"Gente diferenciada"

Organizador de churrasco em Higienópolis diz que evento continua

Modificação do protesto contra a transferência do metrô na Avenida Angélica para coleta de assinaturas na praça Vilaboim irritou adeptos

Por: Catarina Cicarelli

Avenida Angélica - Higienópolis
Esquina da discórdia: a estação funcionaria no encontro da Angélica com a Rua Sergipe (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)

A polêmica em relação à estação da Linha Laranja que seria construída na Avenida Angélica ainda é um dos assuntos mais comentados nas redes sociais. No Facebook, foi criado o

“Churrascão da Gente Diferenciada”

, evento marcado para as 14h de amanhã (14), em frente ao Shopping Pátio Higienópolis, e que faz referência a uma frase dita por uma das moradoras do bairro em uma entrevista. O objetivo da manifestação era protestar contra a decisão do governo de não mais fazer a estação na esquina com a Rua Sergipe.

Quase 55.000 pessoas confirmaram presença e se revoltaram quando o organizador, Daniel Saraiva, decidiu cancelá-lo na última quinta (12), por questões de segurança apontados pela Polícia Militar e pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Como alternativa, ele sugeriu que fosse realizado na praça Vilaboim uma reunião para que fossem colhidas assinaturas e onde também ocorresse uma campanha para recolher agasalhos para os mais necessitados.

Entre inúmeras reclamações, alguns descontentes criaram versões do mesmo churrasco para garantir que ele de fato acontecesse. Com a pressão dos adeptos, Saraiva optou então por retomar o projeto inicial, mas quis deixar claro que apenas estava preocupado com a segurança dos envolvidos e que, independentemente de o evento ser modificado, isso não impedia que cada um se manifestasse da forma que quisesse, “seja com carne no espeto, recolhendo assinaturas ou simplesmente colocando seu pagode para tocar”.

Procurado por VEJA SÃO PAULO, o autor do protesto afirmou que não é mais o responsável pela ação, já que se trata de uma movimentação popular. “O fato de o evento estar hospedado no meu Facebook não faz de mim seu organizador.”

 

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO