Criminalidade

Amigos homenageiam nas redes sociais organizador de "rolezinho" morto

Lucas Lima morreu em uma briga na madrugada desse sábado (5). Ele ficou conhecido por ser um dos responsáveis por evento no Shopping Metrô Itaquera

Por: Juliana Deodoro

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Desde sábado (5) à tarde, quando a notícia de que Lucas Lima havia morrido na madrugada em uma briga em um baile funk, dezenas de homenagens e mensagens foram publicadas nas redes sociais. Tristes e indignados, os jovens lamentavam o que aconteceu com o amigo, que ficou conhecido por ter sido um dos organizadores de rolezinhos no início do ano.

"Sei que lágrimas não vão te trazer de volta, mas é uma maneira de expressar a saudade! #LucasLima #ETERNO", escreveu um jovem. "Sem palavras, ainda desacredito que você se foi pra sempre e que nunca mais iremos ver o teu sorriso, ouvir o Luquinhas dizendo 'Eu sei qual é a visão'", postou outra garota. Três montagens com fotos do rapaz também circulam pela internet.

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Conhecido como um dos organizadores do rolezinho que aconteceu no dia 11 de janeiro no Shopping Metrô Itaquera, Lucas tinha mais de 56 700 seguidores no Facebook. Apesar da fama na rede, os amigos o descrevem como uma pessoa tímida, especialmente com as meninas. "Com quem ele conhecia, era só sorrisos", disse um amigo.

O jovem, cujo apelido era Kocão, tinha uma rotina atribulada. Pela manhã, aula de informática, à tarde trabalhava como ajudante de pedreiro, e à noite ia às aulas do 3º ano do ensino médio em uma escola estadual da Zona Leste. Seu sonho era estudar Engenharia Mecatrônica e dar uma vida melhor à família.

+ A escalada dos rolezinhos

Apesar de curtir a estética do funk ostentação -  gostava de usar roupas de marca, tênis da moda e correntes de ouro - ele era fã de rap. Racionais MCs, Facção Central e Rashid eram seus ídolos. As letras sobre a realidade das favelas eram o que mais lhe atraíam, contou um amigo. No sábado, depois de saber da morte, a mãe de Lucas foi internada em um hospital em estado de choque.

Caso

De acordo com relatos de pessoas próximas, Lucas foi a um baile funk na sexta (4) encontrar com uma garota. No local, envolveu-se em uma briga com outro rapaz, que o atingiu na cabeça. Quando estava caído no chão, debatendo-se, colegas do agressor o espancaram até a morte. O jovem chegou a ser levado para o Hospital Alípio Correa Neto, mas não resistiu e morreu de parada cárdio-respiratória. Ele foi enterrado na manhã desta segunda-feira (7) no Cemitério Municipal do Tatuapé.

O caso foi registrado como morte suspeita no 64º Distrito Policial e, de acordo com o delegado José Manoel Lopes, o pai do jovem será chamado para prestar mais esclarecimentos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO