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Os melhores programas de fevereiro

As atrações que vão agitar a programação neste mês

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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Fevereiro, o mês do Carnaval, também é muito esperado pelos fãs de cinema. Isso porque a cerimonia de entrega do Oscar vai ser realizada no dia 22 e, com isso, uma safra de bons e aguardados longas costuma chegar à cidade. É o caso de O Jogo da Imitação, Selma: Uma Luta pela Igualdade e Sniper Americano, todos na disputa de melhor filme.

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Ainda no cinema, chega às telas também o aguardado Cinquenta Tons de Cinza. Na história, Anastasia Steele (Dakota Johnson) é uma estudante de literatura de 21 anos, recatada e virgem. Ela terá que entrevistar o poderoso magnata Christian Grey (Jamie Dornan) para o jornal da faculdade. Ali nasce uma complexa relação entre ambos. Estreia prometida para 12 de fevereiro.

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A agenda será agitada ainda pela apresentação do ex-Beatle Ringo Starr. No dia 26 de fevereiro, ele sobe ao palco do HSBC e deve interpretar faixas como Yellow Submarine e With a Little Help from My Friends.

Confira outras atrações da programação de fevereiro.

  • Ao saírem as indicações ao Globo de Ouro e ao Oscar, foi notada a esnobada em Corações de Ferro na corrida às principais premiações do cinema. Dá para imaginar os motivos. Sem originalidade e contado sob uma ótica para explorar a violência, o longa-metragem abusa de clichês e desaba no previsível. Salva-se o elenco, encabeçado pelo galã Brad Pitt (também produtor), escudado pelo cada vez mais promissor Logan Lerman (da cinessérie Percy Jackson e de Noé). A trama é ambientada em abril de 1945, quando os alemães enfrentavam, em seu país, a invasão dos aliados. Líder de um tanque nos campos de batalha, o sargento americano Don Collier (Pitt) tem um exército de três homens (Shia LaBeouf, Michael Peña e Jon Bernthal) para encarar os inimigos. A eles, junta-se o novato Norman Ellison (Lerman). O rapaz, além de inexperiente com armas, não tem o traquejo nem a malícia dos soldados veteranos. Diretor de dispensáveis fitas de ação como Os Reis da Rua e Marcados para Morrer, David Ayer, também roteirista, parece brincar de “filme de guerra”. Exagera o foco em corpos mutilados, injeta um romance para suavizar o drama e mostra cidades destruídas por explosões. A artificialidade domina o que seria o realismo da II Guerra. Estreou em 5/2/2015.
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  • Além de autora do best-seller, a inglesa E.L. James é uma das produtoras de Cinquenta Tons de Cinza. Dizem que a escritora supervisionou cada detalhe nos sets para nada sair fora de seu alcance. E assim foi. A adaptação do primeiro volume da trilogia segue à risca o livro — além dos mesmíssimos diálogos, as situações (tirando uma ou outra cena) são idênticas às da literatura. Resumo: o fã não vai se sentir traído, porém falta personalidade ao longa-metragem. De tão arrumadinho para agradar, o filme perde em autenticidade e calor. Muito comentada pela mídia no último ano, a história trata de um romance pouco convencional para os padrões de Hollywood. Anastasia Steele (Dakota Johnson), uma estudante virgem recém-formada que mora em Vancouver, conhece numa entrevista, em Seattle, o empresário bilionário Christian Grey (Jamie Dornan). A atração entre os dois é imediata. Conquistador charmoso, Grey passa a assediá-la até chegar o momento da confissão: ele não curte romance e gosta de sexo sadomasoquista. Denomina-se “o dominador” enquanto sua parceira seria “a submissa”. Em seu “quarto vermelho da dor”, há algemas, correntes, chicotes e uma série de apetrechos para aliar prazer e dor (não necessariamente nessa ordem). Anastasia, apaixonada, embarca no vale-(quase)-tudo. A versão para o cinema reduziu drasticamente as cenas de sexo, embora duas delas sejam poderosas e tórridas. Pela duração (duas horas), o romance entre os protagonistas perde em intensidade e raramente decola. A química entre Grey e Anastasia demora a engrenar e, não à toa, os dois se entregam mais aos papéis nos derradeiros minutos. A surpresa, contudo, tem nome: Dakota Johnson não perde o rebolado nem mesmo quando totalmente despida. Dornan, ao contrário, construiu um Grey automático e frio. Ex-modelo, inclusive de cuecas, o ator irlandês tem beleza, refinamento e sensualidade, mas perde no quesito “pegada”, algo fundamental para o personagem. Estreou em 12/2/2015. + Teste seus conhecimentos em um quiz sobre Cinquenta Tons de Cinza + Onde encontrar Christian Grey em São Paulo + As diferenças entre o livro e o filme + Conheça o apartamento de Christian Grey em vídeo inédito + Fotos dos bastidores mostram os atores bem à vontade + Sete coisas e situações estranhas influenciadas pelo filme
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  • Após estudar em Cambridge e Princeton, o matemático e prodígio Alan Turing (papel de Benedict Cumberbatch) foi chamado para, junto de um grupo de criptógrafos, decifrar um código nazista durante a II Guerra. Ao chegar à instalação militar secreta Bletchley Park, Turing, um sujeito tão tímido quanto arrogante, foi rechaçado pelos colegas. Sua prepotência, aliada à inteligência, foi decisiva para que seus chefes o colocassem na posição de líder. Trazer à tona a figura de Turing é o maior mérito desse drama, que levou o Oscar de melhor roteiro adaptado. Em desempenho notável, Cumberbatch cumpre à risca o papel: Turing, embora rolasse um clima com sua colega Joan Clarke (Keira), era homossexual. O roteiro, contudo, passa de raspão pela intimidade do biografado para dar ênfase ao seu trabalho, considerado precursor da ciência da computação. Levado em clima de tensão dramática, o longa-metragem faz parte da linhagem de fitas inglesas feitas sob encomenda para concorrer a prêmios. Isso, ao menos, conseguiu. Estreou em 5/2/2015.
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  • Em 1965, um ano após receber o Prêmio Nobel da Paz, Martin Luther King (interpretado por David Oyelowo), ferrenho defensor dos direitos civis, juntou-se a uma campanha para que os negros tivessem direito a voto. No sul racista dos Estados Unidos, a situação era crítica e a pequena cidade de Selma, no Alabama, foi escolhida como QG de uma marcha histórica. A trama do drama Selma — Uma Luta pela Igualdade, candidato ao Oscar de melhor filme e canção (para Glory), é, por si só, atraente e, não à toa, as imagens reais que despontam no desfecho emocionam mais do que a romantização do fato. A diretora Ava DuVernay consegue bons momentos dramáticos, sobretudo pelo empenho de atores como Oyelowo, Tom Wilkinson e Tim Roth, este na pele do governador George Wallace. Há também cenas de forte impacto. Entre elas, a explosão que mata quatro garotinhas negras numa igreja (tema do documentário 4 Little Girls, de Spike Lee) e os violentos ataques à população negra por policiais brancos. São registros que espelham uma realidade ocorrida há apenas cinco décadas e, daí, a importância de ser retomados a qualquer instante. Estreou em 5/2/2015.
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  • Embora seja um estrondoso sucesso nas bilheterias dos Estados Unidos, Sniper Americano vem dividindo opiniões. Alguns saíram em defesa e outros atacaram a visão heroica que o diretor Clint Eastwood dá a um atirador de elite, responsável por matar 160 pessoas (confirmadas) em nome da defesa de militares americanos e civis iraquianos. Nem tanto ao céu, nem tanto à terra. Eastwood, um veterano à frente e atrás das câmeras, de 84 anos, faz um registro seco para enfocar as feridas de uma guerra no cotidiano de Chris Kyle (papel de Bradley Cooper). Deixa para os créditos finais o sentimentalismo genuíno acompanhando as imagens reais do biografado. A primeira cena tem um grande impacto. No teto de uma casa em Fallujah, no Iraque, Kyle precisa tomar uma decisão em segundos: acerta ou não um tiro num garoto que muito provavelmente carrega um explosivo nas mãos a fim de atingir um tanque americano? O desfecho da sequência será retomado mais adiante. Partindo da infância do protagonista, a história concentra-se em sua fase adulta, passando pelo casamento com Taya (Sienna Miller), os treinamentos militares e, sobretudo, as operações no Iraque, após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Eastwood afasta-se da “patriotada” e dos julgamentos morais para ir fundo nos dilemas íntimos de um homem a serviço de uma nação. Ignorado no Globo de Ouro, o longa-metragem surpreeendeu na corrida do Oscar e, neste domingo (22/2/2015), concorre a melhor filme, ator (Cooper), roteiro adaptado, montagem, mixagem de som e edição de som. Estreou em 19/2/2015.
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  • Seis anos se passaram desde a briga pública protagonizada por Edgard Scandurra e Nasi, os líderes no Ira!, até a reconciliação dos dois, ocasião marcada por um show beneficente em outubro. A banda retornou de vez em maio, no Palco Júlio Prestes durante a Virada Cultural. Os antigos integrantes Ricardo Gaspa e André Jung foram substituídos por Daniel Rocha (baixo), filho de Edgard, e Evaristo Pádua (bateria). O tecladista Johnny Boy completa a nova formação. Enquanto um novo álbum não é confrmado — Invisível DJ (2007) foi o último lançamento —, a dupla não economiza em canções que marcaram sua trajetória. Os fãs podem esperar por Flores em Você, Envelheço na Cidade, Tarde Vazia e O Girassol. Dias 15, 16 e 17/2/2015.
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  • Maria Bethânia mostra dois repertórios nesta semana. No domingo (11/9), o show — com entrada grátis no Sesc Itaquera — é Abraçar e Agradecer, uma celebração de seus cinquenta anos de estrada. Na retrospectiva, faixas como Negue, Olhos nos Olhos e Fera Ferida. Na terça (13/9) e na quarta (14/9/2016), a artista apresenta no Sesc Pinheiros Bethânia e as Palavras. Ela intercala histórias pessoais com a declamação de poemas de Guimarães Rosa, Cecília Meireles e Ferreira Gullar, entre outros autores, mais composições de Luiz Gonzaga, Renato Teixeira, Amália Rodrigues e Paulinho da Viola.
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  • Criada em 1988, a banda americana de hard rock esgotou os ingressos de duas exibições no HSBC Brasil há quatro anos. Entre 1999 e 2002, o então guitarrista do Poison Richie Kotzen substituiu Paul Gilbert, período que foi seguido pelo fim das atividades do grupo, mas desde 2011 os quatro fundadores voltaram a tocar juntos e vêm se apresentando pelo mundo. O baterista Pat Torpey só se afastou da banda no ano passado, quando foi diagnosticado com a doença de Parkinson. Gilbert, Eric Martin (voz), Billy Sheehan (baixo) e o substituto de Torpey, Matt Starr, exibem as faixas dos dois trabalhos mais recentes What If... (2011) e ...The Stories We Could Tell (2014), além das preferidas do público, To Be with You e Just Take My Heart. A também americana Winger abre o evento. Dia 7/2/2015.
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  • Uma das cenas mais divertidas do filme Boyhood (2014) é aquela em que Mason Evans, o pai do protagonista, presenteia o filho com o "álbum preto" dos Beatles, uma coletânea não oficial com faixas lançadas por Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr depois que eles se separaram. O personagem interpretado por Ethan Hawke faz uma leitura precisa da personalidade de cada um dos integrantes: "Paul te leva para a festa, George fala sobre Deus, John quer mostrar que tudo se trata de amor e de dor, e Ringo é o que termina dizendo: 'Ei, será que nós podemos apenas aproveitar o que temos enquanto temos?'". Depois de festejar com Paul em novembro de 2014, o público paulistano agora pode curtir a vida com Ringo. O músico, que nunca tinha vindo ao Brasil até 2011, pegou gosto pelo destino: é a terceira vez que passa por aqui. Prestes a ser premiado no Hall da Fama do Rock e lançar o novo disco de estúdio, Postcards from Paradise, ele vem acompanhado da All-Starr Band, que por si só já valeria o ingresso. Todd Rundgren, Steve Lukather, Gregg Rolie e outros três instrumentistas se revezam em diversas funções. O público pode esperar por It Don’t Come Easy e Photograph, além de faixas dos Beatles e canções dos integrantes da banda de apoio. Dia 26/2/2015. + Slash se apresenta em março
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  • Consciente e segura, a atriz Maria Maya manda bem na estreia como diretora teatral. Na condução da tragicomédia Adorável Garoto, escrita pelo americano Nicky Silver, ela reserva o maior investimento ao texto — que apresenta uma história densa e surpreendente — e na habilidade de seu bom time de atores para segurar a atenção. Silver é o mesmo autor de Pterodátilos e Os Altruístas, vistas em São Paulo com Marco Nanini e Mariana Ximenes, respectivamente, nos papéis principais. Logo, não espere uma abordagem convencional de um núcleo familiar. Na trama, o professor trintão Isaac (interpretado por Michel Blois) vê-se obrigado a voltar à casa dos pais (os atores Leonardo Franco e Isabel Cavalcanti) devido a uma encrenca bem séria na qual se envolveu. Por lá, ele encontra um lar despedaçado e todos precisam reconstruir a relação para recuperar o afeto. Mabel Cezar e Raquel Rocha completam o elenco. Estreou em 27/2/2015. Até 29/3/2015.
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  • Para encerrar as férias em grande estilo, uma boa pedida é a festa carnavalesca da dupla Paulo Tatit e Sandra Peres. Desta vez, eles e toda a turma do Palavra Cantada voltam à cidade com seu baile, que, desde 2008, já levantou foliões mirins em outras capitais, como Belo Horizonte e Rio de Janeiro. No show, não faltam as canções Pirata e Princesa, Duelo de Mágicos, Só Quero a Mamãe e o Papai e outros hits inconfundíveis como Sopa, Criança Não Trabalha e Pé de Nabo. Serpentinas e fantasias, além de permitidas, são bem-vindas. Dia 6/2/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO