Bares

Os melhores chopes de São Paulo

Endereços para tomar um chopinho de colarinho cremoso e bem gelado

Por: Redação VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

Chope
As caldeiretas do Bar Original: item clássico da casa (Foto: Fernando Moraes)

Seja na happy hour ou no almoço de domingo, um chopinho gelado é sempre uma boa pedida - ainda mais nos dias mais quentes. Em alguns bares da cidade, a bebida ganha pontos pelo cuidado com que é tratada. Ou seja, chega à mesa na temperaruta ideal e com três dedos de cremoso colarinho. Nos endereços abaixo, o padrão é seguido à risca e garante a satisfação da clientela:

Amigo Leal: a fachada de um chalé alpino sob o Minhocão já sugere algo diferente, fora do contexto. E é exatamente isto que se encontra lá: uma verdadeira taberna. Paredes revestidas com madeira, mesinhas cobertas por toalhas quadriculadas em marrom e branco, cadeiras pesadas, fotos de outros tempos e um gigantesco desenho de um chimpanzé bombeando cerveja de um barril — o símbolo da casa — dão o clima do salão. Lá, todos são bem tratados e bem servidos. O chope Brahma é um primor. Gelado e cremoso, geralmente aparece na companhia de um pratinho de canapés; mesmo que você não peça, ele chega. Para não se arrepender, deixe-o ficar por ali — bem temperado, é o acompanhamento ideal. A casa atrai um pessoal da antiga e mais alguns jovens que se dignam de desbravar os bons endereços fora do eixo das obviedades. De inspiração alemã, a comida mostra-se muito benfeita. Opte pela salada de batata com salsichão, tão simples e tão boa.

Astor: um dos grandes bares da cidade, seduz a clientela com um ambiente que remete ao clima boêmio dos anos 50. Lustres nostálgicos, espelhos e cartazes lambe-lambe compõem o cenário do sempre concorrido salão. Além do bom chope, há entre os drinques uma carta com seis versões de gim-tônica. Refrescante, o chamado saffron combina gim francês, água tônica, raiz de açafrão, gotas de bitter de laranja e casca de laranja-da-baía.

Bar do Juarez: nascido em Moema, em 1999, tornou-se um dos botecos chiques mais conhecidos da cidade. Hoje, conta com unidades também no Itaim, no Brooklin e em Pinheiros. Sempre lotadas, recebem um público bem variado. Todas elas seguem o molde de combinar paredes azulejadas, balcão de acepipes e chope (Brahma) tirado na caldeireta. A casa serve feijoada aos sábados e, curiosamente, também aos domingos.

Bar do Nico: nas proximidades do Museu do Ipiranga, o casarão destaca-se pela boa cozinha, que solta tentadores canapés montados no pão preto. As oito versões são batizadas com nomes de personagens históricos, caso do marquesa de santos, que recebe finas fatias de salsichão com picles mais patê de fígado temperado, molho inglês e pimenta-do-reino. Outro ponto forte é o chope (Brahma), bem tirado e servido nas versões claro e black.

Bar Léo: fechado desde o fim de março (2012), o boteco decano da cidade reabriu em agosto, sob administração do grupo que controla o Bar Brahma, no centro. Percebe-se que o boteco está com uma pegada mais comercial. Um sintoma disso são as novas caldeiretas, que estampam um enorme logotipo da Brahma. Agora realmente da marca anunciada, o chope voltou a ser tratado com carinho. Um dos acertos da nova administração foi manter o tirador Fernando Lopes no comando da chopeira em formato de caneca alemã.

Cervejaria Nacional: é um brewpub, ou seja, um bar que faz a própria cerveja. Instalado em um predinho de três andares, dá a impressão ao visitante de estar em uma fábrica, o que não deixa de ser verdade. Logo na entrada é possível ver toda a linha de produção e os enormes tanques de inox usados na maturação das cervejas. Subindo a escada, chega-se ao bar, que mantém os elementos industriais em evidência na decoração. Várias bocas de chope oferecem, além das criações regulares, receitas sazonais e festivas, em que estilos e ingredientes poucos usuais são misturados. Para quem quer conhecer as diferentes variedades de cerveja, a minidegustação é a melhor pedida. São cinco copinhos de 120 mililitros com a pilsen Y-îara, a de trigo Domina, a brown ale Kurupira, a stout Sa’si e a india pale ale Mula. Prossiga a degustação com os chopes sazonais, pois sua produção é limitada e a chance não pode ser desperdiçada. Outra curiosidade local é o pão de malte feito com o mosto de fermentação da bebida, servido com manteiga de cerveja e molho picante.

Del Mar: fundado em 1982 pelos irmãos espanhóis Delta e Mario (que se desligaram da casa em 1996), está hoje nas mãos do chef Rodrigo Maia, sobrinho da última proprietária. Felizmente, as mudanças de administração não alteraram a alma de boteco do lugar, que continua a servir um bom chope (Brahma). O garçom leva a caldeireta direto para a mesa, o que evita que ela esquente ao ficar passeando sobre a bandeja.

Dois Irmãos: ampliado em 2005, o bar ganhou azulejos nas paredes, iluminação exagerada e até noites de música ao vivo (quartas e sábados, quando atrai cinquentonas e sessentões). Uma tradição, porém, não se perdeu: o zelo para tirar o chope (Brahma). Levinha, a bebida chega à mesa numa tulipa de vidro fino. É extraída da mais antiga chopeira em funcionamento na cidade, ali há 54 anos. Com uma única torneira, a máquina trabalha ao lado de duas réplicas, fabricadas sob encomenda.

Empório Alto dos Pinheiros: Weihenstephan Hefe Weissbier, De Molen Hel & Verdoemenis, Fuller’s Bengal Lancer, Rogue Imperial IPA e outros 24 trava-línguas “chopísticos” esperam perfilados lado a lado por seus ávidos amantes. Esse é o balcão do Empório Alto dos Pinheiros, que surgiu em 2008 como um lugar dedicado aos mais variados produtos gourmets. Naqueles tempos, apenas dois bicos de chope, da então desconhecida cervejaria Bamberg, e outros trinta rótulos de cerveja compunham o estoque. Um dia, porém, o cabeludo ex-produtor cultural Paulo Almeida e sua mulher, Roberta, resolveram trocar a taça de vinho pela de cerveja (das boas, que fique claro) em um almoço familiar. O resultado agradou tanto que a dupla passou a investir nas loiras, ruivas e morenas. Hoje, cerca de 650 rótulos de todos os cantos do mundo invadem não só as gôndolas mas a loja toda e atraem um público aficionado. Além das cervejas, há 28 bicos de chope que recebem produtos sazonais e especiais. O que provar? Tudo. Vá por partes, faça mais de uma visita ao lugar se for o caso. Comece pelos estilos menos agressivos se você for um novato. Sugestão: Bamberg Weizen, um refrescante chope de trigo. Ou radicalize de vez com o Harviestoun Dubh-18, uma old ale escocesa, maturada em barril de uísque 18 anos, repleta de sabores tostados.

Karavelle Brewpub: o mais novo brewpub, instalado na badalada Alameda Lorena, tem como sócios Dinho Diniz, Otavio Veiga e o cantor Seu Jorge. Tanques de fermentação e maturação de aço inox evidenciam a vocação do lugar: fabricar a própria bebida. Sua atmosfera escura, com música predominantemente eletrônica e alta cria um clima de balada para o local, que recebe um público bem arrumadinho e eclético. Os chopes e as caprichadas receitas preparadas pelo chef Carlos Bertolazzi são as grandes atrações. O cardápio traz uma tabela sugerindo possíveis harmonizações. Peça pela minidegustação com seis versões de chope. Petiscos como coxinha de ossobuco, croquete de costela (mesmo preço) e bolinho de feijão com linguiça, são agradáveis companhias para todos os estilos de chope.

Pirajá: a esquina mais carioca da cidade, que pertence aos mesmos donos do Original, Astor e SubAstor, saúda a Cidade Maravilhosa na decoração, no cardápio e até nos sambas que compõem a trilha sonora ambiente. Muitas fotos de bambas e até um painel de Nilton Bravo (1937-2005), apelidado de o “Michelangelo dos botequins” do Rio, dão vida às paredes. Para escoltar o chope cremoso (Brahma), vá de croquete fio maravilha (de pernil).

Original: endereço emblemático por ter inaugurado a série dos botecos chiques paulistanos, a casa construiu sua fama pelo cuidado dedicado ao chope, premiado por oito vezes o número 1 da cidade pela edição especial “Comer & Beber”. A bebida (Brahma) chega à mesa sempre como deve: bem gelada, com gás na medida e coberta por um creme uniforme e duradouro. Aos sábados e domingos, serve pratos como o arroz de rabada.

Zur Alten Mühle: endereço emblemático por ter inaugurado a série dos botecos chiques paulistanos, a casa construiu sua fama pelo cuidado dedicado ao chope, premiado por oito vezes o número 1 da cidade pela edição especial “Comer & Beber”. A bebida (Brahma) chega à mesa sempre como deve: bem gelada, com gás na medida e coberta por um creme uniforme e duradouro.

Fonte: VEJA SÃO PAULO