa de lado o sentimentalismo e embarca no âmago da protagonista, uma mulher sem nenhuma noção de afeto ou emoção. Além da impressionante caracterização e atuação de Glenn Close, produtora, roteirista e pela sexta vez disputou o Oscar de melhor atriz, surpreende igualmente a magnífica interpretação de Janet McTeer (não convém revelar qual seu papel na história). Estreou em 24/02/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Embora tenha produzido uma leva de filmes nos últimos anos, Spielberg não assinava a direção de um longa-metragem desde "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal", de 2008. Além deste drama de guerra, o cineasta volta às telas com a animação "As Aventuras de Tintim", que estreia no dia 20. São dois trabalhos totalmente distintos. Aqui, o realizador adapta livro homônimo do inglês Michael Morpurgo, lançado pela editora Martins Fontes. Em impecável recriação de época, leva a plateia para a Inglaterra de 1914, onde um casal de fazendeiros (papéis de Peter Mullan e Emily Watson) está atolado em dívidas e prestes a perder a propriedade. Ao arrematar Joey, um caro puro-sangue num leilão, o teimoso Ted Narracott pensa ter salvo a lavoura, literalmente. Porém, o cavalo, xodó de seu único filho, Albert (o estreante Jeremy Irvine), demora a engrenar no arado. Quando tudo parece entrar nos eixos, eclode a I Guerra. O animal é comprado por um tenente para servir nas frentes de batalha, deixando Albert desconsolado. Algum tempo depois, o rapaz se junta à cavalaria britânica com o propósito de reencontrar Joey. Embora tenha duração excessiva e algumas passagens arrastadas (sobretudo o período em que o cavalo encontra abrigo na fazenda de um senhor e sua neta), a fita traz a marca de seu criador: previsível e capaz de emocionar na hora certa. No Globo de Ouro, concorre a melhor filme/drama e trilha sonora. Estreou em 06/01/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: O diretor sueco de "Deixa Ela Entrar" comanda uma adaptação gélida e por vezes sonolenta do best-seller de John le Carré. Na trama, ambientada em 1973, o agente George Smiley (Gary Oldman, indicado ao Oscar de melhor ator) é designado para uma tarefa árdua: descobrir, entre seus colegas do serviço de inteligência secreto, quem seria um espião a serviço dos soviéticos. Embora o filme valha pelo empenho do soberbo elenco inglês, que ainda inclui o vencedor do Oscar Colin Firth ("O Discurso do Rei"), John Hurt, Mark Strong, Toby Jones e Tom Hardy, a complexa narrativa exige atenção redobrada da plateia. Estreou em 13/01/2012.
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  • Na primeira cena do drama, o casal Simin (Leila Hatami) e Nader (Peyman Moadi) está de frente para um juiz. Ela precisa do divórcio para se mudar de país com Termeh (Sarina Farhadi), a filha adolescente. Como ele se recusa a assinar os papéis, o caso fica sem conclusão. Nader não quer sair do Irã e deixar seu pai, debilitado pela doença de Alzheimer. Na se quên cia seguinte, Simin faz as malas e volta a morar com sua família, e Nader contrata Razieh (Sareh Bayat) para cuidar do velho doente. Sem nenhuma experiência como enfermeira, Razieh tenta ajudar o marido desempregado (Shahab Hosseini) nas despesas. Um descuido dela vai desencadear uma série de segredos, mentiras e mal-entendidos. Vencedora do Globo de Ouro e do Oscar de melhor filme estrangeiro, a fita saiu do Festival de Berlim 2011 com o Urso de Ouro e o Urso de Prata para os quatro protagonistas (Leila, Sareh, Moadi e Hosseini). Todas as recompensas têm justificativa. O enredo, plural e realista, faz emergir um magnífico tratado das relações humanas. É como se, a cada reviravolta, o realizador exigisse da plateia uma posição sobre os variados assuntos. O tema da separação, enfim, torna-se um mero detonador de conflitos cada vez maiores e irresistivelmente fascinantes. Estreou em 20/01/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Embora tenha tido cinco indicações no Oscar, o drama ficou apenas com o prêmio de melhor roteiro adaptado. Trata-se de um trabalho digno, honesto, por vezes tocante, salpicado de humor e conduzido com firmeza pelo cineasta. Está longe, contudo, de ser o melhor longa-metragem de Alexander Payne, de "Sideways" (2004) e "Eleição" (1999). À vontade, George Clooney interpreta Matt King, um advogado que mora numa ilha do Havaí, tem duas filhas e há um bom tempo não está bem com a mulher. Quando ela sofre um acidente de lancha e fica em coma, o protagonista viverá um revés do destino. Em tempo integral, ele tem de voltar ao papel de pai de uma garota desconsolada (Amara Miller) e de uma adolescente rebelde (Shailene Woodley). Além disso, precisa decidir se vende ou não suas milionárias terras, herdadas de seus antepassados, para a construção de um resort. Estreou em 27/01/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: O personagem surgiu no segundo longa-metragem de Shrek e, cheio de charme e malícia, o Gato de Botas tem aqui o auxílio de novos companheiros para amparar sua história. Na trama, ele foi expulso do vilarejo San Ricardo depois de se envolver em roubos. Quem o pôs nessa jogada foi Humpty Dumpty, seu coleguinha desde os tempos de orfanato. Agora, ambos se unem para uma nova empreitada: furtar os feijões mágicos de um casal para chegar até uma gansa que bota ovos de ouro. Técnica impecável, humor espirituoso e ligeireza na ação completam a animação, que conquistou indicação ao Oscar da categoria. Estreou em 09/12/2011.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: A Academia de Hollywood soube reconhecer: a maior atração do drama é a atuação de suas atrizes. Viola Davis ganhou o prêmio do sindicato, mas perdeu o Oscar de melhor atriz para Meryl Streep ("A Dama de Ferro"). Na categoria de coadjuvante, entre a negra Octavia Spencer e a branca Jessica Chastain, a primeira foi vencedora. Adaptado do livro "A Resposta", de Kathryn Stockett, o longa-metragem traz à tona um registro humano da convivência entre brancos e negros no racista estado do Mississippi da década de 60. A jovem repórter Skeeter (Emma Stone) deseja tornar-se escritora e arranja um assunto bombástico para seu primeiro livro. Às escondidas, ela quer entrevistar domésticas e babás negras para relatar algumas das desagradáveis experiências vividas por elas junto aos patrões. A primeira a ajudá-la é Aibileen (Viola). Em seguida, Skeeter consegue o depoimento da explosiva Minny (Octavia). Além de as histórias delas ficarem aquém do esperado, o enredo enfoca a vida fútil das dondocas brancas recorrendo a clichês. Estreou em 03/02/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO