Justiça

Operação Lava-Jato: quem são e quanto cobram os defensores dos investigados

Os principais criminalistas da cidade embolsam, juntos, valores na casa de 70 milhões de reais com o caso

Por: Daniel Bergamasco - Atualizado em

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Há cerca de um mês, durante almoço em um restaurante de Miami com um grupo de americanos, o advogado José Luis Oliveira Lima, de 48 anos, foi interrompido por uma brasileira ofegante. Figura fácil nos jornais graças a seu trabalho de defesa em escândalos como o mensalão, em prol do ex-ministro José Dirceu, e o petrolão, como defensor de um executivo da Galvão Engenharia, ele ouviu, em tom irônico: “Parabéns pelo belo serviço que o senhor presta à nação”. Não se trata da primeira vez. Em São Paulo, ele passa por abordagens parecidas por todo canto. No Parque do Ibirapuera, já foi saudado em suas corridas com gritos de “Vai, Aécio!” na época das eleições presidenciais. Pois os vinte anos de terapia que frequenta religiosamente serão úteis daqui para a frente: a temperatura e a tensão só tendem a subir. Com as investigações do mega esquema de corrupção que envolve a Petrobras, nunca tantos criminalistas faixas-pretas tiveram tanto trabalho (nem faturaram tanto em um mesmo caso). Quanto mais a lama vai aumentando, mais fértil fica o terreno desses profissionais em termos de visibilidade e ampliação de honorários.

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Deflagrada há um ano, com o desmantelamento de uma teia de doleiros que revelou a participação de grandes empreiteiras num esquema de corrupção na estatal petrolífera, a Operação Lava-Jato adquiriu uma dimensão impressionante. São 150 pessoas, ao menos, sob investigação, 87 acusados e 64 presos (dos quais dezoito continuam atrás das grades). Nas contas do Ministério Público Federal, a roubalheira somaria algo na casa de 2,1 bilhões de reais, se contabilizados apenas os crimes denunciados. Enquanto as acusações do caso saem de Curitiba, tendo a sala do juiz Sergio Moro como o epicentro dos trabalhos, a defesa dos envolvidos concentra-se em São Paulo. Hoje, cerca de trinta bancas daqui atuam na defesa dos investigados na Lava-Jato. Juntas, movimentariam algo em torno de 70 milhões de reais em honorários nesta fase inicial, segundo estimam profissionais do ramo. Na defesa dos encrencados do petrolão, há desde Luiz Flávio Borges D’Urso, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo e responsável pelo tesoureiro petista João Vaccari Neto, até o gigante jurídico Pinheiro Neto, empresa que tem cerca de 330 advogados. Isso fora os escritórios do ramo cível, com missões como renegociar acordos com credores. “Uma operação desta magnitude vai bem além da área criminal”, observa Joel Thomaz Bastos, do DCA, especialista em insolvência de empresas. 

Os vencimentos mais polpudos do setor pertenciam a Márcio Thomaz Bastos (sem parentesco com Joel), morto em novembro, aos 79 anos de idade. God (Deus), como era conhecido por seus pares, cobrava na casa de 15 milhões de reais por um único caso do tipo — na crise atual, havia assumido a “coordenação” da Odebrecht e da Camargo Corrêa. Seus contratantes levavam no pacote não só a experiência de um dos juristas mais brilhantes do país, mas o conhecimento de causa de quem, como ministro da Justiça de 2003 a 2007, reestruturou a Polícia Federal para que focasse essas ações grandiosas que marcaram o país nos últimos anos. A interlocução com o governo e com as altas cortes ajudava a acrescentar zeros aos seus vencimentos.

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Com sua partida, não restou substituto à altura da influência nem dos cachês. Mas a elite dos criminalistas paulistanos não pode se queixar do momento. Na Operação Lava-Jato, a turma mais graúda embolsa cifras entre 3 milhões e 5 milhões de reais. Esses valores são calculados levando-se em conta o tempo de dedicação e a complexidade do caso, em endereços como o dos sócios Dora Cavalcanti, 44, e Augusto de Arruda Botelho, de 37 anos.“Falam dos ganhos, mas a verdade é que um processo desses pode levar mais de dez anos de trabalho”, diz Dora, que dedica atualmente 80% da sua agenda às denúncias sobre a Odebrecht (o que antes fazia em parceria com Bastos). Uma vantagem é que boa parte do dinheiro (com frequência, metade) chega aos bolsos desses profissionais nos primeiros meses. Trata-se de uma praxe comum no direito criminal, sobretudo quando o defensor é doprimeiro time. Em alguns contratos, ainda há “taxa de sucesso”, uma espécie de bônus pela absolvição.

O trabalho intenso não se limita a sustentar teses, mas cuidar da imagem dos réus. Exemplo disso é a estratégia da advogada Joyce Roysen, 51, ao apresentar um cliente foragido à Polícia Federal em novembro. O personagem em questão era Adarico Negromonte. Acusado de transportar propina, ele é irmão de Mário Negromonte, ex -ministro das Cidades. Para evitar a constrangedora cena de Adarico sendo levado algemado ao prédio, Joyce combinou com os agentes que os avisaria quando chegasse com ele a um hotel curitibano para que o buscassem. Puro blefe. No mesmo horário acertado, ela surpreendeu ao surgir carregando o cliente pelo braço para a carceragem da PF pela porta da frente. “Orientei-o a não passar pelos jornalistas de cabeça baixa ou de óculos escuros”, conta a advogada. “Fiquei arrepiada ao pegar um homem livre pelo braço e levá-lo à cela.” Adarico acabou sendo solto cinco dias depois. No escritório de Joyce, um item é obrigatório: caixa de lenços de papel, sempre a postos nos armários do imóvel elegante, com jardim exclusivo, cheio de pássaros coloridos em torno da jabuticabeira, na cobertura de um prédio na região da Avenida Faria Lima. “Homens de alto escalão chegam aqui bambambãs e muitas vezes desabam no choro”, justifica ela, que costuma posicionar sobre saltos altíssimos seu 1,53 metro de altura (as medidas não a impediram de fazer ponta como dançarina em um especial de Roberto Carlos na Rede Globo, nos anos 80).

Pioneira na Faria Lima
Joyce Roysen é um dos principais nomes do direito penal empresarial. Em 1993, foi a primeira a abrir escritório na Avenida Faria Lima, prevendo grandes demandas graças a leis anticorrupção.“Sou da primeira geração de criminalistas que não atuam em casos de homicídio e nunca fizeram júri”, diz. Na atual crise, apareceu com um defendido, mas orienta ao menos três outros que temem ser envolvidos na Lava-Jato. (Foto: Fernando Moraes)

A preocupação dos citados se estende além do processo. Inclui, atualmente, o medo de a carreira derreterem meio ao mar de lama. “O executivo envolvido sabe que nem a empreiteira vai querer tê-lo nem ele deseja seguir no emprego”, relata o defensor de um dos presos. No plano íntimo, o desespero é com a possível implosão de casamentos, com a devassa em escutas telefônicas. “Vi umas três ou quatro vezes a amante descoberta pela mulher que teve acesso à transcrição do áudio de um grampo da Justiça”, diz Maíra Salomi, que era a única sócia de Thomaz Bastos. Na Lava-Jato, os protetores são zelosos com conversas que podem indicar uma vida dupla, como gracejos com interlocutoras femininas — os alvos, trancafiados ou não, costumam ser consultados antes do compartilhamento das transcrições com a família. 

Para o juiz Sergio Moro, as prisões de executivos têm sido necessárias “para preservar a ordem pública, prevenindo a reiteração e a continuidade dos crimes, diante da constatação de sua duração por anos, atualidade e habitualidade criminosa”, conforme declarou em despacho. Os defensores, porém, o criticam.“É algo excessivo, sem necessidade”, afirma Augusto de Arruda Botelho. O mais colunável entre seus pares (sócio do badalado clube Lions, coproduziu o longa Tim Maia e se casará em abril com a top model Ana Claudia Michels), Botelho preside o Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD). Criado em 2000, composto da nata da advocacia penal, com nomes como Arnaldo Malheiros Filho, briga não só para que as boas práticas processuais sejam respeitadas na Justiça, mas pela melhor compreensão do que fazem. “As pessoas ficam revoltadas ao ver personagens de escândalo defendidos legitimamente, mas, quando são acusadas de alguma coisa, elas vão atrás dos melhores profissionais do direito criminal”, pondera o advogado. 

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A turma do instituto acha, por exemplo, um disparate a polêmica em relação ao encontro que alguns deles tiveram com o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça). “Fomos reclamar sobre o vazamento de informações sigilosas do processo”, diz Dora Cavalcanti, que nega ter ouvido de Cardozo dados privilegiados sobre a perspectiva de a ação esfriar. “Casos com repercussão na imprensa são difíceis, pois o Judiciário acaba pressionado pela opinião pública, o que cria situações desproporcionais, como se alguém não tivesse direito à defesa”, queixa-se Celso Vilardi, de 47 anos, que atende João Ricardo Auler, presidente do conselho de administração da Camargo Corrêa. Na semana retrasada, dois executivos da construtora, o presidente, Dalton Avancini, e o vice, Eduardo Leite, fecharam acordos de delação premiada no caso Lava-Jato. Quem cuida dos interesses de Avancini é o advogado Pierpaolo Bottini, que tem escritório nos arredores da Avenida Paulista. Aos 38 anos, ele é um dos ascendentes do ramo. Docente da USP, onde se graduou e fez doutorado, é considerado um dos melhores oradores da turma. “Só me recusaria a trabalhar por alguém que praticou injúria racial, por questões familiares”, explica Bottini, que adotou um garoto negro há três anos. Quando o bebê chegou, ele se dedicava a tentar livrar do mensalão o Professor Luizinho — o êxito na absolvição ajudou a destacar seu nome. “Eu treinava a sustentação oral dirigindo-me ao berço”, lembra. 

Nesse meio, bastiões e novatos tendem a uma relação cordial. Thomaz Bastos era uma espécie de coordenador-geral do segmento — chegou a repassar clientes aos concorrentes. O veterano Alberto Toron, de 56 anos, defensor da construtora UTC, também se dá bem com a maioria. Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que ao longo da carreira atendeu criminosos como Paulo César Farias e Suzane von Richthofen, é admirado, mas cria algumas rusgas graças ao comportamento que ele próprio define ser “explosivo”. Entre as várias lendas que circulam a seu respeito está o episódio no qual teria expulsado aos gritos um alfaiate que observou nele certo ganho de peso— algo que ele nega. Aos 69 anos, está mais doce (em sua sala, a propósito, o combo água e cafezinho das reuniões é incrementado por uma barra de chocolate com o brasão do seu escritório), mas vê com ressalvas a mudança do perfil dos criminalistas, que até a década de 90 tinham sua elite voltada para casos mais comuns, como homicídio. “O direito penal se tornou rentável nos últimos anos, mas perdeu o romantismo. Os jovens estão muito preocupadoscom dinheiro e projeção”, diz. “Com tanto foco empresarial, ficam distantes da realidade. Eu mesmo era um burguês criado em uma redoma e me humanizei no mundo dos júris e prisões estaduais”.

Direito Artesanal
Alberto Toron é outro dos veteranos no escândalo do petrolão, pela construtora UTC. “Trata-se de um dos melhores representantes da advocacia artesanal, cuidadosa nos detalhes”, elogia o ministro Marco Aurélio, do SupremoTribunal Federal. (Foto: Mario Rodrigues)

Enquanto há vinte anos as estrelas do ramo se fixavam em torno da República e da Sé, perto de prédios do Judiciário, hoje os mais afamados se espalharam na cidade. Um dos escritórios resistentes na região central é o de Oliveira Lima, no Edifício Itália. “Juca”, para os amigos, tem três filhos com a jornalista Monica Dallari (atualmente com Eduardo Suplicy) e um com a advogada Stela Costa. Fumante de cinco cigarros por dia, apesar de um enfisema pulmonar, possui no portfólio nomes como os banqueiros Salvatore Cacciola e Daniel Dantas e o ex-médico Roger Abdelmassih, de quem se tornou padrinho de casamento meses antes de o condenado por múltiplos estupros fugir para o Paraguai. A despeito dos casos ruidosos, é conhecido como o mais discreto entre os grandes. Às vésperas do Carnaval, estava no ensaio da escola de samba Vai-Vai, sua cliente, quando surgiu ali o ministro Joaquim Barbosa, que ajudou a colocar atrás das grades seu cliente José Dirceu. No momento em que os ilustres presentes foram chamados ao palco, Juca havia saído à francesa, para evitar a constrangedora foto dos antagonistas de corte caindo juntos no samba.

Com a mudança gradual de foco dos profissionais de direito penal, a partir da Lei do Colarinho Branco, que regulou crimes contra o sistema financeiro em 1986, os eixos empresariais modernos, como a Avenida Paulista, tornaram-se atraentes. Em geral, esses escritórios são parecidos na decoração sóbria, como se pertencessem a uma só franquia: estantes de livros jurídicos por todos os lados, placas com prêmios de reconhecimento, amplas salas de reunião com microfones para conversas telefônicas em viva-voz (o perfil de seus titulares também não muda muito: são quase sempre paulistanos nascidos em bairros nobres e graduados nas melhores universidades, como USP e PUC). Na Avenida Faria Lima, fica o escritório que era de Márcio Thomaz Bastos. A única sócia, Maíra Salomi, de 30 anos — ela foi sua estagiária no passado e tem cota de 5%—, prepara-se para se mudar do local. Vai para a Alameda Itu, levando com ela clientes importantes, como o Banco Rural. Dias antes de morrer, o jurista chamou a advogada ao Hospital Sírio-Libanês para, balbuciando com dificuldade por entre a máscara de oxigênio, contar segredos a respeito de um cliente que os dois haviam visitado em Miami — foi na volta dessa viagem (ele seguia na primeira classe e ela na executiva) o momento no qual teve a embolia pulmonar, que motivou sua internação.

A única sócia de God
Ex-estagiária de Márcio Thomaz Bastos, Maíra Salomi voltou a trabalhar com ele anos atrás na condição de associada, com 5% das cotas. O escritório que ocupavam na Avenida Faria Lima está sendo desmontado. Ela herdou de God (Deus), como era chamado no meio devido aos pedidos obedecidos como ordens divinas, clientes como o BancoRural, enrolado no processo do mensalão. (Foto: Mario Rodrigues)

Bastos apresentava tosse constante havia meses, devido à capacidade pulmonar reduzida, mas cedeu à insistência desse cliente, um brasileiro em prisão domiciliar na cidade da Flórida. Um descuido para um homem regradíssimo com a saúde, que não dispensava o cochilo na poltrona Charles Eames no início da tarde e tinha reuniões tensas interrompidas pela secretária, que decretava ser a hora de tomar o iogurte com linhaça ou da porção de três amêndoas indicada por nutricionistas. “Ele faz falta tanto em questões pessoais quanto para trocar opiniões no dia a dia de trabalho”, diz Vilardi, seu inquilino em uma sala comercial de 400 metros quadrados na Faria Lima e um dos amigos mais próximos, com quem almoçava semanalmente e que recebia como hóspede em sua casa no luxuoso condomínio Quinta da Baroneza, a 90 quilômetros da capital.

A cadeia de elogios mútuos rasgados, comum nesse meio, é interrompida quando surge o nome de uma advogada que tem dado o que falar: Beatriz Catta Preta, a “musa das delações premiadas”. Com a mudança na legislação em 2013, que prevê a extinção ou a redução de até dois terços da pena a quem aceita o acordo, ela tem se destacado. Atuou em nove dos quinze depoimentos desse gênero na Lava-Jato, com clientes como Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e Júlio Camargo, ligado ao grupo Toyo Setal. Quase todos os colegas são contrários ao mecanismo. Com isso, Beatriz passou a ser atacada pelos pares. “Minha visão sobre ela é a pior possível”, diz Arruda Botelho.“Não é uma advogada. O que ela faz é abrir mão de direitos dos clientes. É uma negociadora”, ataca.

Beatriz não comenta o valor recebido por delação (nega apenas que a faixa de até 2 milhões de reais, estimada no mercado, esteja correta), mas enfatiza a legitimidade do recurso: “Vejo como uma opção a quem responde a uma ação, uma vez que há possibilidade até mesmo da concessão do perdão judicial”,avalia. “É uma decisão personalíssima do investigado,que, juntamente com a família, avalia os reflexos desse caminho em sua vida pessoal e profissional.”Pós-graduada em direto penal empresarial pela Fundação Getulio Vargas, a advogada acredita ter tantos casos nas ações atuais graças à sua experiência, que chega a vinte delações. No mensalão, atuou no depoimento do operador financeiro Lúcio Funaro. Por saberem pouco sobre ela, alguns a apelidam de “DoutoraCaixa-Preta” (outros, de “Gata Preta”, por considerá -la bonita). “Há inveja e tentativa de desmoralizá-laporque as delações dificultam a defesa, mas os clientes devem estar felizes”, opina um graduado jurista.

Sejam quais forem os próximos capítulos doescândalo, não faltará trabalho para quem se diplomouem direito. Nesta nova fase de investigações,deve ocorrer uma saia justa: parlamentares podembater à porta dos mesmos escritórios que já cuidamda defesa dos empresários das construtoras. Como uma das estratégias de defesa dos executivos é dize que pagaram propina aos políticos para não comprometer a sobrevivência dos negócios de suas companhias, não haveria aí um grave problema de ética dos criminalistas? “Se um não tem nenhum envolvimento com o outro, pode não haver problema”, diz Vilardi. Para os homens de beca no olho do furacão na Lava-Jato, é mesmo hora de aproveitar: o vento nunca soprou tão favorável para brilhar e faturar.

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    Pobre Juan - Shopping Cidade Jardim

    Avenida Magalhães De Castro, 12000, Butantã

    Tel: (11) 3552 3150

    VejaSP
    16 avaliações

    São três unidades na capital, nem todas elas com o mesmo padrão. Saem-se melhor a casa pioneira da Vila Olímpia e a filial de Higienópolis — a extensão do Shopping Cidade Jardim enfrenta instabilidade especialmente no serviço. Opte pelo bife ancho em peça de 340 gramas (R$ 88,90). Guarnições como a farofa de ovos (R$ 26,90) são pedidas à parte. De companhia, tem belos tintos reunidos em uma bem organizada carta de vinhos. Pelos preços, são atraentes em especial os rótulos argentinos.

    Preços checados em 5 de setembro de 2016.

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  • Vinhos

    Bardega

    Rua Doutor Alceu de Campos Rodrigues, 218, Itaim Bibi

    Tel: (11) 2691 7578 ou (11) 2691 7579

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    17 avaliações

    Uma respeitosa seleção de 88 garrafas diferentes é conservada em máquinas Enomatic. O cliente coloca o cartão de consumo no equipamento, aperta o botão do rótulo desejado e, pronto, o líquido desce à taça em dose de 30, 60 ou 120 mililitros. Há opções como o siciliano Fina Chardonnay 2015 (R$ 10,00, R$ 20,00 e R$ 36,00), branco com um certo corpo, e o californiano Estrada Creek Old Vines 2010, com predominância da uva zinfandel (R$ 7,00, R$ 14,00 e R$ 26,00). Um bom petisco é o bolinho de pancetta e polenta (R$ 34,00, seis unidades).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

     

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  • Chocolates

    Cau Chocolates - Shopping Pátio Higienópolis

    Avenida Higienópolis, 615, Consolação

    Tel: (11) 3823 2972

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    1 avaliação

    A empresária Renata Feffer levou sua marca para o Shopping Iguatemi. Diferentemente das outras duas unidades, este novo (e lindo) ponto não possui serviço de cafeteria. Em compensação, a variedade de bombons é igualmente encantadora. O de caipirinha tem sabor levemente alcoólico e o de maracujá, bom equilíbrio entre o doce e o azedinho da fruta. A caixa com nove unidades custa R$ 78,00 e a de dezesseis bombons, R$ 104,00. Inclusão mais recente no catálogo, os figos recheados com ganache de chocolate feita com o próprio fruto vêm banhados de chocolate amargo (R$ 118,00, com dez unidades).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Mais de 150 000 pessoas já passaram pela Praça das Artes para conferir a mostra O Mundo segundo Mafalda, que explora de forma criativa o universo da curiosa personagem criada na década de 60 pelo cartunista argentino Quino. O espectador encontra na exposição que comemora os 50 anos da protagonista treze seções temáticas, além de oficinas de invenções e de desenho de histórias em quadrinhos. Cada uma aborda as características dessa interessante figura. Durante o passeio, chama atenção um grande painel montado com fores de pano, que representa o amor da menina pela primavera — este, aliás, é um dos points mais fotografados pelos visitantes do espaço. Ao som de Beatles (sua banda favorita), são feitas no ambiente referências a itens que ela odiava, da sopa a moscas e guerras. Os inseparáveis amigos da menina, Manolito, Felipe, Susanita, Miguelito, Guille e Libertad, também marcam presença. Com seu humor ácido e crítico, Mafalda trouxe questionamentos importantes e ainda atuais sobre política e meio ambiente, que aparecem nas tirinhas distribuídas por todos os lados. Para a garotada, foram montadas as chamadas estações de criação. Em uma delas, o desafio é criar a própria história em quadrinhos com carimbos e giz de cera. De 17/12/2014 até 15/3/2015. + Mafalda completa 50 anos; relembre outros personagens que marcaram época + Mauricio de Sousa reclama e perfil do Twitter exclui piadas da Mônica
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  • lnteressados no olhar etnográfico do fotógrafo Pierre Verger (1902-1996), os diretores da revista de arte francesa Revue Noire foram a Salvador, em 1993, pesquisar seus 65 000 negativos produzidos mundo afora. Dali, saíram com 200 imagens que foram exibidas na França e na Suíça. Atrás de cada ampliação, o artista francês assinou seu nome, garantindo a autenticidade. Hoje, esse material pertence à Fundação Pierre Verger, sediada em sua antiga residência, na capital baiana, e quarenta delas fazem parte da mostra O Mensageiro, em cartaz na Galeria Marcelo Guarnieri. As obras estão à venda pela primeira vez e custam entre 8 500 e 17 000 reais. São, em sua maioria, retratos de pessoas encontradas em suas viagens por locais tão diversos como Nigéria, México e Polinésia Francesa. Também integram a seleção alguns dos registros que fez do povo baiano e de cenários brasileiros, a exemplo do Porto de Belém. A beleza de cada cena é resultado de um olhar delicado e atencioso. Ajudam a situar o visitante alguns livros dedicados a sua carreira, expostos no ambiente. Até 28/3/2015.
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  • Comédia dramática

    Ato a Quatro
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    3 avaliações
    Histórias de amores desencontrados, com base no fulano que deixou beltrana por causa de sicrana, que prefere outro, estão bem manjadas. A comédia dramática Ato a Quatro surpreende ao cativar o espectador justamente com esse argumento. Mérito da direção de Bruno Perillo para o texto da inglesa Jane Bodie, centrado em quatro personagens. Ex-atriz, a cuidadora Alice (vivida por Nicole Cordery) enfrenta o desgaste da relação com Tom (representado por Luciano Gatti), um ator que ensaia uma peça no papel de amante da determinada e intensa Natasha (Carolina Mânica). O enfermeiro Jack (o ator Edu Guimarães), por sua vez, fica obcecado por Alice e começa a segui-la. Ciúme, neuroses, jogos de sedução e uma série de piadas internas sobre os bastidores dos palcos dão um charme extra à história, afinal nenhum dos tipos ali apresenta um perfil linear. A instabilidade psicológica dos personagens oferece aos intérpretes boas oportunidades e todos as aproveitam, especialmente Nicole e Joana. As cenas curtas e fragmentadas dão agilidade à trama, e a linguagem cinematográfica, com eventuais projeções, se adequa à proposta sem parecer mero efeito. Estreou em 26/3/2015. Até 6/10/2016.
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  • O guitarrista inglês Steve Hackett, de 65 anos, já flertou com a música clássica e até disco de blues lançou. Apesar da carreira-solo irregular, deixou um legado inquestionável quando fez parte do Genesis, entre 1971 e 1977. Nesse período, sobretudo na época em que a banda contava com o cantor Peter Gabriel, deixou sua marca em Selling England by The Pound (1973) e The Lamb Lies Down on Broadway (1974) – dois dos mais brilhantes registros do gênero. Hackett tem ligações antigas com o Brasil. Foi casado por 26 anos com a artista plástica carioca Kim Poor e tocou na gravação do disco de estreia de Ritchie, Voo de Coração (1983), aquele do hit Menina Veneno. Há dois anos o guitarrista voltou ao repertório do conjunto que o fez famoso em Genesis Revisited II: Selection, cuja turnê chega à cidade nesta semana. Ele exibe ao lado de cinco músicos um repertório formado somente por faixas do Genesis, como Firth of Fifth. Dia 10/3/2015.
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  • Ainda é possível fazer um filme sobre espiões depois de tantas aventuras com James Bond mais as paródias do gênero? Sim, e o resultado de Kingsman — Serviço Secreto mostra que há vida inteligente no planeta 007. No entanto, para embarcar na façanha do diretor e roteirista Matthew Vaughn será preciso encarar a trama como uma fantasia violenta, sem limite de imaginação e politicamente incorreta — e isso só conta pontos a seu favor. A história gira em torno de uma liga secreta inglesa chamada Kingsman, na qual homens e mulheres são treinados para matar ou morrer em nome da pátria. Quando um dos integrantes é assassinado, o grupo se reúne para encontrar um substituto. Harry Hart (Colin Firth) indica o jovem Eggsy (Taron Egerton), o desajustado filho de um colega morto numa missão na década de 90. Ao mesmo tempo, um vilão de língua presa (interpretado com galhofa por Samuel L. Jackson) pretende dar um “jeitinho” na humanidade usando o celular num plano maquiavélico. Vaughn, produtor dos primeiros longas-metragens de Guy Ritchie (Snatch) e realizador de Kick-Ass e X-Men: Primeira Classe, não brinca em serviço. Além das referências ao cinema do “mentor” Ritchie, traz a efervescência da filmografia de Quentin Tarantino e o humor sem noção do seriado Agente 86. A combinação dá certo, sobretudo pela maneira livre, leve e solta com que os protagonistas, Firth e Egerton, dividem a ação e se empenham em divertir a plateia. Estreou em 5/3/2015.
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  • Candidato da Suécia para concorrer a uma vaga no Oscar de melhor filme estrangeiro, Força Maior nem sequer esteve entre os cinco finalistas. Mas tinha qualidades até para levar o prêmio. De um acontecimento inesperado, o diretor e roteirista Ruben Östlund extrai uma reflexão profunda sobre relacionamentos, intimidades entre pares e o papel do homem e da mulher no núcleo familiar. A trama flagra o casal sueco Tomas (Johannes Bah Kuhnke) e Ebba (Lisa Loven Kongsli) chegando a uma estação de esqui nos Alpes franceses, acompanhado dos filhos. A ideia é aproveitar a estada para relaxar, mas, durante um almoço, algo tira a família dos eixos. Uma avalanche, vinda em direção ao hotel, faz com que o marido se separe da mulher. A partir daí, os questionamentos vêm à tona em discussões oportunas, incômodas e necessárias. Estreou 5/3/2015.
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  • Em junho de 2009, Maziar Bahari (Gael García Bernal), iraniano radicado em Londres e repórter da revista Newsweek, voltou ao seu país de origem para cobrir a eleição presidencial e visitar a mãe. A disputa entre o extremista Mahmoud Ahmadinejad e o reformista Mir Hossein Mousavi mobilizou a nação. Partidário do segundo, Bahari envolveu-se com ativistas do candidato e deu uma entrevista que mudou o rumo de sua estada. 118 Dias é o título nacional de Rosewater (água de rosas) e refere-se ao período que o protagonista passou na cadeia. Acusado de ser espião dos Estados Unidos, foi interrogado à exaustão e torturado. A versão do livro Then They Came for Me: A Family’s Story of Love, Captivity, and Survival, escrito pelo jornalista, é o primeiro trabalho como diretor do apresentador de TV Jon Stewart. Nota-se a falta de experiência no ramo. Embora o mexicano García Bernal se esforce para vivenciar o tormento do personagem, o filme suaviza demais a passagem na solitária. Também quebram o ritmo os diálogos de Bahari com os fantasmas do pai e da irmã entre quatro paredes. Estreou em 5/3/2015.
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  • Drama

    Blind
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    Premiado nos festivais de Sundance e Berlim, entre outros, Blind é o primeiro longa-metragem do diretor norueguês Eskil Vogt. Trata-se de uma estreia relevante. Sem usar o lugar-comum e tratando duramente o cotidiano de uma deficiente visual, Vogt, também roteirista, capricha numa história recheada de estranhezas, meandros psicológicos e imaginação. Ingrid (Ellen Dorrit Petersen) ficou cega em decorrência de uma doença genética e está se acostumando a viver sem enxergar nada. Ela raramente sai do apartamento e, ex-professora, tenta escrever um livro. É aí que a história dá suas curiosas viradas. O marido de Ingrid, o arquiteto Morten (Henrik Rafaelsen), reencontra Einar (Marius Kolbenstvedt), um amigo de faculdade, no cinema. Ambos atravessam delicados momentos na vida afetiva. Viciado em pornografia na internet, Einar está de olho numa vizinha, a quem espia diariamente. Ela é Elin (Vera Vitali), uma mãe solteira que acabou de trocar a Suécia por Oslo e... está com lapsos de visão. Decifra-me ou te devoro, eis a proposta do realizador. Cabe à plateia acenar com um sim ou um não ao quebra-cabeça. Estreou em 5/3/2015.
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  • Extraído do livro homônimo da irlandesa Cecelia Ahern, Simplesmente Acontece faz jus ao bom título em português. A trama enfoca o relacionamento entre os ingleses Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Clafin), amigos desde a infância que, embora sintam atração um pelo outro, não conseguem se declarar. Na festa de formatura, Rosie faz a besteira de transar com um colega (Christian Cooke) e Alex vira alvo da devoradora Bethany (Suki Waterhouse). Dias depois, o sonho de ambos de mudar para Boston será desfeito e... simplesmente acontece: a moça fica grávida e o rapaz parte para estudar nos Estados Unidos. O tempo vai passar, novos amores entrarão na vida dos protagonistas e a sensação de ter perdido aquela única oportunidade deixará um nó na garganta. Tão simpático quanto previsível, o romance abusa de situações-clichê, mas é daqueles filmes em que se torna impossível não torcer pelo casal — e o carisma de Lily e Clafin contribui para isso. Estreou em 5/3/2015.
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  • Simon (Jesse Eisenberg) trabalha numa repartição pública, é gamado numa colega (Mia Wasikowska), mas, tímido e metódico, pouco avança nos relacionamentos sociais. Embora faça seu serviço com esmero, recebe desaforos do chefe e só consegue ser ignorado pelos outros empregados. Algo vai mudar em seu cotidiano com a chegada de James, um tipo sedutor, convencido e muito popular na firma. Apenas Simon, porém, nota que o novato tem o mesmo físico e a cara dele. Inspirado no livro homônimo de Fiodor Dostoievski, o drama de tintas cômicas O Duplo foi todo rodado em estúdio pelo inglês Richard Ayoade. A história segue interessante, sobretudo por suas reviravoltas. A realização, contudo, mostra-se afetada em firulas visuais, diluindo o texto do autor russo em prol de um pretensioso preciosismo estético. Estreou em 5/3/2015.
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  • Meu tipo inesquecível

    Atualizado em: 6.Mar.2015

Fonte: VEJA SÃO PAULO