Veículos

Obrigatoriedade do novo extintor é suspensa por noventa dias

A decisão foi anunciada nessa segunda-feira (5) pelo novo ministro das Cidades, Gilberto Kassab

Por: VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

Extintor
Após o novo prazo, o não cumprimento da medida implicará no pagamento de multa de 127,60 reais (Foto: Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress)

Recém-empossado ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD-SP) decidiu suspender por noventa dias a obrigatoriedade de adoção de um novo tipo de extintor de incêndio para veículos, com a chamada carga ABC. O equipamento é usado para apagar incêndios propagados em materiais sólidos, como bancos e o painel do automóvel.

A decisão foi tomada pelo Ministério das Cidades em acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). A mudança estava prevista em uma resolução de 2009, e passou a valer a partir de 1º de janeiro de 2015.

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A medida foi anunciada pelo Ministério das Cidades na noite de segunda (5). O prazo de noventa dias será contado a partir da publicação da medida. Entre os benefícios do novo extintor, segundo o governo, estão o maior prazo de validade do equipamento, que passará de três para cinco anos, e maior abrangência de uso.

O modelo anterior, chamado BC, era apropriado ao combate de incêndios causados por líquidos inflamáveis como gasolina e querosene.

O não cumprimento da nova medida implicaria no pagamento de multa de 127,60 reais. A mudança no equipamento é válida para todos os tipos de veículos. O custo médio do extintor ABC está em torno de 60 reais.

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Ministério

A alteração do prazo foi uma das primeiras medidas anunciadas por Kassab, que assumiu o Ministério das Cidades, antes ocupado por Gilberto Occhi. O novo ministro foi prefeito de São Paulo entre 2006 e 2012 por dois mandatos - assumiu o primeiro deles depois que José Serra (PSDB-SP) deixou o cargo para concorrer ao governo do estado.

A capital paulista é uma das mais beneficiadas pela medida, já que tem a maior frota de veículos do país, com 5,4 milhões de carros em 2013, último dado disponível (Estadão Conteúdo).

Fonte: VEJA SÃO PAULO