Aventura e ficção científica

Cinco filmes repletos de cenas de ação

A estreia Looper: Assassinos do Futuro está entre os longas explosivos que estão em cartaz na cidade

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Looper: Assassinos do Futuro
Cena de Looper: nesta ficção científica, personagem volta ao passado para matar a si mesmo (Foto: Divulgação)

Não é de hoje que a mescla de ficção científica com cenas de perseguição e corre-corre rende alto nas bilheterias. A estreia Looper: Assassinos do Futuro, com Bruce Willis e Joseph Gordon-Levitt, é um exemplo dessa combinação de gêneros. Mas o circuito oferece opções menos mirabolantes para quem gosta de aventura e ação.

  • Diretor e roteirista dos inventivos A Ponta de um Crime (2005) e Vigaristas (2008), Rian Johnson investe seu talento em outro trabalho original, só que direcionado à ficção científica. Em 2072, a máquina do tempo virou um meio de transporte ilegal, mas os criminosos têm acesso. Como as pessoas assassinadas por eles são facilmente rastreadas, os bandidos as mandam para 2042. Nessa época, os loopers são encarregados de tirar a vida das vítimas e dar sumiço nos corpos. Joe (Joseph Gordon-Levitt, com uma estranha prótese nasal) é um desses matadores. Levando a vida quase sempre na corda bamba, Joe vai deparar com algo esdrúxulo: sua próxima vítima é ele mesmo, só que trinta anos mais velho (e interpretado por Bruce Willis). O Joe cinquentão consegue escapar da morte enquanto o jovem Joe tenta localizá-lo para dar uma satisfação a seus chefes. Até aí, a história caminha entre surpresas e, apesar de complicada, mantém o interesse. Com a entrada em cena de uma fazendeira (Emily Blunt), a trama retoma o argumento de O Exterminador do Futuro e torna-se mais do mesmo. Com Paul Dano e Jeff Daniels. Estreou em 28/09/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Tim Burton produz o thriller para o diretor russo de "O Procurado", inspirado no livro de Seth Grahame-Smith, o festejado autor de "Orgulho e Preconceito" e "Zumbis". O Abraham Lincoln do título é ele mesmo: o presidente americano (1809-1865), responsável pela abolição da escravatura nos Estados Unidos. Interpretado pelo eficiente Benjamin Walker, Lincoln, desde criança, teve de lidar com vampiros. Já adulto, aprende a se defender e a matar os sanguessugas com a ajuda de seu mestre (papel de Dominic Cooper). Ao se mudar para o estado de Illinois a fim de formar-se advogado, o protagonista torna-se um porta-voz em defesa da liberdade dos negros. Cenas de tirar o fôlego, como o embate sobre cavalos em disparada, merecem ser vistas em 3D, já que a projeção possui uma qualidade de alta definição de deixar a plateia de olhos bem abertos. Estreou 07/09/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Na falta de novos roteiros, Hollywood anda reciclando as fitas das décadas de 80 e 90 em refilmagens dispensáveis, entre elas as de A Hora do Espanto e Conan, o Bárbaro. O remake aqui é o da ficção científica O Juiz, estrelada por Sylvester Stallone em 1995. De armadura e capacete em tempo integral, o neozelandês Karl Urban (Padre) assume o papel principal. Ele é Dredd, um dos juízes que, no futuro, tem o poder de julgar bandidos na hora do crime e, se condenados, de executá-los na sequência. A região em torno de Nova York virou um antro de marginais. Num complexo de apartamentos decadentes, a ex-prostituta Ma-Ma (Lena Headey) virou uma poderosa traficante. Dredd vai até lá para resolver um caso de triplo homicídio e, acompanhado de uma novata (papel de Olivia Thirlby), prende um dos capangas de Ma-Ma. A partir daí, a vilã manda fechar todas as saídas do local e convoca os moradores a caçar Dredd e sua parceira. Diretor do engenhoso Ponto de Vista (2008), Pete Travis não economiza na violência explícita com direito a corpos decepados e tiroteios ensurdecedores. Embora tenha um clima de tensão permanente e uma original visão apocalíptica do amanhã, a fita se vale de estereótipos para dividir os bons e os malvados sem nenhuma sutileza. Estreou em 21/09/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Vencedor do Oscar de melhor filme em 1977, “Rocky, um Lutador” impulsionou a carreira de Sylvester Stallone, indicado aos prêmios de melhor ator e roteiro. A partir daí, ele achou que sabia atuar, escrever e, posteriormente, dirigir. Esse notável canastrão de Hollywood estrelou produções eletrizantes, como “Tango & Cash” (1989) e “Risco Total” (1993). Na maioria das vezes, porém, se meteu em trabalhos de gosto duvidoso, reprisando cinco vezes o papel de Rocky Balboa e protagonizando a trilogia Rambo. Em 2010, aos 64 anos e mumificado por plásticas, Stallone se reinventou ao unir brucutus do passado (Dolph Lundgren, Mickey Rourke) e do presente (Jason Statham) para rodar uma fita de ação na fórmula do cinepancadaria da década de 80. “Os Mercenários” rendeu quase 270 milhões de dólares e, óbvio, ganhou uma continuação. Uma boa notícia: embora irregular, “Os Mercenários 2” revela-se superior ao original. Já no começo do longa, quando o bando do mercenário Barney Ross (Stallone) resgata um chinês sequestrado no Nepal, dá para ter uma ideia do potencial do diretor Simon West, o mesmo de “Con Air” (1997): explosões barulhentas, artilharia pesada e golpes de gente graúda nas artes marciais. Na trama principal, Ross vai até a Albânia para uma missão e lá um de seus parceiros é morto pelo vilão vivido por Jean-Claude Van Damme. Além de querer vingança, a equipe de Ross precisa encontrar toneladas de plutônio antes de o carregamento parar nas mãos do inimigo. Deixe de lado o roteiro rasteiro e o tom dramático dado à história por seu criador. O humor, grande trunfo do enredo, está estampado nas caras sarcásticas dos coadjuvantes Chuck Norris, Arnold Schwarzenegger, Bruce Willis, Van Damme e outros valentões. Responsáveis pelo delicioso tom de comédia, eles interpretam como se estivessem num set entre amigos. Referências a personagens anteriores dos astros e piadas com a idade e a aparência deles respondem por momentos hilariantes. Um exemplo? Schwarzenegger arranca a porta de um veículo Smart e, no assento, resmunga: “Pô, este carro é menor do que o meu sapato!”. Estreou em 31/08/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: A cinessérie de ficção científica chega ao quinto episódio em robusta produção repleta de explosões e tiroteios. Para os não-iniciados, há um prólogo esclarecedor, no qual a personagem Alice (Milla Jovovich) relembra momentos dos quatro capítulos anteriores. Segurança da Umbrella Corporation, empresa de armas virais, Alice foi uma das únicas sobreviventes após um vírus atingir a população e transformar humanos em zumbis. Neste novo fiapo de roteiro, ela, mais uma vez, enfrenta um exército de homens e monstros em sua luta pela sobrevivência. Desista de achar alguma lógica no enredo calcado na fantasia. Personagens entram e saem da história, ora são do bem, ora apresentam-se como inimigos. Tal qual um grandiloquente videogame, as cenas de ação são superlativas e barulhentas. Em três dimensões (em sala Imax, a projeção fica ainda melhor), o programa adquire visual acachapante, sobretudo nos corredores da Umbrella, que parecem levar a plateia ao infinito. Estreou em 14/09/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO