Infantil

Oito exposições para visitar com as crianças

"Energia", "Através" e "Game On" estão na lista

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Mira Schendel
Obra de Mira Schendel: arte para os pequenos (Foto: Reprodução)

Com entrada franca, começa neste sábado (3) a mostra “Através”, de Mira Schendel, na Caixa Cultural São Paulo. Parte do projeto “Arte à Primeira Vista”, a exposição é voltada ao público infanto-juvenil e compõe, na cidade, um circuito de exibições para crianças.

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Cerca de 60 obras fazem parte da montagem, que oferece algumas surpresas, buscando provocar experiências livremente inspiradas nos processos de criação da artista, por meio de jogos, práticas, conversas e brincadeiras.

Outras boas opções para visitar com toda a família incluem as exposições “Energia”, instalada em um galpão do Sesc Itaquera, e “Game On”, no MIS.

As mostras permanentes do Museu da Energia, do Catavento Cultural, do Museu do Futebol e do Museu Oceanográfico também atraem os pequenos.

O Catavento Cultural, por exemplo, tem quatro espaços expositivos que, embora voltados às crianças com mais de 6 anos, divertem os menores com suas instalações, vídeos e geringonças.

Veja abaixo informações sobre os locais:

 

  • O Masp apresenta ao público 120 gravuras em papel de sua coleção assinadas por artistas brasileiros. A montagem privilegia a passagem da figuração ao abstracionismo, resultando, nos últimos anos, em um modelo híbrido adotado por nomes como Cildo Meireles e Nelson Leirner. Constam na seleção dos curadores Teixeira Coelho e Denis Molino joias de Volpi, Iberê Camargo (da série Manequins da Rua da Praia), Marcello Grassmann, Fayga Ostrower (em raros momentos figurativos) e Arcangelo Ianelli, entre outros.  Prorrogada até 02/10/2011.
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  • A pintora portuguesa ganha uma retrospectiva com 110 obras realizadas de 1953 a 2009, entre pinturas, desenhos, gravuras e colagens. É uma excelente oportunidade para o público brasileiro entrar em contato com uma produção de grande impacto estético, caracterizada por figuras de formas tão indistintas quanto as do francês Balthus. A abordagem corrosiva e naturalista da sexualidade pode ser digna de comparação com a do alemão naturalizado inglês Lucian Freud, para muitos especialistas o mais importante artista vivo. Às vezes bonecos servem de modelo para Paula, de 76 anos, e o aspecto narrativo das peças advém de fontes diversas. Há desde a influência de contos infantis e de literatura até a crítica social, latente na série O Aborto, composta de pastéis nos quais jovens interrompem a gravidez, e em Circuncisão Feminina, sobre mutilação genital. As águas-fortes do conjunto Rimas Infantis remetem aos perturbadores Caprichos de Goya. Recordações pessoais também aparecem aqui e ali, caso da misteriosa acrílica A Família. É difícil não observar nesses trabalhos, marcados pela presença da libido e da morte, um comentário revelador, algo funesto, acerca da condição humana. De 19/03/2011 a 05/06/2011.
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  • Depois de Entre Atos 1964/68, coletiva exibida até o início de janeiro, o MAC segue abordando o conturbado período do regime militar com recortes de seu acervo. Embora não traga tantos nomes estrelados quanto a mostra-irmã, há pérolas para apreciar entre as 162 peças reunidas, caso da rara série de acrílicas Cantos (1973), de Cildo Meireles, e do conjunto de fotografias clicado por Cristiano Mascaro no enterro do presidente boliviano René Barrientos, em 1969. Uma ótima curiosidade é M3x3 (1973), da bailarina Analivia Cordeiro, considerado o primeiro trabalho de videoarte realizado no país. Prorrogada até 07/08/2011.
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  • Resenha por Adriano Conter: Para comemorar duas décadas de atividade, a Galeria Marilia Razuk decidiu exibir o trabalho do mais importante nome representado pela casa, o mineiro Amilcar de Castro (1920-2002). O que poderia ser uma simples homenagem acabou chamando a atenção de quem aprecia arte. Foram reunidas no espaço todas as 140 peças de corte e dobra realizadas pelo escultor a partir dos anos 60 — a ideia é vendê-las juntas a um museu e possibilitar uma exposição permanente. São exemplares pequenos, de cerca de 20 centímetros de altura, e de formas bastante variadas. Revelado como neoconcretista, Amilcar diferenciou-se por desafiar o racionalismo quase matemático de alguns artistas construtivos. Há nas suas obras um equilíbrio ideal entre rigidez e espontaneidade. A montagem inclui ainda cinco esculturas maiores e oito telas (chamadas por ele de desenhos), fontes claras de inspiração para os tridimensionais. Preços não fornecidos. De 27/04/2012 a 09/06/2012.
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  • Conhecido do público brasileiro pela radiografia do dia a dia da corte no Rio de Janeiro, o francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848) tem sessenta trabalhos apresentados na Caixa Cultural do Conjunto Nacional. Aluno de Jacques-Louis David (autor da célebre tela Marat Assassinado), Debret chegou ao país em 1816, e permaneceu por aqui por quinze anos. As obras da individual, oriundas do acervo do colecionador Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968), trazem as indefectíveis crônicas do cotidiano imperial — cortejos fúnebres, celebrações oficiais e até uma barbearia. O centro da montagem, entretanto, está nas peças realizadas durante uma viagem do artista aos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, em 1827. Estava em uma comitiva do imperador dom Pedro I. Concentram-se aqui paisagens, com destaque para os belos horizontes de Taubaté e Florianópolis (então chamada Nossa Senhora do Desterro). De 04/05/2011 a 19/06/2011.
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  • Ignorada por vários anos, a produção do muralista carioca Paulo Werneck (1907-1987) enfim ganha o devido reconhecimento. Depois de passar pelo Rio de Janeiro, a retrospectiva dedicada a esse precursor do abstracionismo no país aporta na Pinacoteca. As peças centrais da seleção de Carlos Martins, cocurador ao lado de Claudia Saldanha, são os 110 projetos para fachadas ou interiores de edifícios, feitos com guache. A princípio um ilustrador figurativo, Werneck alcançou reconhecimento nos anos 40 e 50 ao aplicar os desenhos através da técnica de pastilhas de cerâmica. Embora a norma da época fosse encomendar a realização final dos painéis a ateliês profissionais, o artista preferiu montar uma equipe para participar desse processo quase artesanal. A mostra exibe ainda 25 fotografias de murais finalizados. Seu trabalho mais célebre é o da Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte, prédio de autoria do recorrente parceiro Oscar Niemeyer. De 21/05/2011 a 17/07/2011.
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  • Iniciado em 2005 com o objetivo de interpretar por meio de fotografias três países de alguma forma ainda vinculados ao socialismo, o projeto Trilogia Vermelha já focou Cuba e Rússia. Trilogia Vermelha: China encerra a sequência e reúne sessenta trabalhos realizados pelos fotógrafos Mauricio Nahas, Ricardo Barcellos e Paulo Mancini. O trio, todos nomes ligados à publicidade, passou por Pequim e Xangai e por mais dezoito pequenos povoados numa jornada de quarenta dias. Com olhares distintos, eles flagraram anônimos no dia a dia na cidade e no campo, num país que se divide entre tradição, modernidade e religiosidade. De 09/04/2011 a 03/07/2011.
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  • Resenha por Meriane Morselli: Reúne projetos elaborados pelo estúdio italiano de arquitetura Archea. Estão em exibição projeções de vídeo, maquetes, fotografias e ilustrações gráficas. De 06/05/2011 a 22/05/2011.
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  • Celebrado nome da gravura no século XX, o holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972) possuía um estilo único. Uma de suas características mais marcantes eram os padrões geométricos criados para entrelaçar imagens e as construções impossíveis. Distribuída por todo o Centro Cultural Banco do Brasil, a retrospectiva O Mundo Mágico de Escher reúne 95 esplêndidos trabalhos feitos para desafiar os olhos. A dica é iniciar a visita pelo 3º andar e descer. Bons exemplos de sua maestria podem ser vistos nas xilogravuras Metamorfose I, Dia e Noite e Oito Cabeças e nas litografias Autorretrato no Espelho Esférico e Subindo e Descendo. Entre as dez instalações interativas, a curiosa Sala do Impossível, um espaço com dois universos invertidos vistos através de duas janelas, chama atenção. Vale ainda tirar uma foto na divertida Sala da Relatividade, capaz de aumentar ou diminuir a altura do espectador por meio de um truque de perspectiva, e assistir ao explicativo filme de sete minutos com projeções de obras de Escher em 3D (para esta atração, deve-se retirar uma senha na bilheteria). De 19/04/2011 a 17/07/2011.
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  • Resenha por Meriane Morselli: Ao comemorar cinquenta anos de carreira no ano passado e 70 de idade no dia 19 de abril, o rei ganha uma homenagem. Quarenta fotografias flagram Roberto Carlos em ação, desde a jovem guarda até os dias atuais. De 11/04/2011 a 27/05/2011.
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  • Com curadoria de Eder Chiodetto, a mostra traça um painel da fotografia contemporânea em 170 trabalhos. Há muito o que apreciar entre os registros dos 52 nomes da seleção. No eixo artístico, bons exemplos são a curiosa série Desejo Eremita, de Rodrigo Braga, e a bela paisagem paulistana Butantã, de Caio Reisewitz. Convidada especial para a mostra, Claudia Andujar exibe a imagem de uma tribo ianomâmi. De 16/04/2011 a 12/06/2011.
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  • Ícone do cristianismo, a cruz é a protagonista da bela mostra em cartaz no Museu de Arte Sacra. Foram selecionados 170 itens, entre crucifixos, mobiliário e imagens de vestir do século XVII ao XX, todos de autoria desconhecida. Oriundas do acervo do museu e também do Mosteiro de São Bento, as obras exibem uma variedade de estilos, técnicas e materiais. Chama atenção a sala com uma grande escultura de Jesus crucificado. Feita de madeira no século XVIII, ela pertencia ao Recolhimento de Santa Teresa, convento que funcionava no centro. Completa esse ambiente um esplêndido retábulo dourado da antiga Matriz de Santo Amaro, na Zona Sul. Estão reunidas ainda peças de madrepérola, marfim, argila e gesso. Até 22/05/2011.
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  • Inaugurada no fim de abril, a Galeria Fass, na Vila Madalena, tem como foco a fotografia latino-americana da primeira metade do século XX. A excelente primeira mostra da casa, intitulada Da Aparência à Realidade, é dedicada ao francês Jean Manzon (1915-1990). Ele se mudou para o Brasil em 1940. Fugia da ascensão nazista na Europa e acabou indo trabalhar no Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) do Estado Novo de Getúlio Vargas. Ele se consagraria na revista O Cruzeiro, então a de maior circulação no Brasil, na cobertura de eventos de moda e elegantes recepções sociais, foco das trinta imagens reunidas pelo curador Diógenes Moura. Manzon revolucionou os padrões de reportagens fotográficas do país ao explorar enquadramentos cuidadosos, próximos do artístico e até do onírico, poses teatrais e iluminação sofisticada. Além dos desfiles no Hotel Copacabana Palace, durante as décadas de 40 e 50, clicou celebridades, a exemplo da cantora Carmen Miranda. De 28/04/2011 a 28/06/2011.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO